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Contabilidade de Carbono Escopo 1 e 2: Um Inicio Pratico

Por Zeeshan Abbas . Revisado por Rimsha Nadeem Anwar (Black Belt Six Sigma) . Setembro de 2026

Em resumo: Escopo 1 sao as emissoes diretas das fontes que a sua empresa possui ou controla, e Escopo 2 sao as emissoes indiretas da eletricidade, do vapor, do calor ou do frio que voce compra. A conta base e sempre a mesma: dado de atividade multiplicado por fator de emissao, com o resultado expresso em toneladas de CO2 equivalente (tCO2e). Comece pelos dois escopos que voce controla, use fatores reconhecidos e reporte o Escopo 2 nas duas versoes, baseada em localizacao e baseada em mercado.

Quando uma empresa decide medir a propria pegada de carbono pela primeira vez, o assunto costuma parecer maior do que realmente e. Aparecem siglas, protocolos internacionais, planilhas herdadas de consultorias e a sensacao de que sera preciso um exercito de especialistas antes de gerar o primeiro numero. A verdade e mais simples e mais animadora. Voce consegue produzir um inventario util de Escopo 1 e Escopo 2 com dados que a sua propria empresa ja tem guardados: contas de energia, notas de combustivel e registros de consumo. O que falta, na maioria das vezes, nao e tecnologia. E um metodo claro para organizar esses dados e transforma-los em toneladas de CO2 equivalente.

Este guia foi escrito para quem esta comecando de verdade. Nao vamos assumir que voce ja domina o GHG Protocol nem que a sua equipe tem um analista dedicado a sustentabilidade. Vamos partir das definicoes, mostrar a formula que sustenta todo o calculo, percorrer um exemplo numerico completo com valores reais e, no fim, apontar os erros mais comuns e as ferramentas gratuitas que ajudam a fazer a conta sem sofrimento. A meta e que, ao terminar a leitura, voce saiba exatamente o que medir, onde buscar cada dado e como apresentar o resultado de forma que resista a uma auditoria.

O que sao Escopo 1 e Escopo 2

O GHG Protocol, que e o padrao mais usado no mundo para contabilizar gases de efeito estufa, divide as emissoes de uma organizacao em tres escopos. Neste texto tratamos apenas dos dois primeiros, porque sao os que voce controla diretamente e por onde todo programa serio comeca.

Escopo 1 reune as emissoes diretas, ou seja, aquelas que saem de fontes que a sua empresa possui ou controla. Os exemplos classicos sao a queima de combustivel na propria instalacao, como caldeiras a gas natural ou geradores a diesel, e a frota de veiculos da empresa. Se a chama acende dentro do seu portao ou o tanque abastece um carro com a sua placa, a emissao correspondente cai no Escopo 1.

Escopo 2 reune as emissoes indiretas ligadas a energia comprada. Quando voce paga a conta de eletricidade, a usina que gerou aquela energia emitiu gases em algum lugar da rede. Essa emissao nao sai da sua chamine, mas existe por causa do seu consumo, entao ela entra no seu inventario como Escopo 2. O mesmo vale para vapor, calor e frio adquiridos de terceiros. A logica e direta: voce nao queimou nada, mas o seu consumo puxou a queima em outro ponto do sistema.

A separacao importa porque as alavancas de reducao sao diferentes. No Escopo 1 voce age sobre equipamentos, combustiveis e eficiencia de processos. No Escopo 2 voce age sobre a origem da eletricidade, trocando um contrato de rede convencional por energia renovavel, por exemplo. Medir os dois separadamente permite mostrar com honestidade onde estao as emissoes e onde cada real investido gera mais resultado.

A formula que sustenta tudo

Por tras de qualquer inventario de carbono, por mais sofisticado que pareca, existe uma unica equacao. Vale a pena guarda-la porque ela nunca muda:

Emissoes = dado de atividade x fator de emissao

O dado de atividade e a quantidade fisica que voce consumiu no periodo: quantos quilowatts-hora de eletricidade, quantos therms de gas natural, quantos litros de diesel. O fator de emissao e quanto de CO2 equivalente cada unidade dessas gera. Multiplicando um pelo outro, voce chega a massa de gases emitida, que depois e convertida para toneladas de CO2 equivalente, o famoso tCO2e.

Por que equivalente, e nao simplesmente CO2? Porque a queima de combustiveis nao libera so gas carbonico. Solta tambem metano e oxido nitroso, em quantidades pequenas, mas com poder de aquecimento muito maior por molecula. Para somar tudo em uma unica medida, cada gas e convertido para CO2 equivalente usando o seu potencial de aquecimento global, que traduz o efeito de um quilo de metano ou de oxido nitroso no efeito equivalente em quilos de CO2. O resultado final ja carrega essa correcao, entao voce trabalha com um numero unico e comparavel.

Um detalhe do Escopo 2 merece atencao desde o inicio. Ele pode ser reportado de duas formas. A versao baseada em localizacao usa o fator medio da rede eletrica da sua regiao, refletindo a mistura de usinas que abastece o seu ponto de conexao. A versao baseada em mercado usa os seus contratos reais de compra de energia, incluindo eventuais compras de energia renovavel com certificados. As duas contam uma parte da verdade, e por isso o padrao pede que voce apresente ambas.

Como calcular passo a passo

O calculo do inventario segue uma sequencia que voce pode repetir todo ano, sempre igual. Descrevemos aqui de forma que qualquer pessoa da area de operacoes consiga executar.

Primeiro, defina o periodo e o limite. Normalmente o periodo e o ano calendario. O limite e o conjunto de instalacoes e veiculos que pertencem ou sao controlados pela empresa. Anote quais unidades entram na conta, porque isso evita que dados aparecam ou sumam de um ano para o outro sem explicacao.

Segundo, colete os dados de atividade do Escopo 1. Some o consumo de cada combustivel usado nas suas instalacoes e na sua frota. As contas de gas, as notas de compra de diesel e os registros de abastecimento sao a sua fonte. O ideal e trabalhar com o consumo do periodo inteiro, na unidade em que o fornecedor mede, seja therm, metro cubico ou litro.

Terceiro, colete os dados de atividade do Escopo 2. Aqui a fonte principal e a conta de eletricidade. Some os quilowatts-hora consumidos no ano em todas as unidades. Se voce compra vapor ou agua gelada de terceiros, inclua tambem essas quantidades.

Quarto, escolha os fatores de emissao. Para cada combustivel do Escopo 1, use um fator reconhecido que ja inclua a contribuicao do gas carbonico, do metano e do oxido nitroso convertida para CO2 equivalente. Para a eletricidade do Escopo 2, use o fator medio da rede da sua regiao na versao baseada em localizacao e, se tiver contratos especificos, o fator correspondente na versao baseada em mercado.

Quinto, multiplique e converta. Aplique a formula para cada linha, some tudo e converta de quilos para toneladas dividindo por mil. O resultado e o seu inventario de Escopo 1 e Escopo 2 em tCO2e. Guarde os calculos intermediarios, porque a rastreabilidade e o que separa um numero credivel de um chute.

Exemplo pratico completo

Nada fixa o metodo como um exemplo com numeros de verdade. Vamos calcular o inventario anual de uma unica instalacao que compra eletricidade da rede e queima gas natural em suas caldeiras.

Comecamos pelo Escopo 2, a eletricidade. A instalacao consumiu 1.000.000 kWh no ano. O fator medio da rede da regiao e de 0,39 kg CO2e por kWh. Aplicando a formula:

1.000.000 kWh x 0,39 kg CO2e/kWh = 390.000 kg = 390 tCO2e

Agora o Escopo 1, o gas natural. A instalacao queimou 50.000 therms no ano, e o fator reconhecido para esse combustivel e de 5,3 kg CO2e por therm. Esse fator ja embute o gas carbonico fossil mais as pequenas contribuicoes de metano e de oxido nitroso, convertidas pelo potencial de aquecimento global. Aplicando a formula:

50.000 therms x 5,3 kg CO2e/therm = 265.000 kg = 265 tCO2e

Somando os dois escopos, chegamos ao total anual da instalacao:

390 tCO2e (Escopo 2) + 265 tCO2e (Escopo 1) = 655 tCO2e no ano

A parte mais instrutiva vem agora. Suponha que a instalacao assine um contrato de energia renovavel. A versao baseada em mercado do Escopo 2 pode cair em direcao a zero, porque os seus contratos passam a comprar energia limpa. Ao mesmo tempo, a versao baseada em localizacao continua em 390 tCO2e, porque a rede fisica da regiao nao mudou. E exatamente por isso que as duas versoes sao reportadas: uma mostra o efeito das suas escolhas de compra, a outra mostra a realidade da rede que voce usa.

A licao do exemplo cabe em uma frase. Comece pelos dois escopos que voce controla, multiplique dados de atividade limpos por fatores reconhecidos e reporte o Escopo 2 nas duas versoes. Nao ha magica no numero final. Ha organizacao.

Como ler e aplicar o resultado

Um total de 655 tCO2e no ano, sozinho, nao diz muita coisa. O valor ganha sentido quando voce o coloca em contexto e o usa para decidir. A primeira leitura util e a composicao. No nosso exemplo, o Escopo 2 responde por cerca de sessenta por cento do total e o Escopo 1 pelos outros quarenta por cento. Isso ja aponta onde uma acao teria mais impacto. Se a maior fatia esta na eletricidade comprada, um contrato de energia renovavel move muito mais o ponteiro do que uma pequena melhoria na caldeira.

A segunda leitura util e a intensidade. Numeros absolutos crescem quando a empresa cresce, o que pode mascarar ganhos reais de eficiencia. Dividir as emissoes por uma medida de producao, receita ou area util revela se voce esta ficando mais limpo por unidade de trabalho, mesmo quando o total sobe. Essa e a logica das metricas de intensidade de carbono, que muitos relatorios exigem.

A terceira leitura util e a comparacao entre versoes do Escopo 2. Quando a diferenca entre a versao baseada em localizacao e a baseada em mercado e grande, ela conta a historia dos seus contratos de energia. Um numero de mercado bem abaixo do de localizacao mostra que as suas compras de renovavel estao fazendo diferenca no papel. Manter as duas visiveis evita que alguem confunda uma escolha contratual com uma mudanca fisica na rede.

Erros comuns que voce pode evitar

A maioria dos problemas em um primeiro inventario nao vem de conta errada, e sim de dado mal preparado ou de fator mal escolhido. Vale conhecer os tropecos mais frequentes antes de cair neles.

O primeiro erro e misturar unidades. Fatores de emissao vem atrelados a uma unidade especifica, seja kWh, therm, metro cubico ou litro. Se o seu dado de atividade esta em uma unidade e o fator em outra, o resultado sai errado por ordens de grandeza. Sempre confira se a unidade do consumo bate com a unidade do fator antes de multiplicar.

O segundo erro e reportar o Escopo 2 em uma versao so. Apresentar apenas a versao baseada em mercado esconde a realidade da rede. Apresentar apenas a baseada em localizacao ignora o esforco dos seus contratos de energia limpa. O padrao pede as duas, e omitir uma delas enfraquece a credibilidade do relatorio.

O terceiro erro e trocar de fator ou de limite sem registrar. Se voce usa um fator em um ano e outro no seguinte, ou inclui uma unidade nova sem avisar, a comparacao entre anos deixa de fazer sentido. Documente cada fonte de fator e cada mudanca de limite, para que a evolucao do inventario seja audivel e honesta.

O quarto erro e esquecer o metano e o oxido nitroso. Alguns iniciantes calculam so o gas carbonico da queima e param ali. Os fatores reconhecidos ja incluem os outros gases convertidos para CO2 equivalente, entao use fatores completos e evite subestimar as emissoes do Escopo 1.

Quando o metodo simples nao basta

A abordagem deste guia cobre bem a grande maioria dos casos de quem esta comecando. Ainda assim, e honesto apontar os limites e as alternativas, para que voce saiba quando buscar mais profundidade.

Se a sua empresa tem operacoes complexas, com muitos combustiveis diferentes, cogeracao de energia ou geracao propria vendida para a rede, o calculo linha a linha em planilha comeca a ficar arriscado. Nesses casos, vale adotar uma ferramenta que padronize fatores e evite erros de digitacao. Da mesma forma, se voce precisa de auditoria externa ou de conformidade com uma norma especifica de relatorio, sera necessario alinhar limites, fatores e metodologia com o referencial exigido, o que vai alem do inventario basico.

O Escopo 3, que abrange as emissoes da sua cadeia de valor, como fornecedores, transporte de terceiros e uso dos produtos vendidos, costuma ser muito maior que os Escopos 1 e 2 juntos, mas tambem e bem mais dificil de medir. Ele nao entra no primeiro inventario justamente por isso. O caminho recomendado e dominar os dois escopos que voce controla, publicar esses numeros com transparencia e so depois avancar para a cadeia de valor. Correr para o Escopo 3 antes de ter os dois primeiros bem feitos costuma gerar relatorios fracos e pouco confiaveis.

Tres dicas de especialista

Guarde a memoria de calculo, nao so o resultado

O numero final impressiona menos do que a capacidade de explicar como voce chegou nele. Monte uma planilha em que cada linha mostre o dado de atividade, a fonte do dado, o fator usado, a origem do fator e a conta feita. Quando uma auditoria ou um cliente perguntar de onde veio o 655 tCO2e, voce mostra a trilha completa em segundos. Essa rastreabilidade e o que transforma um exercicio interno em um relatorio defensavel.

Padronize os fatores em um unico lugar

Um dos maiores riscos em inventarios feitos a mao e usar fatores diferentes para o mesmo combustivel em unidades diferentes da empresa. Crie uma tabela de referencia unica, com o fator de cada combustivel e da eletricidade de cada regiao, e obrigue todas as unidades a puxarem dali. Assim, quando um fator for atualizado, a mudanca acontece em um so ponto e o inventario inteiro permanece consistente.

Reporte o Escopo 2 nas duas versoes desde o primeiro ano

Muita gente adia a versao baseada em mercado por achar que so faz sentido depois de assinar contratos de renovavel. E o contrario. Comecar a reportar as duas versoes desde o inicio cria o habito, revela cedo a diferenca entre a rede fisica e as suas escolhas de compra e evita uma correcao trabalhosa mais adiante. Mesmo que hoje as duas versoes sejam iguais, deixar as duas visiveis prepara o terreno para quando elas comecarem a divergir.

Calculadoras gratuitas de Conformidade ESG

Fazer as contas na mao ajuda a entender o metodo, mas no dia a dia uma ferramenta com fatores prontos poupa tempo e reduz erros. Para o tema deste guia, a mais direta e a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial (Escopo 1 e 2, GHG Protocol), que soma os dois escopos usando fatores transparentes e ja separa a eletricidade do combustivel. Para detalhar cada parte, use a Calculadora de CO2e de Eletricidade (kWh para CO2e, Fator da Rede por Regiao) no Escopo 2 e a Calculadora de CO2e por Combustao de Combustiveis (Escopo 1, Estacionaria e Movel) no Escopo 1.

Para transformar o total em uma metrica comparavel ao longo do tempo, a Calculadora de Intensidade de Carbono (Emissoes por Receita, Tonelada, MWh ou Unidade, GRI 305-4) divide as emissoes pela sua medida de producao. E para completar o painel ESG da sua operacao, veja tambem a Calculadora de Taxa de Desvio de Aterro (Reciclagem, TRUE e UL 2799) e a Calculadora de Taxa de Frequencia e Gravidade (NBR 14280, e TRIR/DART). Todas estao reunidas no hub de Conformidade ESG.

Perguntas frequentes

Qual e a diferenca entre Escopo 1 e Escopo 2?

Escopo 1 sao as emissoes diretas de fontes que a empresa possui ou controla, como a queima de combustivel nas instalacoes e a frota propria. Escopo 2 sao as emissoes indiretas da energia comprada, principalmente eletricidade, mas tambem vapor, calor e frio. A queima do Escopo 1 sai do seu portao, a do Escopo 2 acontece na usina que gera a energia que voce consome.

O que significa tCO2e?

tCO2e quer dizer toneladas de CO2 equivalente. Como a queima libera nao so gas carbonico, mas tambem metano e oxido nitroso, cada gas e convertido para o efeito equivalente em CO2 usando o seu potencial de aquecimento global. Assim, tudo e somado em uma unica medida comparavel.

Qual e a formula basica de calculo de emissoes?

A formula e emissoes iguais a dado de atividade multiplicado por fator de emissao. O dado de atividade e a quantidade fisica consumida, como kWh ou therms. O fator de emissao diz quanto de CO2 equivalente cada unidade gera. O produto e convertido de quilos para toneladas dividindo por mil.

Por que o Escopo 2 e reportado de duas formas?

A versao baseada em localizacao usa o fator medio da rede eletrica da sua regiao e reflete a realidade fisica do sistema. A versao baseada em mercado usa os seus contratos reais de compra de energia, incluindo compras de renovavel. As duas contam partes diferentes da verdade, por isso o padrao pede que ambas sejam apresentadas.

Como fica o exemplo com energia renovavel?

No exemplo, a eletricidade gera 390 tCO2e pela versao baseada em localizacao. Se a instalacao assinar um contrato de energia renovavel, a versao baseada em mercado pode cair em direcao a zero, enquanto a versao baseada em localizacao continua em 390 tCO2e, porque a rede fisica da regiao nao muda. Por isso as duas versoes sao reportadas.

Qual foi o total do exemplo deste guia?

A eletricidade gerou 390 tCO2e no Escopo 2 e o gas natural gerou 265 tCO2e no Escopo 1. Somados, o total anual da instalacao foi de 655 tCO2e. Os calculos usam 1.000.000 kWh a 0,39 kg CO2e por kWh e 50.000 therms a 5,3 kg CO2e por therm.

Preciso incluir metano e oxido nitroso no Escopo 1?

Sim. A queima de combustiveis libera gas carbonico fossil mais pequenas quantidades de metano e de oxido nitroso. Os fatores de emissao reconhecidos ja incluem esses gases convertidos para CO2 equivalente, entao use fatores completos e nao calcule apenas o gas carbonico, para nao subestimar as emissoes.

O Escopo 3 entra no primeiro inventario?

Normalmente nao. O Escopo 3 abrange as emissoes da cadeia de valor, como fornecedores e uso dos produtos vendidos, e costuma ser maior, porem muito mais dificil de medir. O caminho recomendado e dominar os Escopos 1 e 2, que voce controla, publicar esses numeros com transparencia e so depois avancar para o Escopo 3.

De onde vem os dados de atividade?

Dos registros que a empresa ja tem. As contas de eletricidade fornecem os kWh do Escopo 2. As contas de gas, as notas de compra de diesel e os registros de abastecimento fornecem os combustiveis do Escopo 1. O primeiro inventario raramente exige dados novos, apenas a organizacao dos que ja existem.

Por que separar as emissoes por intensidade?

Numeros absolutos crescem quando a empresa cresce, o que pode esconder ganhos reais de eficiencia. Dividir as emissoes por uma medida de producao, receita ou area revela se voce esta ficando mais limpo por unidade de trabalho. Essa metrica de intensidade e exigida por varios referenciais de relatorio.

Como manter a comparacao entre anos confiavel?

Mantenha o mesmo limite de instalacoes e veiculos e registre qualquer mudanca. Documente a origem de cada fator de emissao e avise quando um fator for atualizado. Guarde a memoria de calculo de cada ano. Sem esse registro, uma troca de fator ou de limite quebra a comparacao sem que ninguem perceba.

Medir as emissoes de Escopo 1 e Escopo 2 nao e um projeto que exige meses de preparo antes do primeiro numero. Com as contas de energia e de combustivel na mao, uma tabela de fatores confiavel e a formula unica que percorremos aqui, voce entrega um inventario honesto e defensavel ja no primeiro ciclo. Comece pequeno, registre tudo, reporte o Escopo 2 nas duas versoes e use o resultado para decidir onde agir. O carbono que voce consegue medir e o carbono que voce consegue reduzir.