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Conformidade ESG

Calculadora de Taxa de Frequencia e Gravidade (NBR 14280, e TRIR/DART)

A taxa de frequencia e a taxa de gravidade sao os dois numeros que resumem quanto a sua operacao se acidenta e quao serios sao esses acidentes, e a NBR 14280 e a norma brasileira que define como calcula-los. A taxa de frequencia (TF) conta quantos acidentes com afastamento acontecem por um milhao de homens-hora de exposicao, e a taxa de gravidade (TG) mede o tempo computado, os dias realmente perdidos mais os dias debitados por morte e incapacidade, tambem por um milhao de horas. Esta calculadora faz as duas contas de ponta a ponta e ainda traduz o mesmo registro de acidentes para as siglas que o mundo usa, o TRIR e o DART da OSHA, para voce falar a lingua da matriz, do cliente estrangeiro ou do auditor sem refazer a planilha. Voce escolhe a convencao, informa as horas trabalhadas, os casos registraveis, os casos DART, os acidentes com afastamento e os dias perdidos, e, na visao NBR, os dias debitados, com um seletor de lesao que ja traz os valores da tabela (morte 6000, mao 3000, olho 1800). A ferramenta devolve a taxa de cabecalho, a lista completa de metricas que se adapta a convencao, um aviso sobre a regra dos 5x entre as bases, a verificacao de que o DART nunca passa o TRIR e um grafico de barras das taxas. Tudo acontece no seu navegador, na hora, sem cadastro.

O que separa esta ferramenta de um formulario simples de indice de acidentes e o cuidado com as duas bases de horas e com os dias debitados. Existem dois padroes que nao se conversam: a OSHA e as metricas americanas usam a base de 200.000 horas, enquanto a ISO 45001, a OIT e a NBR 14280 do Brasil usam a base de 1.000.000 de horas. Uma taxa na base de um milhao e exatamente cinco vezes a mesma taxa na base de 200.000, entao uma TF de 5 e um TRIR de 1 podem ser o mesmo canteiro, e comparar os dois numeros diretamente e um erro que aparece direto em relatorio. A calculadora mostra a regra dos 5x e converte para as duas bases de uma vez. O outro ponto que ela leva a serio sao os dias debitados da NBR: uma morte e um afastamento curto na folha, mas a norma cobra 6.000 dias fixos por ela, e sao esses dias debitados, e nao os dias reais de licenca, que fazem a taxa de gravidade refletir o dano de verdade. Esta e a segunda ferramenta do silo de Conformidade ESG; ela cuida do S de social e de saude e seguranca do trabalho (SST), enquanto a Calculadora de Pegada de Carbono cuida do E de ambiental.

Em resumo: a taxa de frequencia (TF) e o numero de acidentes com afastamento vezes 1.000.000 dividido pelas horas trabalhadas, e a taxa de gravidade (TG) e o tempo computado vezes 1.000.000 dividido pelas horas, onde o tempo computado e a soma dos dias realmente perdidos com os dias debitados da tabela da NBR 14280. As metricas da OSHA usam outra base: o TRIR e os casos registraveis vezes 200.000 dividido pelas horas, e o DART e os casos com afastamento ou restricao vezes 200.000 dividido pelas horas. Uma taxa na base de 1.000.000 e cinco vezes a mesma taxa na base de 200.000, entao nunca compare uma TF com um TRIR direto. No exemplo padrao da ferramenta, na visao NBR, sao 1.000.000 de horas trabalhadas, 5 acidentes com afastamento (um deles fatal) e 150 dias perdidos mais 6.000 dias debitados pela morte. A TF fica em 5,00, o tempo computado e 150 mais 6.000 igual a 6.150, entao a TG fica em 6.150, que a escala da OIT le como pessima por passar de 2.000. O mesmo registro reporta um TRIR de 1,60 e um DART de 1,00. Repare como a morte quase nao aparece na TF, que conta so o numero de acidentes, mas domina a TG por causa dos 6.000 dias debitados: e para isso que os dias debitados existem.

TF taxa de frequencia (por milhao de horas)

5.00TF taxa de frequencia (por milhao de horas)

TF taxa de frequencia (NBR, 1.000.000 h)
5.00
TG taxa de gravidade (NBR, 1.000.000 h)
6.150
TRIR (200.000 h)
1.60
DART (200.000 h)
1.00

Uma taxa na base 1.000.000 horas e 5 vezes a mesma taxa na base 200.000 horas, entao nunca compare uma TF com um TRIR diretamente. Pela escala da OIT uma TG de 6.150 e pessima (acima de 2000).

O que a ferramenta calcula

A calculadora transforma o seu registro de acidentes em taxas comparaveis, na convencao que voce precisa reportar. Voce comeca escolhendo a base de horas: a NBR 14280 do Brasil e a OIT usam 1.000.000 de homens-hora, e a OSHA americana usa 200.000. Depois voce informa as horas efetivamente trabalhadas no periodo, o numero de casos registraveis, o numero de casos DART, o numero de acidentes com afastamento e os dias perdidos. Na visao NBR, a ferramenta abre ainda o campo de dias debitados, com um seletor de lesao que soma o valor certo da tabela para cada morte ou incapacidade permanente. A partir dai ela devolve a taxa de cabecalho da convencao escolhida, a TF na visao brasileira, e a lista completa de metricas ao lado.

Alem do numero de cabecalho, a ferramenta entrega tres coisas que uma planilha solta nao da. Ela mostra o mesmo acidente nas duas bases ao mesmo tempo, a TF e a TG na base de um milhao e o TRIR e o DART na base de 200.000, com um aviso de que uma e cinco vezes a outra, para voce nunca comparar os numeros errados. Ela roda uma verificacao de coerencia, avisando quando o numero de casos DART informado passa o numero de casos registraveis, o que e impossivel, porque o DART e um subconjunto do registravel. E desenha um grafico de barras das taxas, com a linha de referencia da media americana de 2,4 na visao OSHA. Tudo isso acontece no seu navegador, sem enviar nada a servidor nenhum, e voce pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. E uma estimativa de gestao para acompanhar a seguranca e preparar o relatorio; o registro oficial da empresa continua sendo a fonte de verdade.

Como funciona: as formulas da frequencia e da gravidade

Existem duas bases de horas que nao sao intercambiaveis. A OSHA e as metricas americanas usam 200.000 horas, que equivalem a 100 trabalhadores em tempo integral por 40 horas por 50 semanas. A ISO 45001, a OIT e a NBR 14280 do Brasil usam 1.000.000 de horas. Uma taxa na base de um milhao e exatamente cinco vezes a mesma taxa na base de 200.000, porque 1.000.000 dividido por 200.000 e igual a 5. Por isso nunca se compara uma TF com um TRIR diretamente: sao o mesmo acidente medido em reguas diferentes.

Na familia da NBR 14280 e da OIT, na base de 1.000.000 de horas, a taxa de frequencia e a taxa de gravidade sao assim. A TF, taxa de frequencia, e igual ao numero de acidentes com afastamento vezes 1.000.000, dividido pelas horas-homem trabalhadas. A TG, taxa de gravidade, e igual ao tempo computado vezes 1.000.000, dividido pelas horas trabalhadas, onde o tempo computado e a soma dos dias efetivamente perdidos com os dias debitados. Os dias debitados sao cargas fixas da tabela da NBR para morte e para incapacidade permanente, separadas dos dias reais de licenca: 6.000 dias para uma morte, 6.000 para a incapacidade total permanente, 4.500 para um braco ou uma perna, 3.000 para uma mao, 2.400 para um pe, 1.800 para um olho, 600 para um polegar e 300 para um dedo. A escala classica da OIT le uma TG de ate 500 como muito boa, de 500 a 1.000 como boa, de 1.000 a 2.000 como ruim e acima de 2.000 como pessima.

Na familia da OSHA, na base de 200.000 horas, sao quatro metricas com a mesma estrutura. O TRIR, a taxa de casos registraveis, e igual ao numero de casos registraveis vezes 200.000, dividido pelas horas trabalhadas. O DART, a taxa de casos com afastamento ou restricao ou transferencia, e igual ao numero de casos DART vezes 200.000, dividido pelas horas. O LTIFR, a taxa de frequencia de acidentes com afastamento, e igual ao numero de casos com afastamento vezes 200.000, dividido pelas horas. E a taxa de gravidade americana e igual aos dias perdidos vezes 200.000, dividido pelas horas. Ha ainda a versao classica da OIT em espanhol, o indice de gravidade IG, que usa uma terceira base, mil horas: ele e igual aos dias perdidos vezes 1.000, dividido pelas horas, e por isso sai como um decimal pequeno, dias perdidos por mil horas, e nao por milhao. Cuidado para nao confundir esse IG com a TG brasileira.

As verificacoes de coerencia sao simples e importam. Os casos DART sao um subconjunto dos casos registraveis, entao o DART e sempre no maximo igual ao TRIR; os acidentes com afastamento sao um subconjunto do DART. Quase-acidentes e casos de primeiros socorros apenas nao sao registraveis e ficam de fora de toda contagem. A media do TRIR na industria privada americana e de cerca de 2,4 segundo o BLS, entao abaixo de 1,0 e forte, perto de 2,4 e mediano, e acima de cerca de 2,8 ja e acima da media e merece atencao; compare sempre com a media do seu proprio setor, e nao so com a media geral. Um aviso para o Mexico: o indice de siniestralidade e a prima de riesgo do IMSS sao um calculo diferente, nao uma taxa de frequencia ou gravidade, e nao devem ser misturados com estas.

A morte quase nao mexe na frequencia, mas domina a gravidade

Vale destacar um ponto que confunde muita gente e que a ferramenta deixa claro. A taxa de frequencia conta acidentes, um por um, sem olhar a gravidade de cada um: uma torcao de tornozelo com afastamento e uma morte contam igual, cada uma como um acidente. Por isso um ano com uma fatalidade pode ter exatamente a mesma TF de um ano sem nenhuma, se o numero de acidentes com afastamento for o mesmo. E ai que a taxa de gravidade entra: ela nao conta acidentes, conta tempo perdido, e a NBR 14280 cobra 6.000 dias debitados por uma morte, um valor fixo que nao tem nada a ver com os poucos dias reais de licenca que uma fatalidade gera na folha. No exemplo padrao da ferramenta, os 5 acidentes com afastamento dao uma TF de 5,00, mediana, mas os 6.000 dias debitados da morte, somados aos 150 dias reais, levam a TG a 6.150, que a escala da OIT classifica como pessima.

A licao pratica e que frequencia e gravidade medem coisas diferentes e precisam ser lidas juntas. Um canteiro pode ter uma frequencia baixa, com poucos acidentes, e uma gravidade altissima, porque os poucos acidentes que teve foram graves. Outro pode ter uma frequencia alta, com muitos cortes e torcoes leves, e uma gravidade baixa, porque nenhum deixou sequela. Olhar so a frequencia esconde a fatalidade que dispara a gravidade; olhar so a gravidade esconde a enxurrada de acidentes leves que ainda vai gerar um grave. Os dias debitados existem justamente para que a gravidade nao trate uma morte como um afastamento curto, e para que um ano com uma fatalidade nunca seja pontuado como brando. Por isso a ferramenta reporta as duas taxas lado a lado, e nao uma so.

Cinco exemplos resolvidos de frequencia e gravidade

Exemplo 1: o conjunto OSHA completo

Um registro com 5 casos registraveis, 3 casos DART, 2 acidentes com afastamento e 40 dias perdidos em 500.000 horas trabalhadas produz todas as metricas da OSHA de uma vez. O TRIR fica em 2,00, o DART em 1,20, o LTIFR em 0,80 e a taxa de gravidade americana em 16,00. O DART de 1,20 e no maximo igual ao TRIR de 2,00, o que passa na verificacao de coerencia, e um TRIR de 2,00 fica logo abaixo da media americana de cerca de 2,4. A licao e que um unico conjunto de entradas gera todas as metricas da familia OSHA, e a checagem do DART contra o TRIR pega uma contagem errada antes que ela vire relatorio.

Exemplo 2: os mesmos acidentes com afastamento nas duas bases

Pegue 2 acidentes com afastamento em 500.000 horas. Na base de 200.000, o LTIFR e 0,80. Na base de 1.000.000, a mesma exposicao vira uma frequencia de 4,00. O segundo numero e exatamente cinco vezes o primeiro. A licao e que as duas convencoes descrevem o mesmo canteiro: uma frequencia de 4,00 na regua da OIT e um LTIFR de 0,80 na regua da OSHA nao sao uma diferenca de seguranca, so uma diferenca de base. Quem compara os dois numeros crus conclui, errado, que um canteiro e cinco vezes pior que ele mesmo.

Exemplo 3: a visao ISO e OIT

Um registro com 8 acidentes com afastamento em 500.000 horas da um indice de frequencia IF de 16,00, e 150 dias perdidos dao um indice de gravidade IG de 0,30 na base classica de dias por mil horas. O mesmo dado tambem reporta um TRIR de 4,80 e um DART de 2,00, a partir de 12 casos registraveis e 5 casos DART. A licao e que o IG usa a base de mil horas, entao sai como um decimal pequeno, enquanto o IF usa a base de milhao; rotule cada um com a sua base para que ninguem leia um IG de 0,30 como se fosse um erro ou uma seguranca perfeita, quando e so a regua de mil horas em acao.

Exemplo 4: NBR 14280 com uma fatalidade

Um ano com 5 acidentes com afastamento em 1.000.000 de horas da uma TF de 5,00. A gravidade soma os 150 dias efetivamente perdidos com os 6.000 dias debitados pela morte, o que da 6.150 de tempo computado, entao a TG fica em 6.150. Pela escala da OIT, essa TG e pessima, muito acima de 2.000. A licao e que os dias debitados da tabela da NBR dominam a gravidade quando ha uma morte ou uma incapacidade permanente, que e exatamente o motivo de cobra-los: sem eles, uma fatalidade que gerou poucos dias de licenca real passaria como um evento brando, o que seria absurdo.

Exemplo 5: uma checagem de validade

Informar 5 casos DART contra apenas 2 casos registraveis e impossivel, porque os casos DART sao um subconjunto dos casos registraveis, e a ferramenta sinaliza o erro. Quase-acidentes e lesoes tratadas so com primeiros socorros tambem nao sao registraveis, entao precisam ficar de fora de toda contagem. A licao e que as definicoes de caso importam tanto quanto a aritmetica: uma taxa construida sobre contagens erradas e pior do que taxa nenhuma, porque parece precisa e engana. A verificacao de coerencia existe para travar exatamente esse tipo de entrada antes que ela vire indicador.

Tres dicas de especialista para frequencia e gravidade

Case a base ao seu padrao e nunca compare entre bases

Um site americano reporta na base OSHA de 200.000 horas, como TRIR e DART; um site sob a ISO 45001 ou a NBR 14280 do Brasil reporta na base de 1.000.000 de horas, como taxa de frequencia e taxa de gravidade. O mesmo registro de acidentes e exatamente cinco vezes maior na base de milhao, entao uma frequencia de 5 e um TRIR de 1 podem ser o mesmo canteiro. Converta com o fator cinco, em vez de ler um numero como mais seguro que o outro. O erro classico e a matriz americana receber a TF brasileira crua e achar que a filial esta cinco vezes pior, ou a filial receber o TRIR e achar que esta cinco vezes melhor. Fixe a base no cabecalho do relatorio e converta quando precisar falar com quem usa a outra.

Meca a gravidade com dias debitados, e nao so com dias de licenca

Uma morte ou uma incapacidade total permanente pode envolver poucos dias reais de afastamento, e ainda assim e o pior desfecho possivel. A gravidade da NBR 14280 cobra 6.000 dias fixos por uma morte e valores de tabela para membros e visao perdidos, somados aos dias reais de licenca, para que a gravidade reflita o dano e nao o calendario. Informe os dias debitados da tabela, ou use o seletor de lesao da ferramenta, para que um ano com uma fatalidade nao seja pontuado como brando. Quem mede gravidade so pelos dias de atestado subestima gravemente os acidentes mais serios, que sao justamente os que mais importam prevenir.

Compare com o benchmark certo e trate a taxa como indicador de resultado

Um TRIR so tem sentido ao lado da media do seu proprio setor, porque um armazem e uma fundicao vivem em niveis diferentes; a media americana de cerca de 2,4 de todos os setores e uma ancora grosseira, nao uma meta para todo canteiro. E lembre que essas taxas sao indicadores de resultado, que contam o dano ja feito, entao combine-as com indicadores de processo, como o registro de quase-acidentes e as inspecoes, que o registro de acidentes sozinho nao mostra. Uma frequencia baixa num periodo curto pode ser sorte, e nao seguranca; os indicadores de processo mostram se o sistema esta funcionando antes de o acidente acontecer.

O que e um caso registravel

Antes de qualquer taxa vem a definicao de caso, e e nela que a maioria dos erros nasce. Um caso registravel, no criterio da OSHA que virou referencia mundial, e uma lesao ou doenca relacionada ao trabalho que resulta em morte, em dias de afastamento, em trabalho restrito ou transferencia, em tratamento medico alem de primeiros socorros, ou em perda de consciencia. Se o evento so exigiu primeiros socorros, um curativo, uma compressa, um analgesico de venda livre, ele nao e registravel. Se exigiu pontos, medicacao com receita, imobilizacao ou afastamento, e registravel. A fronteira entre primeiros socorros e tratamento medico e o que decide se um caso entra ou nao na conta, e vale conhece-la bem.

Dentro dos casos registraveis ha subconjuntos que aninham. Os casos DART sao os registraveis que geraram dias de afastamento, trabalho restrito ou transferencia; sao mais graves que a media registravel. Os acidentes com afastamento, ou casos com baixa, sao os que tiraram o trabalhador do servico por pelo menos um dia; sao um subconjunto do DART. Por isso a ordem e sempre a mesma: os acidentes com afastamento sao no maximo iguais aos casos DART, que sao no maximo iguais aos casos registraveis. Se a sua contagem inverte essa ordem, ha um erro de classificacao em algum lugar, e a ferramenta avisa. No Brasil, o registro formal do acidente e a CAT, a Comunicacao de Acidente de Trabalho, e a analise costuma passar pela CIPA e pelo SESMT.

TRIR, DART, LTIFR e a taxa de gravidade

As quatro metricas da familia OSHA medem faces diferentes do mesmo registro. O TRIR, a taxa de casos registraveis, e a medida mais ampla de frequencia: quantos casos registraveis por 200.000 horas, ou seja, por 100 trabalhadores em um ano. E o numero que a maioria dos clientes e prequalificacoes pede, porque resume a frequencia geral de lesoes. O DART afunila para os casos que tiraram alguem do trabalho normal, por afastamento, restricao ou transferencia, e por isso e sempre no maximo igual ao TRIR; ele mostra a frequencia dos casos que de fato interromperam o trabalho, uma leitura de gravidade embutida na frequencia.

O LTIFR, a taxa de frequencia de acidentes com afastamento, estreita ainda mais, contando so os casos que geraram dias fora do servico, e e o mais proximo da frequencia da OIT e da NBR, so que na base de 200.000. A taxa de gravidade da OSHA, por sua vez, sai do terreno da contagem e mede tempo: dias perdidos por 200.000 horas. Lidas juntas, as quatro dizem quanto voce se acidenta, quao serios sao os casos e quanto tempo se perde. Nenhuma delas sozinha conta a historia inteira, e por isso a ferramenta as mostra todas de uma vez, com o DART checado contra o TRIR para pegar erro de classificacao.

As duas bases de horas e a regra dos 5x

A fonte de confusao mais comum em taxas de acidente nao esta na aritmetica, esta na base. A base de 200.000 horas da OSHA foi escolhida para representar 100 trabalhadores em tempo integral por um ano, entao um TRIR de 3 quer dizer, na pratica, tres casos registraveis por 100 trabalhadores por ano, uma leitura intuitiva. A base de 1.000.000 de horas da OIT e da NBR representa uma populacao cinco vezes maior de horas de exposicao, entao a mesma seguranca produz um numero cinco vezes maior. Nao ha nada de mais seguro ou mais perigoso em nenhuma das bases; e so a regua.

A regra pratica e uma so: para converter da base de 200.000 para a de 1.000.000, multiplique por cinco; para o caminho inverso, divida por cinco. Um TRIR de 1,0 e uma frequencia de 5,0 na base de milhao. Uma TF de 20 e um TRIR de 4. A ferramenta calcula as duas bases ao mesmo tempo e escreve o aviso no resultado, para que ninguem coloque uma TF ao lado de um TRIR numa mesma tabela sem converter. Se voce opera no Brasil e reporta para uma matriz americana, ou se recebe metas em TRIR e mede em TF, essa conversao pelo fator cinco e a ponte, e faze-la de cabeca evita o erro de leitura mais caro do relatorio de seguranca.

A gravidade da NBR 14280 e os dias debitados

A taxa de gravidade da NBR 14280 tem uma peca que as taxas de frequencia nao tem: os dias debitados. A ideia e que a gravidade de um acidente nao pode ser medida so pelos dias reais de afastamento, porque os piores acidentes, a morte e a incapacidade permanente, muitas vezes geram poucos dias de licenca, ou nenhum, e ainda assim sao os desfechos mais graves possiveis. Para resolver isso, a norma define uma tabela de dias debitados, cargas fixas que representam a perda permanente e entram no tempo computado no lugar dos dias que a lesao teria gerado se fosse temporaria.

Os valores centrais da tabela sao estes: 6.000 dias para uma morte, 6.000 para a incapacidade total permanente, 4.500 para a perda de um braco ou de uma perna, 3.000 para uma mao, 2.400 para um pe, 1.800 para um olho, 600 para um polegar e 300 para outro dedo. O tempo computado que alimenta a TG e a soma dos dias efetivamente perdidos com esses dias debitados. Assim, no exemplo padrao, uma morte adiciona 6.000 dias ao tempo computado, e sao esses 6.000 dias, e nao os poucos dias reais, que levam a TG a 6.150 e a classificam como pessima. A ferramenta traz um seletor de lesao que soma o valor certo da tabela a cada morte ou incapacidade, para voce nao precisar decorar os numeros nem procurar a norma toda vez.

Benchmark contra o BLS ou a escala da OIT

Uma taxa sem referencia nao diz muita coisa; e a comparacao que da sentido ao numero. Do lado da frequencia americana, o BLS publica todo ano a media de TRIR da industria privada, que gira em torno de 2,4, e as medias por setor, que sao o que realmente importa: um armazem, uma construtora e um hospital vivem em patamares muito diferentes, e comparar o seu TRIR com a media do seu proprio setor diz muito mais do que compara-lo com a media geral. Como regra grosseira, um TRIR abaixo de 1,0 e forte, perto de 2,4 e mediano e acima de cerca de 2,8 pede atencao, mas sempre ancorado no setor certo.

Do lado da gravidade na convencao NBR e OIT, a referencia e a escala classica da OIT para a taxa de gravidade: uma TG de ate 500 e muito boa, de 500 a 1.000 e boa, de 1.000 a 2.000 e ruim e acima de 2.000 e pessima. Como uma unica morte adiciona 6.000 dias debitados, basta uma fatalidade num ano de porte medio para jogar a TG bem acima de 2.000, na faixa pessima, o que e coerente: um ano com uma morte no trabalho nao deveria ser lido como bom por nenhuma metrica. A ferramenta escreve a leitura da escala no resultado da visao NBR, para voce ver na hora em que faixa a sua gravidade caiu.

Indicadores de resultado e indicadores de processo

A taxa de frequencia e a taxa de gravidade sao indicadores de resultado, tambem chamados de reativos: elas contam o dano que ja aconteceu. Sao essenciais, porque medem o que de fato ocorreu e permitem comparar periodos, canteiros e empresas, mas tem um limite estrutural, que e olhar so para tras. Uma frequencia baixa num trimestre pode ser resultado de um sistema de seguranca solido, ou pode ser apenas sorte num periodo curto; a taxa sozinha nao distingue os dois casos, e por isso nao deve ser o unico painel da gestao de SST.

Os indicadores de processo, ou proativos, medem a atividade de prevencao antes do acidente: quantos quase-acidentes foram reportados, quantas inspecoes de seguranca foram feitas, quantas condicoes inseguras foram corrigidas, qual a cobertura de treinamento, com que frequencia a CIPA se reune. Eles preveem o resultado em vez de conta-lo depois, e um numero alto de quase-acidentes reportados, por incrivel que pareca, costuma ser sinal de uma cultura saudavel, porque significa que as pessoas estao vendo e relatando o risco antes de ele virar lesao. A pratica madura em SST e usar os dois juntos: as taxas de frequencia e gravidade para medir o resultado, e os indicadores de processo para gerir a prevencao. Esta ferramenta calcula os indicadores de resultado; a cultura de reporte e de inspecao que alimenta os de processo e o outro lado do trabalho.

Preparando o registro de acidentes ou o OSHA 300 Log

A qualidade da taxa depende da qualidade do registro que a alimenta, e alguns cuidados evitam numeros enganosos. Primeiro, cubra o mesmo periodo em tudo: some as horas trabalhadas e os acidentes dos mesmos doze meses, sem misturar as horas de um ano com os acidentes de outro. Segundo, conte as horas efetivamente trabalhadas, e nao as horas pagas: ferias, licencas e feriados nao trabalhados nao entram na exposicao, porque ninguem se acidenta no trabalho enquanto esta de ferias. Terceiro, classifique cada caso com cuidado na fronteira entre primeiros socorros e tratamento medico, porque e ali que um caso entra ou sai da contagem de registraveis, e um erro de classificacao muda o TRIR sem que nenhum acidente a mais tenha acontecido.

Quarto, respeite o aninhamento dos subconjuntos: todo acidente com afastamento e um caso DART, e todo caso DART e um caso registravel, entao as contagens tem que obedecer a ordem afastamento no maximo igual a DART no maximo igual a registravel. Quinto, no Brasil, registre cada acidente pela CAT e some corretamente os dias debitados das mortes e incapacidades permanentes ao tempo computado, usando a tabela da NBR 14280. Sexto, guarde a fonte de cada numero, o registro, o OSHA 300 Log ou a planilha de acidentes, e o metodo de contagem de horas, para que a taxa seja reproduzivel e resista a uma auditoria. Com dados do mesmo periodo, horas realmente trabalhadas, casos bem classificados e dias debitados somados, a taxa mede a seguranca real da operacao, e nao um artefato do preenchimento.

Ferramentas de Conformidade ESG relacionadas

A Calculadora de Taxa de Frequencia e Gravidade cobre o lado social e de saude e seguranca do trabalho do silo de Conformidade ESG, enquanto a ferramenta ancora, a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial (Escopo 1 e 2), ja no ar, cobre o lado ambiental com o inventario de emissoes. As demais calculadoras do silo, a CO2e por Eletricidade, a CO2e por Combustao, a Intensidade de Carbono e a Taxa de Reciclagem de residuos, ainda estao em construcao e por isso aparecem aqui apenas como referencia, sem link. Enquanto elas nao entram no ar, volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo e as ferramentas ja disponiveis.

Perguntas frequentes sobre taxa de frequencia e gravidade

O que sao a taxa de frequencia e a taxa de gravidade?

A taxa de frequencia (TF) mede quantos acidentes com afastamento acontecem por um milhao de homens-hora trabalhados, na convencao da NBR 14280 e da OIT. A taxa de gravidade (TG) mede o tempo computado, os dias efetivamente perdidos mais os dias debitados por morte e incapacidade, tambem por um milhao de horas. A frequencia conta acidentes, cada um valendo um, sem olhar quao grave foi; a gravidade conta tempo perdido e por isso reflete a serventia real dos casos. As duas se leem juntas: um canteiro pode ter frequencia baixa e gravidade altissima porque teve poucos acidentes, mas graves. No exemplo padrao da ferramenta, 5 acidentes com afastamento em 1.000.000 de horas dao uma TF de 5,00, e 150 dias perdidos mais 6.000 debitados por uma morte dao uma TG de 6.150.

Como se calcula a taxa de frequencia pela NBR 14280?

A taxa de frequencia e o numero de acidentes com afastamento vezes 1.000.000, dividido pelas horas-homem efetivamente trabalhadas no periodo. A base de um milhao de horas e a convencao da NBR 14280 e da OIT. Por exemplo, 5 acidentes com afastamento em 1.000.000 de horas dao uma TF de 5,00. As horas contam a exposicao real, sem ferias e feriados nao trabalhados, e o periodo das horas tem que ser o mesmo periodo dos acidentes. Atencao a base: a mesma exposicao na base OSHA de 200.000 horas daria um numero cinco vezes menor, entao uma TF de 5 corresponde a um LTIFR de 1 na regua americana.

Como se calcula a taxa de gravidade e o que e tempo computado?

A taxa de gravidade e o tempo computado vezes 1.000.000, dividido pelas horas trabalhadas. O tempo computado e a soma dos dias efetivamente perdidos com os dias debitados da tabela da NBR 14280. Os dias debitados sao cargas fixas para morte e incapacidade permanente, que entram no lugar dos dias que a lesao geraria se fosse temporaria. No exemplo padrao, 150 dias reais mais 6.000 dias debitados por uma morte dao 6.150 de tempo computado, entao em 1.000.000 de horas a TG fica em 6.150. Pela escala da OIT, essa TG e pessima, por passar de 2.000. Sem os dias debitados, uma morte com poucos dias de licenca passaria como um evento brando.

O que sao os dias debitados e quais os valores da tabela?

Os dias debitados sao cargas fixas que a NBR 14280 atribui a morte e a incapacidade permanente, para que a gravidade reflita o dano e nao apenas os dias reais de afastamento. Os valores centrais sao 6.000 dias para uma morte, 6.000 para a incapacidade total permanente, 4.500 para um braco ou uma perna, 3.000 para uma mao, 2.400 para um pe, 1.800 para um olho, 600 para um polegar e 300 para um dedo. Eles sao somados aos dias efetivamente perdidos para formar o tempo computado que alimenta a taxa de gravidade. A ferramenta traz um seletor de lesao que soma o valor certo da tabela para cada caso, para voce nao precisar decorar os numeros.

Qual e a diferenca entre as bases de 200.000 e de 1.000.000 de horas?

Sao duas reguas diferentes para a mesma coisa. A OSHA e as metricas americanas usam 200.000 horas, que representam 100 trabalhadores em tempo integral por um ano. A ISO 45001, a OIT e a NBR 14280 usam 1.000.000 de horas. Como um milhao dividido por 200.000 e igual a cinco, uma taxa na base de milhao e exatamente cinco vezes a mesma taxa na base de 200.000. Nao ha nada de mais seguro em nenhuma base; e so a escala. Por isso nunca se compara uma TF com um TRIR diretamente: converta multiplicando por cinco para ir da base americana a base de milhao, ou dividindo por cinco no caminho inverso.

O que sao TRIR e DART e como se relacionam?

O TRIR e a taxa de casos registraveis, igual ao numero de casos registraveis vezes 200.000 dividido pelas horas trabalhadas. O DART e a taxa de casos com afastamento, restricao ou transferencia, igual ao numero de casos DART vezes 200.000 dividido pelas horas. Como os casos DART sao um subconjunto dos casos registraveis, o DART e sempre no maximo igual ao TRIR; se a sua contagem inverte isso, ha um erro de classificacao, e a ferramenta avisa. As duas metricas usam a base OSHA de 200.000 horas. Um site brasileiro que reporta em TF e TG pode gerar o TRIR e o DART do mesmo registro para falar com uma matriz ou um cliente que usa o padrao americano.

O que e um caso registravel?

Um caso registravel e uma lesao ou doenca relacionada ao trabalho que resulta em morte, dias de afastamento, trabalho restrito ou transferencia, tratamento medico alem de primeiros socorros, ou perda de consciencia. Se o evento so exigiu primeiros socorros, um curativo ou um analgesico de venda livre, ele nao e registravel. Se exigiu pontos, medicacao com receita, imobilizacao ou afastamento, e registravel. Dentro dos registraveis, os casos DART geraram afastamento ou restricao, e os acidentes com afastamento tiraram o trabalhador do servico. A ordem e sempre acidentes com afastamento no maximo igual a DART no maximo igual a registravel. Quase-acidentes e primeiros socorros ficam de fora de toda contagem.

Por que uma fatalidade quase nao muda a frequencia?

Porque a taxa de frequencia conta acidentes, um por um, sem pesar a gravidade de cada um. Uma torcao com afastamento e uma morte contam igual, cada uma como um acidente com afastamento, entao um ano com uma fatalidade pode ter a mesma TF de um ano sem nenhuma, se o numero de acidentes for o mesmo. A diferenca aparece na taxa de gravidade, que conta tempo computado e cobra 6.000 dias debitados pela morte, levando a TG para a faixa pessima. Por isso frequencia e gravidade se leem juntas: a frequencia mostra quantos acidentes, e a gravidade mostra quao serios foram.

O que a media de TRIR de 2,4 significa?

E a media aproximada do TRIR da industria privada americana publicada pelo BLS, uma ancora grosseira para leitura. Como regra, um TRIR abaixo de 1,0 e forte, perto de 2,4 e mediano e acima de cerca de 2,8 pede atencao. Mas a comparacao que realmente importa e com a media do seu proprio setor, porque um armazem, uma construtora e um hospital vivem em patamares muito diferentes, e a media geral esconde essa variacao. Use a media geral so como referencia inicial e busque a media do seu setor no BLS para um benchmark honesto. E lembre que o TRIR e um indicador de resultado, que conta o passado, entao combine-o com indicadores de processo.

Como leio a escala da OIT para a taxa de gravidade?

A escala classica da OIT le uma taxa de gravidade de ate 500 como muito boa, de 500 a 1.000 como boa, de 1.000 a 2.000 como ruim e acima de 2.000 como pessima. Como uma unica morte adiciona 6.000 dias debitados ao tempo computado, basta uma fatalidade num ano de porte medio para jogar a TG bem acima de 2.000, na faixa pessima, o que e coerente com o peso do evento. A ferramenta escreve a leitura da escala no resultado da visao NBR, para voce ver em que faixa a sua gravidade caiu. A escala vale para a base de um milhao de horas, da NBR e da OIT, e nao para a taxa de gravidade americana, que usa outra base.

Qual e a diferenca entre indicadores de resultado e de processo?

Os indicadores de resultado, ou reativos, contam o dano que ja aconteceu: a taxa de frequencia, a taxa de gravidade, o TRIR e o DART sao todos deste tipo. Eles medem o que ocorreu e permitem comparar periodos e empresas, mas olham so para tras, e uma frequencia baixa num periodo curto pode ser sorte, nao seguranca. Os indicadores de processo, ou proativos, medem a prevencao antes do acidente: quase-acidentes reportados, inspecoes feitas, condicoes inseguras corrigidas, cobertura de treinamento. Eles preveem o resultado em vez de conta-lo depois. A gestao madura de SST usa os dois: as taxas para medir o resultado e os indicadores de processo para gerir a prevencao.

Como conto as horas trabalhadas para as taxas?

Conte as horas efetivamente trabalhadas, e nao as horas pagas. Ferias, licencas, feriados nao trabalhados e faltas nao entram na exposicao, porque o trabalhador nao esta exposto ao risco do trabalho enquanto esta fora. Some as horas de todos os trabalhadores, incluindo terceiros sob a sua supervisao quando o criterio pedir, no mesmo periodo em que voce conta os acidentes. O periodo das horas e o periodo dos acidentes tem que coincidir: um inventario anual soma as horas e os acidentes dos mesmos doze meses. Um erro na contagem de horas move a taxa tanto quanto um erro na contagem de acidentes, entao a base de horas merece o mesmo cuidado que o numerador.

Esta calculadora serve para relatorio oficial de SST?

Ela e uma estimativa de gestao, util para acompanhar a seguranca, comparar periodos e preparar o relatorio, mas o registro oficial da empresa continua sendo a fonte de verdade. Para um reporte formal, confirme a classificacao de cada caso, a contagem de horas e os dias debitados com o seu SESMT e o registro oficial, e no Brasil garanta que cada acidente foi comunicado pela CAT. Use a ferramenta para calcular a TF, a TG, o TRIR e o DART do mesmo registro, ver as taxas nas duas bases e checar a coerencia entre DART e registraveis, e valide os numeros com um profissional qualificado antes de divulgar. Todo o calculo acontece no seu navegador e os dados nunca sao enviados a um servidor.

Esta calculadora e gratuita e guarda meus dados?

Sim, a ferramenta e gratuita e sem cadastro, e todo o calculo acontece no seu navegador. Os dados de acidentes e horas que voce digita nunca sao enviados a um servidor, armazenados ou compartilhados. Voce ainda pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. Esta calculadora serve para estudo, planejamento e para preparar o acompanhamento de SST; ela e uma estimativa de gestao, entao confirme as decisoes importantes e o reporte formal com o registro oficial e um profissional qualificado. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD, e os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados.

Fontes, aviso legal e transparencia editorial

As formulas usadas aqui seguem a NBR 14280 (cadastro de acidente do trabalho) e as convencoes da OIT para as taxas de frequencia e gravidade na base de 1.000.000 de horas, e a OSHA 29 CFR 1904 com o OSHA 300 Log para o TRIR, o DART, o LTIFR e a taxa de gravidade na base de 200.000 horas. A taxa de frequencia e o numero de acidentes com afastamento vezes 1.000.000 dividido pelas horas; a taxa de gravidade e o tempo computado (dias perdidos mais dias debitados) vezes 1.000.000 dividido pelas horas, com os dias debitados da tabela da NBR (morte 6.000, incapacidade total 6.000, braco ou perna 4.500, mao 3.000, pe 2.400, olho 1.800, polegar 600, dedo 300). A escala da OIT para a gravidade le ate 500 como muito boa, 500 a 1.000 como boa, 1.000 a 2.000 como ruim e acima de 2.000 como pessima. A media do TRIR da industria privada americana, cerca de 2,4, vem do BLS. No Brasil, o registro do acidente e a CAT, e a analise passa pela CIPA e pelo SESMT. Esta calculadora e este guia sao criados e revisados pela equipe da OpsCalculators; veja a nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.

Os resultados sao estimativas para planejamento e educacao, e nao um registro oficial validado. Esta ferramenta e uma estimativa de gestao: para um reporte formal, confirme a classificacao dos casos, a contagem de horas e os dias debitados com o seu SESMT e o registro oficial, e valide os numeros com um profissional qualificado. Como esta e a segunda ferramenta do silo, use-a ao lado da Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial para cobrir o ambiental e o social, e volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo. Veja o nosso Aviso Legal completo. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD. Os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados; veja a nossa Politica de Privacidade.