Inicio / Planejamento de Instalacoes / Numero de Maquinas
Calculadora de Numero de Maquinas Necessarias
Descubra quantas maquinas cada operacao precisa para atender a demanda de um periodo. Informe a demanda, as horas por turno, os turnos por dia, os dias do periodo, a eficiencia e a margem de refugo, liste o tempo padrao de cada operacao do roteiro, e a calculadora retorna o numero teorico e o numero arredondado de maquinas por operacao, a utilizacao de cada frota, a operacao gargalo e o total de maquinas da linha. Gratis, sem cadastro, e seus numeros ficam no navegador.
Em resumo: o numero de maquinas de uma operacao e N = teto( D x t / (H x E) ), onde D e a demanda do periodo, t e o tempo padrao por unidade naquela operacao, H e o tempo disponivel por maquina no periodo e E e a eficiencia entre 0 e 1. Divida a carga de trabalho pelo tempo produtivo de uma maquina e arredonde para cima, porque nao da para comprar uma fracao de maquina. Rode a conta para cada operacao do roteiro, e aquela que pede mais maquinas e o gargalo que limita a linha.
Maquinas totais
9 maquinasarredondado por operacao
- Operacao gargalo
- Solda (98,2%)
- Utilizacao da linha
- 88,9%
- Demanda efetiva
- 8.000
- Horas disponiveis por maquina
- 316,8
- Operacoes
- 4
O gargalo e Solda com 98,2% de utilizacao. Dimensione a linha por ele, ou reduza o tempo padrao antes de adicionar outra maquina.
O que a calculadora resolve
Informe a demanda do periodo, o calendario de trabalho de uma maquina (horas por turno, turnos por dia e dias por periodo), a eficiencia e a margem de refugo, e liste cada operacao do roteiro com o seu tempo padrao por unidade. A calculadora transforma o calendario em tempo produtivo por maquina, calcula a carga de trabalho de cada operacao e devolve quantas maquinas aquela operacao precisa, tanto o numero teorico com casas decimais quanto o numero inteiro arredondado que voce de fato compra.
Alem do numero por operacao, a calculadora mostra a utilizacao de cada frota arredondada, a operacao gargalo que limita a linha, a demanda efetiva depois do refugo, as horas disponiveis por maquina e o total de maquinas somado ao longo do roteiro. O resultado e uma base de planejamento de capacidade. Ele diz de quantas maquinas a producao precisa para acompanhar a demanda media, e onde esta a operacao mais apertada, antes de voce entrar em um estudo detalhado de balanceamento ou uma simulacao.
Por que contar maquinas e uma pergunta de capacidade
Toda operacao tem uma capacidade, que e o quanto ela produz por periodo, e uma carga, que e o quanto a demanda exige dela. Contar maquinas e comparar as duas. A carga de trabalho de uma operacao e a demanda multiplicada pelo tempo padrao, ou seja, o total de minutos de trabalho que aquela operacao precisa entregar no periodo. A capacidade de uma maquina e o tempo produtivo que ela oferece no mesmo periodo. Dividir a carga pela capacidade de uma maquina diz de quantas maquinas voce precisa.
Essa e a mesma logica de qualquer planejamento de capacidade. A demanda vezes o tempo por unidade e o trabalho que precisa ser feito. O tempo disponivel vezes a eficiencia e o trabalho que uma maquina consegue fazer. Quando a carga supera o que uma maquina entrega, voce precisa de mais de uma. A conta nao inventa capacidade nova, ela apenas mede quantas unidades daquele recurso a demanda pede, e por isso serve tanto para maquinas quanto para postos de trabalho ou pessoas se voce trocar o tempo de maquina pelo tempo de mao de obra.
Enxergar o problema dessa forma tambem evita dois enganos frequentes. O primeiro e olhar so a demanda total e o tempo total de um produto, sem separar por operacao, o que esconde a etapa mais apertada. O segundo e comparar a demanda com o tempo de calendario cheio, sem descontar as perdas, o que superestima o quanto uma maquina produz e leva a comprar equipamento de menos. A contagem de maquinas obriga a olhar cada operacao pelo seu proprio tempo produtivo, e e essa disciplina que torna o numero confiavel.
A formula N = teto( D x t / (H x E) )
O numero de maquinas de uma operacao e N = teto( D x t / (H x E) ). D e a demanda do periodo em unidades. t e o tempo padrao por unidade naquela operacao, na mesma unidade de tempo que H. H e o tempo disponivel por maquina no periodo. E e a eficiencia expressa como fracao entre 0 e 1. O produto D x t e a carga de trabalho total em unidades de tempo, o produto H x E e o tempo produtivo de uma maquina, e a divisao dos dois e o numero teorico de maquinas. A funcao teto arredonda para cima ate o proximo inteiro.
No exemplo padrao, a operacao Solda tem tempo padrao de 7 minutos, a demanda e de 8.000 unidades e o tempo produtivo por maquina e de 19.008 minutos. A carga e 8.000 x 7 = 56.000 minutos, e o numero teorico e 56.000 / 19.008 = 2,95 maquinas. Como nao existe fracao de maquina no chao de fabrica, o teto leva o valor a 3 maquinas. Repita a conta para cada operacao do roteiro com o seu proprio tempo padrao, e voce tem o numero de maquinas de cada uma.
A formula tem tres partes que voce controla e cada uma puxa o resultado em um sentido. A demanda e o tempo padrao aumentam a carga e portanto o numero de maquinas. O tempo disponivel e a eficiencia aumentam a capacidade de uma maquina e portanto reduzem o numero. Entender essa gangorra ajuda a agir sobre o resultado: quando o numero fica alto demais para o orcamento, voce pode atacar o tempo padrao, ganhar eficiencia ou ampliar o calendario, e a formula mostra na hora quanto cada alavanca vale antes de partir para a compra de equipamento.
Como montar o tempo disponivel
O tempo disponivel por maquina, o H da formula, sai do calendario de trabalho. Multiplique as horas por turno pelos turnos por dia e pelos dias do periodo para obter as horas do periodo, depois multiplique por 60 se o tempo padrao estiver em minutos. No exemplo padrao sao 8 horas por turno, 2 turnos por dia e 22 dias, o que da 352 horas por maquina, ou 21.120 minutos. Esse e o tempo bruto de calendario, antes de descontar as perdas.
A eficiencia converte o tempo bruto em tempo produtivo. Ela reune tudo o que consome as horas de calendario sem gerar peca boa: a disponibilidade, que perde tempo com manutencao, paradas, setup e ajustes, e o desempenho, que perde tempo quando a maquina roda abaixo do ritmo nominal. Com eficiencia de 90%, o tempo produtivo e 21.120 x 0,90 = 19.008 minutos por maquina. E esse numero, e nao as 21.120 horas de calendario, que a formula usa como capacidade real de uma maquina.
Escolher o valor certo de eficiencia e o passo mais delicado dessa etapa. Uma eficiencia otimista, tirada de um catalogo ou de um dia bom, faz a maquina parecer mais capaz do que e no dia a dia e leva a comprar equipamento de menos. O ideal e usar a eficiencia medida da propria operacao, apurada ao longo de varios periodos, que ja carrega as paradas reais, os setups tipicos e o ritmo efetivo. Na falta desse historico, e mais seguro adotar um valor conservador e ajusta-lo conforme os dados aparecem, porque a formula amplia qualquer erro de eficiencia direto no numero de maquinas.
Maquinas teoricas e maquinas reais
A divisao D x t / (H x E) devolve um numero fracionario, que e a quantidade teorica de maquinas. Ela e util para comparar operacoes e para calcular utilizacao, mas nao e o que voce compra. Voce compra maquinas inteiras, entao o numero real e o teto do numero teorico, sempre arredondado para cima. Uma operacao que precisa de 2,95 maquinas vira 3 maquinas, e uma que precisa de 3,10 maquinas vira 4.
Arredondar para cima nao e uma escolha conservadora, e uma necessidade. Se voce arredondar 2,95 para baixo, para 2 maquinas, a operacao entrega menos minutos produtivos do que a demanda exige e a producao nao fecha o periodo. Fracao de maquina nao existe no chao de fabrica: ou a maquina esta la para trabalhar, ou nao esta. Por isso qualquer resto acima do inteiro, por menor que seja, obriga a somar mais uma maquina, e um valor como 3,10 custa uma maquina inteira a mais do que um 2,95.
Utilizacao da frota arredondada
Quando voce arredonda para cima, sobra folga. A utilizacao de cada frota mede essa folga: e o numero teorico dividido pelo numero real de maquinas. Solda precisa de 2,95 e recebe 3, entao usa 2,95 / 3 = 98,2% da sua capacidade. E uma frota bem apertada, com pouca sobra. Ja uma operacao que precisa de 2,10 maquinas e recebe 3 usaria apenas 70% da capacidade, e a terceira maquina passaria boa parte do periodo parada.
Ler a utilizacao operacao por operacao mostra onde esta a folga e onde esta o aperto. Uma utilizacao alta, perto de 100%, significa que a frota arredondada esta quase toda ocupada e tem pouca margem para picos ou paradas. Uma utilizacao baixa significa que o arredondamento deixou uma maquina ociosa boa parte do tempo, o que pode ser um convite para rebalancear a carga, terceirizar parte do volume ou aceitar a folga como capacidade de reserva. A utilizacao da linha, no painel, e a soma das maquinas teoricas dividida pela soma das maquinas reais.
Refugo e demanda efetiva
Se parte das pecas sai com defeito, voce precisa comecar mais unidades do que a demanda final para terminar a quantidade boa. A margem de refugo infla a demanda. A demanda efetiva e D / (1 – refugo), onde o refugo entra como fracao. Com 5% de refugo, a demanda efetiva de 8.000 unidades vira 8.000 / (1 – 0,05) = 8.421 unidades, e todas as operacoes passam a trabalhar sobre esse total maior.
O efeito no numero de maquinas pode ser maior do que parece. Como cada operacao ja opera perto do inteiro, um pequeno aumento na demanda efetiva empurra o numero teorico por cima do proximo inteiro e forca uma maquina extra. O modelo usa uma unica taxa de refugo para toda a linha, o que e uma primeira aproximacao justa. Em um roteiro real, com rendimento acumulado, as operacoes iniciais sentem mais o refugo porque precisam alimentar todas as etapas seguintes que ainda vao descartar pecas, mas a taxa unica ja captura a ideia central.
Operacoes, roteiro e o gargalo
Um produto passa por varias operacoes em sequencia, o roteiro. Corte, Usinagem, Solda e Montagem sao as quatro do exemplo padrao. Cada operacao tem o seu proprio tempo padrao, entao cada uma pede um numero diferente de maquinas para a mesma demanda. A operacao com o maior tempo padrao pede mais maquinas e costuma ser a mais apertada. Rodar a formula operacao por operacao e a unica forma de ver isso, porque uma media do roteiro esconde a etapa critica.
A operacao que precisa de mais maquinas, com a maior exigencia teorica e em geral a maior utilizacao, e o gargalo. Ela limita o ritmo da linha inteira: por mais rapidas que sejam as outras etapas, a linha nao produz mais do que o gargalo consegue passar. No exemplo padrao o gargalo e a Solda, com 98,2% de utilizacao. Dimensionar a linha significa dimensionar o gargalo primeiro, porque e ele que decide se a demanda cabe ou nao no periodo.
Vale notar que o gargalo pode mudar de lugar quando os dados mudam. Se a demanda cresce, se a eficiencia cai ou se o refugo sobe, a operacao que antes tinha folga pode passar a ser a mais apertada, e uma etapa que parecia critica pode deixar de ser depois de uma melhoria. Por isso a contagem de maquinas nao e feita uma vez so: ela e refeita sempre que a previsao de demanda ou o cenario de producao muda, e o painel mostra na hora se o gargalo continua na mesma operacao ou se ele se deslocou para outra.
Tempo padrao e de onde ele vem
O tempo padrao e o tempo que uma unidade leva em uma operacao, em condicoes normais e por um operador treinado, ja incluindo as tolerancias de setup, descanso e necessidades pessoais. Ele pode vir de um estudo de tempos com cronometro, de um sistema de tempos predeterminados como o SAM em confeccao, ou do tempo de ciclo medido direto na maquina. Seja qual for a origem, o tempo padrao e o numero em que a formula confia, entao ele precisa refletir a realidade da operacao, e nao um ideal otimista.
Manter as unidades coerentes e essencial. Se o tempo disponivel esta em minutos, o tempo padrao tambem precisa estar em minutos, senao a conta erra por um fator de 60 ou de 3.600. A calculadora deixa voce escolher minutos, segundos ou horas para o tempo padrao e faz a conversao, mas a responsabilidade de nao misturar unidades entre uma operacao e outra e sua. Um tempo padrao trocado de unidade dimensiona a frota inteira errado sem dar nenhum aviso.
Como ler o painel de resultados
O destaque e o total de maquinas, a soma das maquinas arredondadas de todas as operacoes. Logo abaixo, a operacao gargalo aparece com a sua utilizacao entre parenteses, para voce ver de imediato qual etapa esta no limite. A utilizacao da linha resume a folga media da frota inteira: quanto mais perto de 100%, menos capacidade ociosa o arredondamento deixou espalhada pelas operacoes.
A demanda efetiva confirma quanto a linha realmente vai produzir depois do refugo, e coincide com a demanda informada quando o refugo e zero. As horas disponiveis por maquina mostram o calendario ja com a eficiencia aplicada, e o numero de operacoes confirma que a calculadora leu todas as linhas que voce preencheu. O grafico ao lado desenha as maquinas necessarias por operacao, de forma que o gargalo aparece como a barra mais alta, o que torna facil explicar o resultado para uma equipe que precisa agir sobre ele.
Os limites do metodo
A calculadora conta maquinas a partir da demanda media e de tempos padrao, e por isso ignora tudo o que foge dessa media. Ela nao modela a variabilidade da demanda nem dos tempos, o setup e a troca entre produtos diferentes, a confiabilidade da maquina alem do que ja esta embutido na eficiencia, o tamanho de lote, nem maquinas compartilhadas entre varios produtos. Cada um desses fatores pode pedir capacidade a mais do que a conta media sugere.
O metodo tambem dimensiona maquinas, e nao operadores, ainda que a mesma logica sirva para mao de obra se voce trocar o tempo de maquina pelo tempo de trabalho manual. Trate o resultado como uma linha de base de planejamento, um ponto de partida solido. Para uma decisao real de investimento, valide o numero com uma simulacao ou com um balanceamento de linha detalhado, que capturam a variabilidade e as filas que a media esconde. A conta aponta a direcao, e os metodos detalhados confirmam o tamanho.
Onde esta calculadora se encaixa
Ela serve a quem precisa dimensionar capacidade: engenheiros de producao planejando uma nova linha, gerentes de operacoes avaliando se a fabrica atende a um aumento de demanda, planejadores de PCP checando se o mix cabe no periodo, e estudantes resolvendo exercicios de planejamento de capacidade. O engenheiro usa o numero de maquinas para orcar o investimento e negociar o layout. O gerente usa a utilizacao e o gargalo para decidir onde vale a pena acelerar ou terceirizar antes de comprar equipamento.
Como a calculadora aceita varias operacoes, unidades de tempo diferentes e uma margem de refugo, ela cobre desde um exercicio rapido de sala de aula ate um estudo real de capacidade. O grafico de maquinas por operacao deixa o gargalo visivel, o que ajuda a defender o numero diante de quem aprova o investimento. Ela funciona bem como o primeiro passo, antes que uma simulacao ou um estudo de tempos aprofunde a decisao.
Erros comuns a evitar
O primeiro erro e arredondar para baixo, ou usar o numero teorico como se fosse o numero comprado. Uma operacao que precisa de 2,95 maquinas precisa de 3, e tratar isso como 2 deixa a producao curta. O segundo e misturar unidades de tempo entre operacoes, ou entre o tempo padrao e o tempo disponivel, o que erra a frota inteira por um fator grande sem dar aviso.
O terceiro erro e esquecer que os tempos padrao precisam incluir as tolerancias normais de setup, descanso e necessidades pessoais, porque um tempo padrao otimista subdimensiona a linha. O quarto e ignorar o refugo quando ele existe, o que subestima a demanda efetiva e pode faltar exatamente a maquina que o refugo exigiria. O quinto e dimensionar a linha pela media das operacoes em vez de olhar o gargalo, o que esconde a etapa que de fato limita a producao. Arredonde para cima, mantenha as unidades coerentes, inclua as tolerancias, conte o refugo e dimensione pelo gargalo, e a conta entrega uma base confiavel.
Cinco exemplos resolvidos
Exemplo 1: o roteiro completo
Comece com os quatro dados padrao: demanda de 8.000 unidades, 8 horas por turno vezes 2 turnos vezes 22 dias, o que da 352 horas ou 21.120 minutos por maquina, eficiencia de 90% que deixa 21.120 x 0,90 = 19.008 minutos produtivos, e refugo zero. As quatro operacoes tem tempos padrao de Corte 2,0 minutos, Usinagem 4,5, Solda 7,0 e Montagem 5,5. Rode N = demanda x tempo / 19.008 para cada uma e arredonde para cima. Corte da 8.000 x 2 / 19.008 = 0,84, que vira 1 maquina; Usinagem da 1,89, que vira 2; Solda da 2,95, que vira 3; Montagem da 2,31, que vira 3. O total e 9 maquinas. A utilizacao da linha e a soma teorica 8,00 dividida pelas 9 maquinas reais, ou 88,9%, e o gargalo e a Solda. Note como as operacoes com tempo padrao menor, como o Corte, precisam de menos maquinas e ainda sobra capacidade, enquanto a Solda, com o maior tempo, puxa o total para cima. Ler o roteiro inteiro em uma so conta deixa esse contraste visivel de imediato.
Exemplo 2: uma operacao e a regra de arredondar para cima
Olhe so a Solda. Ela precisa de 2,95 maquinas, porque 8.000 x 7 / 19.008 = 2,95. Como nao da para comprar 0,95 de uma maquina, o valor arredonda para 3 maquinas. A utilizacao dessa frota e 2,95 / 3 = 98,2%, a mais alta da linha, o que confirma a Solda como a operacao mais ocupada. Esse quase 3 mostra por que o arredondamento para cima nao e negociavel: baixar para 2 deixaria a operacao sem quase um terco da capacidade que a demanda exige, e a linha nao fecharia o periodo.
Exemplo 3: o refugo eleva a exigencia
Agora ajuste o refugo para 5%. A demanda efetiva sobe para 8.000 / (1 – 0,05) = 8.421 unidades, porque parte das pecas sai com defeito e precisa ser reposta. A Solda passa a precisar de 8.421 x 7 / 19.008 = 3,10 maquinas, que arredonda para 4. Repare no salto: um refugo de apenas 5% empurrou o numero teorico de 2,95 para 3,10, o que cruza o inteiro seguinte e obriga a somar uma maquina inteira. Uma pequena taxa de rejeicao pode custar um equipamento a mais.
Exemplo 4: a eficiencia muda a resposta
Volte o refugo a zero e derrube a eficiencia de 90% para 80%. O tempo produtivo por maquina cai para 21.120 x 0,80 = 16.896 minutos. A Solda agora precisa de 56.000 / 16.896 = 3,31 maquinas, que arredonda para 4. Menos eficiencia compra menos minutos uteis de cada maquina, entao a mesma demanda passa a exigir mais maquinas. Isso mostra que ganhar eficiencia, com menos paradas ou setups mais rapidos, pode valer tanto quanto comprar equipamento novo.
Exemplo 5: o crescimento da demanda
Mantenha a eficiencia em 90% e suba a demanda para 12.000 unidades. A Solda precisa de 12.000 x 7 / 19.008 = 4,42 maquinas, que arredonda para 5, e todas as outras operacoes crescem na mesma proporcao. O numero de maquinas acompanha a demanda de perto, entao uma previsao de vendas maior se traduz direto em mais capital em equipamento. Por isso o plano de capacidade nasce da previsao de demanda, e revisar a previsao significa revisar o numero de maquinas.
Tres dicas de especialista
Sempre arredonde para cima e leia a utilizacao de cada frota
Arredondar para cima nunca e opcional, porque uma fracao de maquina nao produz. Mas o tamanho da fracao muda o que a frota significa. Uma operacao que da 2,9 e vira 3 fica com pouca folga, perto de 97% de utilizacao, e qualquer parada ou pico coloca a demanda em risco. Ja uma que da 3,0 exato e vira 3 nao tem folga nenhuma, e uma que da 3,1 e vira 4 fica com muita sobra. Leia a utilizacao de cada frota arredondada depois de contar as maquinas: ela diz onde ha reserva e onde a linha esta no limite, o que orienta onde investir em confiabilidade ou onde aceitar a folga.
Mantenha os tempos padrao em uma unidade so e com as tolerancias certas
A formula confia no numero que voce entrega, entao um tempo padrao errado dimensiona a frota errada sem aviso. Use a mesma unidade de tempo para todas as operacoes e para o tempo disponivel, e nao misture minutos com segundos entre uma linha e outra. E garanta que cada tempo padrao ja inclua as tolerancias normais de setup, descanso e necessidades pessoais, porque um tempo de ciclo cru, medido no melhor caso, subestima a carga real. Um numero coerente e com as tolerancias certas vale mais para o resultado do que qualquer refinamento posterior.
Dimensione pelo gargalo antes de comprar maquina em toda a linha
A linha inteira anda no ritmo do gargalo, entao e ali que o dimensionamento comeca. Antes de somar uma maquina em todas as operacoes, tente atacar so o gargalo: rebalancear a carga entre operacoes, acelerar aquela etapa com uma maquina mais rapida, adicionar uma segunda ferramenta, ou transferir parte do trabalho para outra operacao com folga. Muitas vezes uma melhoria pontual no gargalo libera a linha por um custo bem menor do que comprar capacidade em todo lugar. Trate o gargalo como o alvo, e so amplie o resto quando o gargalo ja estiver resolvido.
Perguntas frequentes
Como calcular o numero de maquinas necessarias?
Para cada operacao, multiplique a demanda do periodo pelo tempo padrao por unidade para obter a carga de trabalho, e divida pelo tempo produtivo de uma maquina, que e o tempo disponivel vezes a eficiencia. O resultado e o numero teorico de maquinas, e voce arredonda para cima ate o proximo inteiro. Em simbolos, N = teto( D x t / (H x E) ). No exemplo padrao, a Solda precisa de 8.000 x 7 / 19.008 = 2,95, que arredonda para 3 maquinas. Rode a conta para cada operacao do roteiro, porque cada uma tem o seu tempo padrao e pede um numero diferente de maquinas.
Qual e a formula do numero de maquinas?
A formula e N = teto( D x t / (H x E) ). D e a demanda do periodo em unidades, t e o tempo padrao por unidade na operacao, H e o tempo disponivel por maquina no periodo e E e a eficiencia como fracao entre 0 e 1. O produto D x t e a carga de trabalho em unidades de tempo, o produto H x E e o tempo produtivo de uma maquina, e a divisao dos dois da o numero teorico. A funcao teto arredonda para cima, porque nao existe fracao de maquina. Mantenha t e H na mesma unidade de tempo para a conta fechar.
O que e tempo padrao?
O tempo padrao e o tempo que uma unidade leva em uma operacao, em condicoes normais e por um operador treinado, ja incluindo as tolerancias de setup, descanso e necessidades pessoais. Ele pode vir de um estudo de tempos com cronometro, de um sistema de tempos predeterminados como o SAM, ou do tempo de ciclo medido na maquina. Ele e o numero em que a formula confia, entao precisa refletir a operacao real, e nao um ideal otimista. Um tempo padrao que ignora as tolerancias subestima a carga e leva a comprar maquinas de menos.
Por que arredondar para cima?
Porque uma fracao de maquina nao produz. Se uma operacao precisa de 2,95 maquinas e voce arredonda para baixo, para 2, ela entrega menos minutos produtivos do que a demanda exige e a producao nao fecha o periodo. No chao de fabrica ou a maquina esta la para trabalhar, ou nao esta, entao qualquer resto acima do inteiro, por menor que seja, obriga a somar mais uma maquina inteira. Por isso um valor de 3,10 custa uma maquina a mais do que um 2,95, ainda que a diferenca pareca pequena no papel.
Qual e a diferenca entre maquinas teoricas e maquinas reais?
As maquinas teoricas sao o resultado fracionario da divisao D x t / (H x E), util para comparar operacoes e calcular utilizacao. As maquinas reais sao o teto desse valor, o numero inteiro que voce de fato compra, sempre arredondado para cima. A Solda do exemplo precisa de 2,95 maquinas teoricas e recebe 3 maquinas reais. A diferenca entre as duas e a folga da frota, e a razao entre elas e a utilizacao. Voce planeja com o numero teorico, mas investe no numero real.
O que a eficiencia inclui?
A eficiencia reune tudo o que consome as horas de calendario sem gerar peca boa. Isso inclui a disponibilidade, que perde tempo com manutencao, paradas, setup e ajustes, e o desempenho, que perde tempo quando a maquina roda abaixo do ritmo nominal. Ela entra na formula como fracao entre 0 e 1, e converte o tempo bruto de calendario em tempo produtivo. Com eficiencia de 90%, uma maquina com 21.120 minutos de calendario oferece 19.008 minutos produtivos. Quanto menor a eficiencia, menos minutos uteis cada maquina entrega e mais maquinas a mesma demanda exige.
Como o refugo muda o numero de maquinas?
O refugo infla a demanda, porque parte das pecas sai com defeito e precisa ser reposta. A demanda efetiva e D / (1 – refugo), com o refugo como fracao. Com 5% de refugo, uma demanda de 8.000 vira 8.421 unidades, e todas as operacoes trabalham sobre esse total maior. Como cada operacao ja opera perto de um inteiro, esse pequeno aumento pode empurrar o numero teorico por cima do proximo inteiro e forcar uma maquina extra. No exemplo, a Solda passa de 2,95 para 3,10 maquinas so por conta de 5% de refugo, o que muda de 3 para 4 maquinas.
O que e o gargalo e por que ele importa?
O gargalo e a operacao que precisa de mais maquinas, com a maior exigencia teorica e em geral a maior utilizacao. Ele importa porque limita o ritmo da linha inteira: por mais rapidas que sejam as outras etapas, a linha nao produz mais do que o gargalo consegue passar. No exemplo padrao o gargalo e a Solda, com 98,2% de utilizacao. Dimensionar a linha comeca por dimensionar o gargalo, e melhorar o gargalo, com um equipamento mais rapido ou uma segunda ferramenta, costuma liberar a linha por um custo menor do que ampliar todas as operacoes.
Qual e a diferenca entre maquinas e operadores?
A calculadora dimensiona maquinas a partir do tempo de maquina por unidade. A mesma logica dimensiona mao de obra se voce trocar o tempo de maquina pelo tempo de trabalho manual por unidade: a formula N = teto( D x t / (H x E) ) continua valida, so muda o significado de t e do resultado, que passa a ser numero de operadores ou postos de trabalho. Uma operacao pode precisar de uma quantidade de maquinas diferente da quantidade de operadores, quando uma pessoa opera varias maquinas ou quando uma maquina exige mais de um operador. Rode a conta separada para cada recurso.
Como o tempo disponivel e montado?
O tempo disponivel por maquina vem do calendario de trabalho: horas por turno vezes turnos por dia vezes dias do periodo, e vezes 60 se o tempo padrao estiver em minutos. No exemplo padrao sao 8 horas vezes 2 turnos vezes 22 dias, o que da 352 horas ou 21.120 minutos por maquina. Esse e o tempo bruto de calendario. A eficiencia depois converte esse bruto em tempo produtivo, entao 21.120 x 0,90 = 19.008 minutos uteis. E esse tempo produtivo, e nao o calendario cheio, que a formula usa como capacidade de uma maquina.
A calculadora dimensiona a linha inteira ou so uma maquina?
As duas coisas. Voce lista uma operacao por linha do roteiro, cada uma com o seu tempo padrao, e a calculadora resolve o numero de maquinas de cada operacao e soma o total da linha. Se voce informar uma unica operacao, ela dimensiona apenas aquela maquina. Com varias operacoes, ela ainda identifica o gargalo, a operacao que pede mais maquinas e limita o ritmo, e calcula a utilizacao de cada frota e da linha como um todo. Assim voce ve tanto o numero por operacao quanto o total do roteiro em uma so conta.
Como o crescimento da demanda muda a contagem?
O numero de maquinas acompanha a demanda de perto, porque a carga de trabalho e a demanda vezes o tempo padrao. Se a demanda sobe, a carga sobe na mesma proporcao e cada operacao passa a precisar de mais maquinas. No exemplo, subir a demanda de 8.000 para 12.000 unidades leva a Solda de 2,95 para 4,42 maquinas, que arredonda de 3 para 5, e todas as outras operacoes crescem junto. Por isso o plano de capacidade nasce da previsao de vendas, e revisar a previsao significa revisar o numero de maquinas e o investimento.
O que e utilizacao e quao alta ela deve ser?
A utilizacao de uma frota e o numero teorico de maquinas dividido pelo numero real arredondado, e mede quanto da capacidade instalada a demanda ocupa. A Solda, com 2,95 teoricas e 3 reais, usa 98,2%. Uma utilizacao perto de 100% significa pouca folga, o que aperta a linha diante de picos e paradas. Uma utilizacao baixa significa uma maquina ociosa boa parte do tempo. Nao existe um numero unico ideal: operacoes com demanda variavel pedem mais folga, enquanto operacoes estaveis toleram utilizacao alta. Leia a utilizacao de cada frota para decidir onde manter reserva e onde aceitar o aperto.
Por que uma maquina teorica de 2,95 vira 3 e nao 2?
Porque 2 maquinas nao entregam minutos produtivos suficientes para atender a demanda. Se a operacao precisa de 2,95 maquinas, duas maquinas cobrem so cerca de dois tercos da carga que a demanda exige, e a producao fica curta no periodo. Arredondar para cima, para 3, garante a capacidade, e a frota fica com 98,2% de utilizacao. Arredondar para baixo so faria sentido se voce aceitasse produzir menos do que a demanda, terceirizar o excedente ou estender o periodo, o que sao decisoes separadas do dimensionamento da frota.
Calculadoras relacionadas de planejamento de instalacoes
Centro de Gravidade / Localizacao de Instalacao
Encontre o ponto ponderado pela carga onde uma unica planta ou centro de distribuicao fica mais perto de toda a demanda.
Score de Layout Carga-Distancia (De-Para)
Pontue e classifique locais reais candidatos pela soma de carga vezes distancia para escolher o de menor custo de transporte.
Mais ferramentas estao chegando a este silo. Volte ao hub de Planejamento de Instalacoes para o conjunto completo.
Fontes, aviso legal e transparencia editorial
A formula do numero de maquinas, o tempo produtivo a partir da eficiencia, a demanda efetiva com refugo e o dimensionamento pelo gargalo seguem referencias reconhecidas de gestao da producao, entre elas o material da Nomus sobre capacidade produtiva, a discussao do Blog da Qualidade sobre quantidade de equipamentos, e as notas de capacidade da Sankhya. O tempo disponivel e calculado a partir do calendario de turnos e ajustado pela eficiencia, e o numero teorico e sempre arredondado para cima. Esta calculadora e o guia sao construidos e revisados pela equipe da OpsCalculators; veja nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.
Os resultados sao estimativas precisas para planejamento e educacao, e nao substituem um estudo detalhado de capacidade ou um balanceamento de linha. O metodo conta maquinas a partir da demanda media e de tempos padrao, e ignora variabilidade, setup e troca entre produtos, confiabilidade alem da eficiencia, tamanho de lote e maquinas compartilhadas, entao valide o numero com uma simulacao antes de uma decisao de investimento. Veja nosso Aviso Legal completo. A OpsCalculators.com e operada pela MAFHH INTERNATIONAL LTD. Seus dados sao processados no navegador e nunca sao armazenados; veja nossa Politica de Privacidade.