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Calculadora de Carga-Distancia (Origem-Destino)

Compare arranjos de fabrica pontuando quanto material se move dentro do predio. Informe a coordenada de cada departamento na grade, liste os fluxos do grafico origem-destino com a carga de cada movimento, e a ferramenta soma carga vezes distancia sobre todos os fluxos para devolver um escore carga-distancia unico. Escolha a metrica retilinea ou euclidiana, some um fator de desvio para corredores reais e ponte por viagens ou por viagens vezes custo. Menor e melhor. Gratis, sem cadastro, e seus numeros ficam no seu navegador.

Em resumo: o metodo carga-distancia mede um arranjo somando, para cada movimento de material, a carga do fluxo vezes a distancia entre os dois departamentos. Um corredor pesado sobre uma distancia longa domina o escore, entao a ferramenta mostra qual par puxa mais para voce aproximar esses departamentos. O numero so tem sentido na comparacao: pontue o arranjo atual, fixe como base, troque duas posicoes e veja a variacao percentual. Com os cinco departamentos padrao e sete fluxos o escore e 12.600 unidades viagem-distancia.

Dados do arranjo

Departamentos

De a cada departamento uma coordenada de centroide na sua grade de arranjo. X e Y sao posicoes, na mesma unidade de distancia dos seus dados de deslocamento. Use virgula para decimais.

DepartamentoXY

Fluxos (grafico origem-destino)

Uma linha por movimento de material. Escolha os departamentos origem e destino, depois a carga (viagens, movimentos ou cargas unitarias por periodo). A tarifa e opcional e usada apenas quando a base de carga e carga x custo.

OrigemDestinoCargaTarifa

Escore carga-distancia

12.600 viagem-distanciamenor e melhor

Viagens totais
420
Distancia por viagem
30,00
Corredor mais pesado
Montagem -> Pintura (3.600,0)
Fluxos contados
7
Base fixada
Variacao vs base

O corredor mais pesado e Montagem para Pintura com 28,6% do escore. Aproxime esses dois departamentos para reduzir o deslocamento.

O que a calculadora calcula

Cada departamento entra como uma linha com um nome e uma coordenada X e Y na sua grade de arranjo. Cada fluxo entra como outra linha do grafico origem-destino: o departamento de origem, o de destino, a carga que se move entre eles por periodo e uma tarifa opcional. A ferramenta escolhe a metrica de distancia, aplica o fator de desvio e a base de carga, depois soma carga vezes distancia sobre todos os fluxos e devolve o escore carga-distancia, um numero unico que resume o transporte interno do arranjo.

O painel tambem mostra as viagens totais, a distancia media por viagem, o corredor mais pesado do arranjo e a contagem de fluxos que entraram na conta. O escore nao e um custo em reais nem uma medida absoluta. Ele e uma nota relativa: serve para colocar um arranjo ao lado de outro e ver qual move menos material sobre menos distancia. Por isso a ferramenta deixa voce fixar um arranjo como base e ler a variacao percentual de cada mudanca que testar depois.

Por que o metodo carga-distancia funciona

O custo de mover material dentro de uma fabrica cresce com duas coisas ao mesmo tempo: quanto voce move e quao longe voce move. Um par de departamentos que troca muitas viagens por dia importa mais que um par que troca poucas, e um par afastado importa mais que um par vizinho para o mesmo numero de viagens. O metodo carga-distancia junta essas duas forcas em um so numero, multiplicando a carga de cada fluxo pela distancia que ele percorre e somando tudo.

A ideia e simples e honesta. Um corredor curto com trafego pesado pode custar o mesmo que um corredor longo com trafego leve, e o escore trata os dois de forma igual porque olha o produto, nao cada fator sozinho. Quando voce aproxima dois departamentos que trocam muito material, a distancia daquele fluxo cai e o escore cai junto. Quando voce afasta um par de baixo trafego para dar lugar a um par pesado, o escore melhora mesmo com aquele par leve perdendo posicao. E essa a logica que um bom arranjo de fabrica persegue.

Como o escore e apurado

O escore carga-distancia e uma soma. Para cada fluxo, pegue a carga Lij que vai do departamento i ao departamento j e multiplique pela distancia Dij entre os centroides desses dois departamentos. Some esse produto sobre todos os fluxos e voce tem o escore: LD = soma de Lij x Dij. A carga pode ser viagens, movimentos ou cargas unitarias por periodo, e a distancia sai da metrica que voce escolher. Menor e melhor, sempre, porque um escore menor significa menos material atravessando o chao.

Vale um calculo a mao para fixar a ideia. No arranjo padrao, Recebimento fica em (0,20) e Fabricacao em (20,20). A distancia retilinea entre eles e a soma dos afastamentos em X e Y, ou seja |0-20| mais |20-20|, que da 20. Esse fluxo carrega 100 viagens, entao ele contribui 20 vezes 100, ou 2.000 unidades viagem-distancia. Faca o mesmo com os outros seis fluxos e some os sete produtos para chegar ao escore total de 12.600.

Lendo um grafico origem-destino

O grafico origem-destino, tambem chamado carta de-para, e a lista de quanto material se move de cada departamento para cada outro. Cada linha traz uma origem, um destino e uma carga. Ele e o coracao do metodo, porque o escore so vale o que valem essas contagens. Antes de mexer em qualquer coordenada, monte o grafico com moves reais por periodo, contados de ordens de producao, roteiros de processo ou registros de empilhadeira, e nao com palpites.

No arranjo padrao a lista tem sete fluxos: Recebimento para Fabricacao com 100 viagens, Fabricacao para Montagem com 90, Montagem para Pintura com 60, Pintura para Expedicao com 80, Montagem para Expedicao com 30, Recebimento para Montagem com 20 e Fabricacao para Pintura com 40. Somando as cargas, o arranjo move 420 viagens no periodo. Cada linha vira um produto carga vezes distancia, e a soma desses produtos e o escore. Ler o grafico e o primeiro passo para saber quais pares merecem ficar perto.

Metricas de distancia: retilinea e euclidiana

A distancia entre dois departamentos pode ser medida de dois jeitos, e a escolha muda o escore. A distancia retilinea, tambem chamada distancia de quarteirao ou Manhattan, soma o afastamento horizontal e o vertical: |xi-xj| mais |yi-yj|. Ela e o padrao para plantas com corredores em grade, porque uma empilhadeira nao corta na diagonal pelo meio das maquinas, ela anda pelos corredores em angulos retos. Para a maioria dos chaos de fabrica essa e a medida honesta.

A distancia euclidiana e a linha reta entre os dois pontos, a raiz quadrada da soma dos quadrados dos afastamentos. Ela serve para espacos abertos onde o transporte de fato viaja em linha reta, como um patio sem corredores fixos ou um deslocamento aereo por ponte rolante. A euclidiana quase sempre da um numero menor que a retilinea para o mesmo par, porque corta as quinas. Para um chao de corredores ela subestima o percurso, entao use a retilinea a menos que o transporte realmente ande em linha reta.

O fator de desvio e os corredores reais

Nem a retilinea nem a euclidiana medem o corredor de verdade. Corredores contornam maquinas, colunas, areas de estoque e portas, entao a distancia real que a empilhadeira roda e maior que qualquer linha calculada entre centroides. O fator de desvio corrige isso. Ele e um multiplicador, em geral entre 1,2 e 1,5, que voce aplica a distancia calculada para aproxima-la do percurso real de corredor.

O fator de desvio multiplica todos os fluxos por igual, entao ele nao muda qual arranjo e melhor, so a escala do escore. Se dois arranjos sao comparados com o mesmo fator, a ordem entre eles nao muda, mas o numero fica mais proximo do transporte real. Use um fator perto de 1,2 para um chao aberto com corredores retos e largos, e mais perto de 1,5 para um layout apertado, com muitas curvas e desvios obrigatorios. O padrao da ferramenta e 1,0, ou seja, sem correcao, para voce ver a distancia geometrica pura antes de escala-la.

Base de carga: so viagens ou viagens vezes custo

A carga que pondera cada fluxo pode ser so a contagem de viagens ou viagens vezes um custo por unidade de distancia. So viagens e a base certa quando todo movimento custa o mesmo por metro rodado, o caso comum quando a mesma empilhadeira faz todos os trajetos. Nesse caso o escore mede puro esforco de transporte, e um par com mais viagens pesa mais que um par com menos, na proporcao das contagens.

Viagens vezes custo entra quando os movimentos custam valores diferentes. Um fluxo que exige um transporte especial, uma carga fragil que anda devagar ou um material perigoso que precisa de escolta custa mais por metro do que uma viagem comum de empilhadeira. Dando a esse fluxo uma tarifa maior, o produto viagens vezes custo cresce e aquele fluxo passa a pesar mais no escore, mesmo com menos viagens. Assim um movimento caro e pouco frequente pode superar um movimento barato e movimentado, o que muitas vezes e a leitura correta.

Melhorando um arranjo e a variacao percentual

O metodo brilha quando voce testa mudancas. Pontue o arranjo atual, fixe ele como base com o botao correspondente, depois troque a posicao de dois departamentos e pontue de novo. A ferramenta mostra a variacao percentual entre o novo escore e a base, que e a economia de transporte daquela troca. Uma variacao negativa quer dizer menos deslocamento, ou seja, um arranjo melhor.

Trocar um par de cada vez e o certo, porque mostra o ganho isolado de cada mudanca e evita a confusao de mexer em tudo ao mesmo tempo. Se uma troca piora o escore, desfaca e tente outra. Se melhora, fixe o novo arranjo como base e continue a partir dele. Esse ciclo de fixar, trocar e ler a variacao e exatamente como um planejador de layout caminha de um arranjo bom para um melhor, sem depender de sorte nem de intuicao pura.

Carga-distancia versus centro de gravidade

Dois metodos se confundem, e eles respondem perguntas diferentes. O carga-distancia avalia um arranjo de departamentos dentro de um predio: voce ja posicionou as areas e ele diz quanto material atravessa o chao naquele desenho, para voce comparar arranjos. O centro de gravidade faz o oposto: ele encontra onde instalar uma unica instalacao em um mapa, dado onde estao os mercados e quanto cada um movimenta. Um cuida do lado de dentro, o outro do lado de fora.

Os dois se completam em uma cadeia. Use o centro de gravidade para achar a regiao onde um novo centro de distribuicao deve ficar, escolha o terreno real ali perto e, ja com o predio definido, use o carga-distancia para arranjar os departamentos dentro dele. Um decide o endereco, o outro decide o desenho interno. Confundir os dois leva a pontuar um arranjo interno como se fosse uma escolha de local, o que nao faz sentido, entao vale saber qual pergunta cada um responde.

CRAFT e onde isto entra no SLP

O carga-distancia e a base de um metodo classico de melhoria de arranjo chamado CRAFT. O CRAFT parte de um arranjo inicial, calcula o escore carga-distancia, depois testa trocar pares de departamentos e mantem cada troca que baixa o escore, repetindo ate nao achar mais melhora. E o mesmo ciclo de fixar e trocar que voce faz a mao na ferramenta, so que automatizado sobre muitas combinacoes. Entender o escore e entender o motor do CRAFT.

No planejamento sistematico de layout, o SLP, o carga-distancia entra na fase quantitativa. O SLP comeca com um diagrama de relacoes que junta o fluxo de materiais com razoes qualitativas, como ruido, seguranca ou supervisao compartilhada, e desenha um arranjo de blocos. O carga-distancia pega esse arranjo e poe um numero no fluxo de materiais, para voce comparar alternativas com dados e nao so com julgamento. Ele nao substitui o lado qualitativo do SLP, ele complementa o lado que da para medir.

Lendo o painel de resultados

O numero grande e o escore carga-distancia, a soma de carga vezes distancia sobre todos os fluxos, com o lembrete de que menor e melhor. Abaixo dele, as viagens totais confirmam quanto material o arranjo move no periodo, e a distancia por viagem divide o escore por essas viagens para dar uma media simples de percurso. Essas duas linhas ajudam a checar se a ferramenta leu todos os fluxos que voce entrou.

O corredor mais pesado aponta o par de departamentos que mais contribui para o escore, com sua parcela em unidades. Esse e o primeiro lugar para agir, porque encurtar o fluxo mais pesado costuma dar o maior ganho por troca. As linhas de base fixada e variacao versus base so ganham valor depois que voce fixa um arranjo: elas transformam o escore de um numero solto em uma comparacao direta entre o antes e o depois de cada mudanca que voce testar.

Os limites do metodo

O escore carga-distancia usa a distancia entre centroides, entao ele ignora detalhes reais do chao. Ele nao ve corredores de mao unica, congestionamento em horario de pico, o tempo de subir e descer entre andares, nem a diferenca entre um corredor largo e um apertado. Ele trata a distancia como uma linha limpa entre dois pontos, quando o percurso real tem curvas, esperas e obstaculos. O fator de desvio corrige parte disso, mas nao tudo.

Ha mais duas limitacoes. O metodo supoe que o custo de um fluxo e proporcional a distancia, o que nem sempre e verdade quando ha custos fixos de carga e descarga em cada movimento. E o escore depende inteiramente do grafico origem-destino: contagens erradas dao um escore errado com aparencia confiavel. Por isso trate o resultado como uma nota relativa para ordenar arranjos, e nao como um custo absoluto em reais. Ele diz qual desenho move menos, nao quanto voce vai gastar.

Onde esta calculadora se encaixa

Ela serve para quem arranja departamentos dentro de um predio e precisa comparar desenhos com dados: engenheiros de producao definindo o layout de uma fabrica, gerentes de operacoes reorganizando um armazem ou uma linha, e estudantes resolvendo um exercicio de arranjo fisico. O planejador pontua o desenho atual, testa alternativas e leva a discussao um numero de fluxo, no lugar de uma opiniao. O gerente usa a variacao percentual para justificar uma mudanca de posicao com a economia de transporte que ela traz.

Como a ferramenta aceita ate oito fluxos e cinco departamentos por padrao, permite fixar uma base e mostra o mapa de fluxos entre as areas, ela cabe tanto em um exercicio de sala quanto em um estudo real de arranjo. O grafico deixa visivel qual corredor puxa mais, o que ajuda a explicar para uma equipe por que vale mover uma area, e nao so afirmar que vale. A leitura fica concreta, ligada aos numeros que a propria equipe reconhece do chao.

Erros comuns a evitar

O primeiro erro e montar o grafico origem-destino com palpites em vez de moves contados, o que da um escore preciso sobre dados errados. O segundo e usar a distancia euclidiana em um chao de corredores, subestimando cada percurso porque a linha reta corta as quinas que a empilhadeira nao corta. O terceiro e esquecer o fator de desvio e ler a distancia geometrica como se fosse o corredor real, o que achata todos os percursos e enfeita o plano.

Um quarto erro e tratar o escore como um custo absoluto, quando ele so vale na comparacao entre arranjos: um numero sozinho nao diz nada, dois numeros com a mesma base dizem tudo. Um quinto e mudar varias posicoes de uma vez e nao saber qual troca ajudou, perdendo a leitura isolada de cada movimento. Conte os fluxos com cuidado, use a retilinea com fator de desvio, fixe a base e troque um par por vez, e o carga-distancia vira uma bussola confiavel para melhorar um arranjo.

Cinco exemplos resolvidos

Exemplo 1: o escore base do arranjo

Comece com os cinco departamentos padrao: Recebimento em (0,20), Fabricacao em (20,20), Montagem em (40,20), Pintura em (0,0) e Expedicao em (20,0). Use a metrica retilinea, fator de desvio 1 e base so viagens. Some carga vezes distancia sobre os sete fluxos. O fluxo de Recebimento para Fabricacao anda |0-20| mais |20-20|, ou seja 20, e com 100 viagens contribui 2.000. Fabricacao para Montagem contribui 1.800, Montagem para Pintura 3.600, Pintura para Expedicao 1.600, Montagem para Expedicao 1.200, Recebimento para Montagem 800 e Fabricacao para Pintura 1.600. A soma dos sete produtos e o escore de 12.600 unidades viagem-distancia, sobre 420 viagens no total, uma media de 30 por viagem. Esse e o ponto de partida a bater.

Exemplo 2: lendo o grafico, o corredor mais pesado

Olhe qual fluxo puxa mais o escore. Montagem para Pintura carrega 60 viagens sobre uma distancia retilinea de |40-0| mais |20-0|, ou seja 60, entao contribui 60 vezes 60, que da 3.600 unidades. Isso e 28,6% do escore de 12.600, o maior contribuinte isolado do arranjo. A razao e dupla: e um fluxo de carga media, mas os dois departamentos ficam em quinas opostas do chao, o que estica muito a distancia. Esse par e o primeiro candidato a ser aproximado, porque encurtar o corredor mais pesado costuma dar o maior ganho por troca.

Exemplo 3: melhorando o arranjo

Troque as posicoes de Pintura e Expedicao, de modo que Pintura passe a ficar em (20,0) e Expedicao em (0,0). Recalcule o fluxo pesado: agora Montagem para Pintura anda |40-20| mais |20-0|, ou seja 40, e com 60 viagens cai para 2.400, contra os 3.600 de antes. Com a troca, o novo escore total do arranjo desce para 11.200. Se voce tinha fixado o primeiro desenho como base, a ferramenta mostra uma variacao de 11,1% menor, porque (12.600 menos 11.200) dividido por 12.600 da 0,111. Uma unica troca de duas areas rende mais de um decimo de reducao no transporte.

Exemplo 4: retilinea versus euclidiana

Volte ao arranjo base e mude apenas a metrica para euclidiana. Agora a distancia de Montagem para Pintura vira a linha reta entre (40,20) e (0,0), que e a raiz de 40 ao quadrado mais 20 ao quadrado, ou seja 44,72, contra os 60 da retilinea. Com todas as distancias medidas em linha reta, o escore total cai para cerca de 10.863,2, abaixo dos 12.600 retilineos, porque a linha reta corta as quinas que o corredor obriga a contornar. Justamente por isso a retilinea e o padrao honesto para um chao de fabrica: a empilhadeira anda pelo corredor, nao pela diagonal.

Exemplo 5: o fator de desvio e a base de custo

Volte a retilinea e coloque o fator de desvio em 1,4 para aproximar corredores reais. Como o fator multiplica todos os fluxos por igual, o escore escala direto: 12.600 vezes 1,4 da 17.640 unidades, e a ordem entre arranjos nao muda. Em separado, mude a base de carga para viagens vezes custo e de a um fluxo uma tarifa de 2. So a contribuicao daquele fluxo dobra, enquanto os demais ficam iguais. E assim que um movimento caro pode superar um movimento barato mais frequente: o custo, e nao so a contagem de viagens, passa a puxar o escore.

Tres dicas de especialista

Monte o grafico origem-destino antes de tocar nas coordenadas

O escore so vale o que valem as contagens de fluxo, entao comece pelo grafico origem-destino e nao pelo desenho. Conte moves reais por periodo a partir de ordens de producao, roteiros de processo ou registros de empilhadeira, e nao a partir de palpites de quem acha que sabe o que anda mais. Um par que parece movimentado pode ter poucas viagens de fato, e um par discreto pode carregar o dobro. So depois de ter os fluxos contados vale posicionar os departamentos e ler o escore, porque um grafico errado da um numero preciso sobre a realidade errada.

Use a retilinea com um fator de desvio para chao de corredor

Para um layout de corredores, meca com a distancia retilinea, que soma os afastamentos horizontal e vertical, porque a empilhadeira anda em angulos retos e nao corta na diagonal. Depois some um fator de desvio de cerca de 1,2 a 1,5 para aproximar o percurso real, que contorna maquinas, colunas e areas de estoque. Nao confie na euclidiana em um chao de fabrica: a linha reta corta as quinas e subestima cada trajeto, entao ela so cabe onde o transporte de fato viaja em linha reta, como uma ponte rolante em um patio aberto.

Pontue o arranjo atual, fixe e teste uma troca de cada vez

Comece pontuando o arranjo que voce ja tem e fixe ele como base, para ter um ponto de comparacao. Depois teste uma troca de duas areas por vez e leia a variacao percentual: se melhora, fixe o novo desenho como base e siga a partir dele; se piora, desfaca e tente outra. Mudar um par de cada vez e exatamente como o CRAFT melhora um arranjo, e e o que deixa voce ver o ganho isolado de cada movimento. Mexer em tudo ao mesmo tempo esconde qual troca ajudou e qual atrapalhou.

Perguntas frequentes

O que e o metodo carga-distancia?

O metodo carga-distancia e uma tecnica de arranjo fisico que mede quanto material se move dentro de um predio. Para cada fluxo entre dois departamentos, ele multiplica a carga do movimento, como viagens ou cargas unitarias por periodo, pela distancia entre os centroides dos dois departamentos, e soma esse produto sobre todos os fluxos. O resultado e um escore unico em que menor e melhor, porque um numero menor significa menos material atravessando o chao. O escore serve para comparar arranjos: voce pontua um desenho, rearranja e pontua de novo. No arranjo padrao de cinco departamentos e sete fluxos, o escore e 12.600 unidades viagem-distancia.

Qual e a formula do escore carga-distancia?

O escore e uma soma sobre todos os fluxos: LD = soma de Lij x Dij. Aqui Lij e a carga que vai do departamento i ao departamento j, medida em viagens, movimentos ou cargas unitarias, e Dij e a distancia entre os centroides desses dois departamentos, na metrica escolhida. Em palavras, multiplique a carga de cada fluxo pela distancia que ele percorre e some esses produtos. No arranjo padrao, o fluxo de Recebimento para Fabricacao anda uma distancia retilinea de 20 e carrega 100 viagens, contribuindo 2.000; somando os sete fluxos chega-se a 12.600. Menor e melhor, porque o objetivo e reduzir carga vezes distancia.

O que e um grafico origem-destino?

O grafico origem-destino, tambem chamado carta de-para, e a tabela que registra quanto material se move de cada departamento para cada outro. Cada linha traz uma origem, um destino e uma carga por periodo. Ele e a base do metodo carga-distancia, porque o escore depende inteiramente dessas contagens. No arranjo padrao a lista tem sete fluxos, de Recebimento para Fabricacao com 100 viagens ate Fabricacao para Pintura com 40, somando 420 viagens no periodo. Monte o grafico com moves reais, contados de ordens de producao ou registros de empilhadeira, antes de posicionar qualquer departamento, porque um grafico errado da um escore errado.

Qual a diferenca entre distancia retilinea e euclidiana?

A distancia retilinea, tambem chamada Manhattan, soma o afastamento horizontal e o vertical entre dois pontos: |xi-xj| mais |yi-yj|. Ela serve para plantas com corredores em grade, porque a empilhadeira anda em angulos retos e nao corta na diagonal. A distancia euclidiana e a linha reta, a raiz da soma dos quadrados dos afastamentos, e serve para espacos abertos onde o transporte de fato viaja reto. Para o mesmo par, a euclidiana quase sempre da um numero menor porque corta as quinas. No arranjo padrao, Montagem para Pintura mede 60 em retilinea e 44,72 em euclidiana, e o escore total cai de 12.600 para cerca de 10.863,2 ao trocar a metrica.

O que e o fator de desvio?

O fator de desvio e um multiplicador, em geral entre 1,2 e 1,5, que aproxima a distancia calculada do percurso real de corredor. Nem a retilinea nem a euclidiana medem o corredor de verdade, que contorna maquinas, colunas e areas de estoque, entao a distancia real e maior. O fator multiplica todos os fluxos por igual, o que muda a escala do escore mas nao a ordem entre arranjos: dois desenhos comparados com o mesmo fator mantem qual e melhor. Use perto de 1,2 para um chao aberto e reto, e perto de 1,5 para um layout apertado e cheio de curvas. No arranjo padrao, um fator de 1,4 leva o escore de 12.600 a 17.640.

Qual a diferenca entre base so viagens e viagens vezes custo?

So viagens pondera cada fluxo pela contagem de movimentos, e e a base certa quando todo transporte custa o mesmo por metro rodado, o caso comum quando a mesma empilhadeira faz tudo. Viagens vezes custo entra quando os movimentos custam valores diferentes: um material fragil, perigoso ou que exige transporte especial custa mais por metro. Dando a esse fluxo uma tarifa maior, o produto viagens vezes custo cresce e ele passa a pesar mais no escore, mesmo com menos viagens. Assim um movimento caro e pouco frequente pode superar um barato e movimentado. Se todas as tarifas forem iguais, a base de custo devolve o mesmo escore que so viagens.

Como leio o escore, e o que significam suas unidades?

O escore e a soma de carga vezes distancia sobre todos os fluxos, entao sua unidade e carga vezes distancia, algo como viagem-distancia ou movimento-metro. Menor e melhor: um escore menor significa menos material atravessando menos chao. O numero nao e um custo em reais nem uma medida absoluta, e so ganha sentido na comparacao entre arranjos. No arranjo padrao o escore e 12.600 sobre 420 viagens, uma media de 30 de distancia por viagem. Para usa-lo, pontue o desenho atual, fixe como base, faca uma mudanca e leia a variacao percentual, que e a economia de transporte daquela mudanca.

Qual a diferenca entre carga-distancia e centro de gravidade?

Sao metodos diferentes para perguntas diferentes. O carga-distancia avalia um arranjo de departamentos dentro de um predio: voce ja posicionou as areas e ele diz quanto material se move naquele desenho, para comparar arranjos. O centro de gravidade encontra onde instalar uma unica instalacao em um mapa, dado onde estao os mercados e quanto cada um movimenta. Um cuida do lado de dentro do predio, o outro da escolha do local. Os dois se completam: use o centro de gravidade para achar a regiao de um novo centro de distribuicao, escolha o terreno e, com o predio definido, use o carga-distancia para arranjar os departamentos dentro dele.

Como o carga-distancia se liga ao CRAFT e ao SLP?

O CRAFT e um metodo de melhoria de arranjo que usa o escore carga-distancia como criterio. Ele parte de um arranjo inicial, calcula o escore, testa trocar pares de departamentos e mantem cada troca que baixa o escore, repetindo ate nao achar mais melhora. E o mesmo ciclo de fixar e trocar que voce faz a mao, so que automatizado. No planejamento sistematico de layout, o SLP, o carga-distancia entra na fase quantitativa: ele poe um numero no fluxo de materiais de um arranjo de blocos, para comparar alternativas com dados. Ele complementa, mas nao substitui, o lado qualitativo do SLP, que trata de ruido, seguranca e outras razoes de proximidade.

A ferramenta posiciona os departamentos sozinha?

Nao. A calculadora pontua um arranjo que voce mesmo montou, ela nao decide as posicoes por conta propria. Voce informa as coordenadas dos departamentos e os fluxos, e ela devolve o escore carga-distancia daquele desenho. Para melhorar, voce fixa o arranjo como base, troca a posicao de duas areas e le a variacao percentual, repetindo uma troca por vez. Essa busca manual e exatamente o que o metodo CRAFT automatiza, testando muitas trocas e mantendo as que baixam o escore. A ferramenta lhe da o numero e o corredor mais pesado para guiar as trocas, mas a escolha de qual par mover fica com voce.

Quantos departamentos e fluxos posso usar?

A ferramenta comeca com cinco departamentos e ate oito linhas de fluxo, o que cobre um arranjo pequeno ou um exercicio de sala. O metodo em si nao tem limite rigido de tamanho, mas o escore so vale o que valem os fluxos que voce conta, entao vale mais listar os poucos movimentos que dominam o transporte do que tentar registrar cada trajeto minusculo. Agrupe moves raros e leves em vez de encher a lista com fluxos de carga quase zero. Um punhado de fluxos pesados costuma descrever o arranjo melhor do que uma lista longa e ruidosa, e mantem o grafico origem-destino facil de conferir.

O escore tem significado sozinho?

Nao. O escore carga-distancia so tem sentido na comparacao entre arranjos. Um numero isolado, como 12.600, nao diz se o arranjo e bom ou ruim, porque ele depende das unidades de carga e distancia que voce escolheu e da escala da sua grade. O valor aparece quando voce pontua dois desenhos com a mesma base e compara: o de menor escore move menos material. Por isso a ferramenta deixa voce fixar um arranjo como base e mostra a variacao percentual de cada mudanca. Trate o escore como uma nota relativa para ordenar arranjos, e nao como um custo absoluto em reais.

Os fluxos sao direcionais ou combinados?

Cada linha do grafico origem-destino e um fluxo direcional, de uma origem para um destino. Se o material anda nos dois sentidos entre duas areas, como pecas que vao e voltam entre Fabricacao e Montagem, voce pode registrar as duas direcoes como fluxos separados ou somar as viagens em uma unica linha, ja que a distancia entre os dois departamentos e a mesma nos dois sentidos. O que importa para o escore e a carga total que percorre aquele par vezes a distancia entre eles. Para uma leitura mais fiel de corredores de mao unica, mantenha as direcoes separadas; para um resumo, combine.

Como obtenho as coordenadas dos departamentos?

Sobreponha uma grade simples a planta do predio e leia o X e o Y do centroide de cada departamento nos eixos, mantendo a mesma escala para todas as areas. O centroide e o ponto medio da area do departamento, onde a carga entra e sai. As coordenadas so precisam ser consistentes entre si, na mesma unidade de distancia dos seus dados de fluxo, e nao precisam se ligar a nenhum sistema oficial, porque o metodo olha posicoes relativas e nao geografia absoluta. Use virgula para decimais. No arranjo padrao os cinco departamentos ocupam uma grade de 40 por 20, com Recebimento em (0,20) e Expedicao em (20,0).

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Fontes, isencao de responsabilidade e transparencia editorial

A formula carga-distancia, a leitura do grafico origem-destino, as metricas de distancia, o fator de desvio e a ligacao com o CRAFT e o SLP seguem fontes reconhecidas de gestao de operacoes e engenharia de producao, incluindo o material de arranjo fisico da ABEPRO, as notas de facility layout da LibreTexts Engineering e referencias logisticas de veiculos setoriais como a Tecnologistica. As distancias sao calculadas como valores retilineos ou euclidianos entre centroides, e um fator de desvio e recomendado ao ler o resultado como percurso real de corredor. Esta calculadora e este guia sao construidos e revisados pela equipe OpsCalculators; veja nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.

Os resultados sao estimativas uteis para planejamento e ensino, nao um substituto de um estudo completo de arranjo ou de uma analise no chao. O metodo modela apenas o fluxo de materiais entre centroides e ignora corredores de mao unica, congestionamento, transporte vertical e custos fixos de carga e descarga, e o escore so vale na comparacao entre arranjos, entao valide os resultados antes de uma decisao de layout ou de investimento. Veja nossa Isencao de Responsabilidade completa. O OpsCalculators.com e operado pela MAFHH INTERNATIONAL LTD. Seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados; veja nossa Politica de Privacidade.