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Engenharia de Embalagens

Calculadora de Amortecimento e Espessura de Espuma (Curva de Amortecimento)

Saber quanta espuma colocar em volta de um produto e o que separa a embalagem que protege da embalagem que quebra ou desperdica material. Todo produto tem um limite de choque que aguenta, a sua fragilidade, medida em fator G, e toda queda no transporte entrega uma quantidade de energia que a espuma precisa absorver antes que esse choque chegue ao produto. Esta calculadora parte do que voce sabe, o peso do produto, a fragilidade dele, a altura de queda e o material da espuma, e devolve o que o projeto de embalagem precisa: a espessura minima de espuma, a area de apoio recomendada, a carga estatica sobre a espuma, o choque transmitido ao produto e um veredito claro de aprovado ou reprovado contra a fragilidade. Compare materiais, ajuste a area de apoio e veja a curva de amortecimento em forma de U desenhada na tela, com a linha de fragilidade e o ponto de projeto marcados. Sem cadastro, com os numeros ficando no seu navegador.

A ideia que esta ferramenta ensina e a que mais confunde quem embala pela primeira vez: espuma nao protege por ser macia, protege por ser espessa o bastante para desacelerar o produto ao longo de uma distancia. A energia de uma queda e fixa pelo peso e pela altura, e a espessura da espuma e o espaco em que essa energia vira desaceleracao suave em vez de um golpe seco. Espuma de menos deixa o produto bater no fundo e o choque transmitido dispara acima da fragilidade; espuma de mais gasta material e volume sem ganho. A calculadora abre com um exemplo resolvido ja preenchido, um produto de 10 lb com fragilidade de 40 G em espuma EPE, e mostra de imediato que 2,15 in (cerca de 55 mm) de espessura, sobre uma area de apoio de 10 in2, seguram o choque transmitido em 31 G, abaixo dos 40 G que o produto aguenta. Depois de fechar o amortecimento aqui, o produto amortecido vai dentro de uma caixa que tem tamanho e peso faturado: dimensione a caixa exata na calculadora de medidas de caixa RSC e confira o frete na calculadora de peso cubado.

Em resumo: o amortecimento se resolve em cinco passos e uma formula de energia. Primeiro a fragilidade do produto (o fator G que ele sobrevive), depois a altura de queda pelo peso (mais pesado cai de mais baixo), depois a carga estatica sigma = W / A (peso sobre a area de apoio da espuma), depois a curva de amortecimento em U (G transmitida contra carga estatica, com um minimo na carga otima), e por fim a escolha da espessura e da area para o choque transmitido ficar abaixo da fragilidade. A espessura minima sai da energia da queda: t = C x h / G_permitido, onde C e o fator de amortecimento do material, h a altura de queda, G_permitido = fragilidade G / fator de seguranca (cerca de 1,3). No exemplo padrao, um produto de 10 lb com fragilidade 40 G em EPE, fator de seguranca 1,3 e queda de 30 in resulta em area de apoio de 10 in2, carga estatica de 1,00 psi (dentro da faixa da EPE), espessura minima de 2,15 in (cerca de 55 mm) e choque transmitido de 31 G, abaixo dos 40 G da fragilidade (APROVADO). Todos os calculos acontecem no seu navegador, na hora, sem enviar nada a servidor nenhum.

Produto e queda

Amortecimento

espessura minima de espuma

54,5 mmespessura minima de espuma

Espessura minima de espuma
54,5 mm
Area de apoio recomendada
64,5 cm2
Carga estatica
6,89 kPa
Choque transmitido
31 G
Altura de queda usada
76,2 cm

APROVADO: o choque transmitido de 31 G esta abaixo da fragilidade de 40 G. A carga estatica 6,89 kPa esta dentro da faixa otima desta espuma.

O que a ferramenta calcula

A calculadora responde a pergunta que todo projeto de embalagem protetora acaba fazendo: quanta espuma e preciso, e de que material, para o produto sobreviver a queda que ele vai sofrer no transporte. Ela trabalha com o produto que voce quer proteger e cobre os dois sistemas de unidade, imperial e metrico, no mesmo seletor. Voce informa o peso do produto, a fragilidade em fator G, o fator de seguranca e o material da espuma, escolhe se a altura de queda vem automatica do peso ou entra a mao, e escolhe se a area de apoio sai automatica da carga estatica otima do material ou entra a mao. A ferramenta entao devolve a espessura minima de espuma, a area de apoio recomendada, a carga estatica que essa area produz, o choque transmitido ao produto e um veredito de aprovado ou reprovado contra a fragilidade.

O diferencial da pagina e a curva de amortecimento desenhada na tela. Em vez de cuspir um unico numero, a ferramenta plota a curva em forma de U que relaciona o choque transmitido com a carga estatica sobre a espuma, no eixo horizontal em escala logaritmica, e marca sobre ela a linha da fragilidade do produto e o ponto de projeto do seu caso. Voce ve de imediato se o ponto cai dentro da banda segura, onde a espuma trabalha no seu melhor, ou se escorrega para a beirada da curva, onde a espuma esta carregada de mais e bate no fundo ou de menos e fica dura. Junto vem uma verificacao de que a carga estatica esta dentro da faixa do material e um teste de aprovado ou reprovado do choque transmitido. Tudo acontece no seu navegador, sem enviar nada a servidor nenhum, e voce pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado.

Como funciona: os cinco passos e a formula da energia

O metodo de projeto de amortecimento tem cinco passos, e a ferramenta segue exatamente essa ordem. O primeiro passo e a fragilidade do produto, o fator G que ele consegue sobreviver, ou seja, a desaceleracao de pico maxima que os componentes internos aguentam sem falhar. O segundo passo e a altura de queda, tirada do peso do pacote, porque um pacote mais pesado e manuseado de mais baixo e um pacote leve e jogado de mais alto. O terceiro passo e a carga estatica, sigma = W / A, o peso do produto dividido pela area de apoio da espuma, medida em psi no imperial ou em kPa no metrico. O quarto passo e a curva de amortecimento, que relaciona o choque transmitido com a carga estatica e tem forma de U, com um minimo na carga estatica otima do material. O quinto passo e escolher a espessura e a area de modo que o choque transmitido fique abaixo da fragilidade, com folga.

A formula que amarra tudo e o metodo da energia, que e o motor da ferramenta e segue o metodo tensao-energia da ASTM D1596. A ideia e que a espuma precisa absorver a energia da queda ao longo da sua espessura. Isso da o choque transmitido G transmitido = C x h / t, onde C e o fator de amortecimento do material, h a altura de queda e t a espessura da espuma. Rearranjando para a espessura minima com um fator de seguranca, chega-se a t = C x h / G_permitido, onde G_permitido = fragilidade G / fator de seguranca (o fator de seguranca fica em torno de 1,3). De forma equivalente, t = h / (G_permitido x eficiencia), com a eficiencia igual a 1 / C. Em ASCII simples: t = C x h / G_permitido; G_permitido = fragilidade / FS; sigma = W / A.

A area de apoio sai da carga estatica otima do material. Cada espuma tem uma carga estatica em que a curva de amortecimento atinge o seu minimo, e a area ideal e A = W / sigma_otima; depois a carga estatica de trabalho e sigma = W / A. O objetivo e manter sigma dentro da faixa do material: pouca area sobrecarrega a espuma e ela bate no fundo (bottoming out), muita area deixa a espuma dura de mais e ela transmite o choque em vez de absorve-lo. A altura de queda automatica segue a regra classica pelo peso: de 0 a 10 lb usa 30 in; de 10 a 40 lb usa 24 in; de 40 a 60 lb usa 18 in; de 60 a 80 lb usa 15 in; de 80 a 100 lb usa 12 in; de 100 a 120 lb usa 10 in; acima de 120 lb usa de 6 a 8 in. Um produto mais pesado e manuseado com mais cuidado e de menos altura, o que reduz a energia da queda.

Cinco exemplos resolvidos de amortecimento

Exemplo 1: eletronicos delicados, o exemplo padrao

Um produto de 10 lb com fragilidade de 40 G (delicado, faixa de laptops e telas), em espuma EPE, fator de seguranca 1,3 e queda automatica de 30 in. A ferramenta calcula a area de apoio recomendada em 10 in2, o que da uma carga estatica de 1,00 psi, exatamente dentro da faixa otima da EPE (0,7 a 1,4 psi). Com o fator de amortecimento da EPE, a espessura minima sai em 2,15 in, cerca de 55 mm, e o choque transmitido fica em 31 G, abaixo dos 40 G que o produto aguenta, ou seja, APROVADO. A licao e a base de tudo: o metodo da energia dimensiona a espessura pela altura de queda e pela fragilidade, e a carga estatica otima dimensiona a area de apoio. Espessura e area sao dois controles diferentes, e o projeto so fecha quando os dois estao certos.

Exemplo 2: item fragil em metrico

Um produto de 5 kg com fragilidade de 30 G (muito fragil), em espuma EPE, fator de seguranca 1,3 e queda automatica de 61 cm. A area de apoio recomendada e 71 cm2, a carga estatica fica em 6,9 kPa, dentro da faixa da EPE, a espessura minima e 58 mm e o choque transmitido cai para 23 G, abaixo dos 30 G da fragilidade, APROVADO. A licao mostra o mesmo metodo em metrico e um efeito importante: um produto com fragilidade menor, que aguenta menos choque, precisa de mais espessura para o mesmo material e a mesma queda. Baixar o G_permitido no denominador da formula t = C x h / G_permitido empurra a espessura para cima, porque a espuma tem de desacelerar o produto de forma ainda mais suave.

Exemplo 3: produto pesado e resistente

Um produto de 60 lb com fragilidade de 85 G (moderadamente fragil, faixa de TVs e impressoras), em espuma EPS (isopor), fator de seguranca 1,3 e queda de 18 in tirada do peso. A area de apoio recomendada e 66,7 in2 (cerca de 430 cm2), a carga estatica fica em 0,90 psi, dentro da faixa da EPS, e a espessura minima e de apenas 0,69 in, cerca de 17 mm, com choque transmitido de 65 G, abaixo dos 85 G da fragilidade, APROVADO. A licao surpreende: um produto robusto e pesado, manuseado de uma altura de queda baixa, precisa de pouquissima espuma. A queda menor entrega menos energia, e a fragilidade alta tolera mais choque, entao a espessura despenca. Excesso de espuma nesse caso e so desperdicio de material e de volume de caixa.

Exemplo 4: produto muito fragil e leve

Um produto de 3 lb com fragilidade de 22 G (extremamente fragil, faixa de instrumentos de precisao), em espuma PU (poliuretano), fator de seguranca 1,3 e queda de 30 in. A area de apoio recomendada e 2,5 in2, a carga estatica fica em 1,20 psi, dentro da faixa da PU, a espessura minima e de 5,32 in, cerca de 135 mm, e o choque transmitido cai para 17 G, abaixo dos 22 G da fragilidade, APROVADO. A licao e o oposto do exemplo anterior: um item muito fragil e leve, jogado de uma altura cheia, exige uma almofada grossa e macia. A fragilidade baixissima obriga a espuma a espalhar a desaceleracao por uma distancia longa, e por isso a espessura passa de cinco polegadas, apesar de o produto pesar so 3 lb.

Exemplo 5: area de apoio pequena de mais

Volte ao produto padrao, 10 lb, 40 G, EPE, mas agora com uma area de apoio manual de apenas 4 in2 em vez das 10 in2 recomendadas. A carga estatica salta para 2,50 psi, bem fora da faixa da EPE (0,7 a 1,4 psi), entao a espuma fica carregada de mais e corre risco de bater no fundo, mesmo que a conta da espessura continue em 2,15 in. A espessura sozinha nao salva o projeto: com a espuma fora da banda, a curva de amortecimento sobe e o choque transmitido real pode ultrapassar o previsto. A licao fecha o metodo: area de apoio de menos empurra a carga estatica para fora da faixa otima, e a saida e aumentar a area ou trocar por uma espuma mais firme cuja faixa contenha a carga estatica que voce tem.

Tres dicas de especialista para o amortecimento

Projete para a fragilidade com uma margem

A fragilidade do produto, o seu fator G, e o teto do projeto: e a desaceleracao de pico que ele sobrevive. Dimensione a espuma para o choque transmitido ficar abaixo desse teto com um fator de seguranca em torno de 1,3, o que da o G_permitido = fragilidade / FS. A espessura e o controle que mexe no choque de pico, pela relacao t = C x h / G_permitido, entao uma fragilidade menor ou uma altura de queda maior pedem mais espessura, e nao mais area. Confunde muita gente que tenta resolver um choque alto colocando area, quando o que segura o pico e a distancia que a espuma tem para desacelerar o produto, ou seja, a espessura. Deixe a margem do fator de seguranca absorver a variacao real do transporte, que nunca entrega uma queda unica e limpa.

Coloque a carga estatica na faixa do material

A area de apoio define a carga estatica, sigma = W / A, e toda espuma tem uma curva em U com um ponto doce. Pouca area sobrecarrega a espuma e ela bate no fundo, transmitindo um choque muito maior que o previsto; muita area deixa a espuma dura de mais, e ela devolve o choque em vez de absorve-lo. Mire a carga estatica otima do seu material, cerca de 1,0 psi para a EPE, e confirme que ela cai dentro da faixa. O grafico da ferramenta desenha essa curva e marca o seu ponto de projeto: se ele estiver na parte de baixo do U, o material esta trabalhando no seu melhor; se estiver subindo por uma das beiradas, ajuste a area ate trazer o ponto de volta ao vale.

Combine o material com a carga e o reuso

A EPS (isopor) e rigida e de uso unico, boa para produtos mais pesados que sobrevivem a uma unica queda severa; a EPE e resiliente e aguenta impactos repetidos, boa para itens que passam por varias movimentacoes; a PU e as espumas de baixa densidade servem a itens leves e muito frageis em carga estatica baixa; a EPP recupera bem entre impactos e serve a distribuicao com multiplas quedas. Escolha a espuma cuja faixa de carga estatica contenha a sua sigma de trabalho. Uma espuma na faixa errada trabalha fora do vale da curva por mais espessura que voce ponha, entao a escolha do material vem junto com a conta da area, e nao depois dela.

A fragilidade do produto e o fator G

A fragilidade e a propriedade central de todo projeto de amortecimento, e ela se expressa em fator G, um multiplo da aceleracao da gravidade. Um fator G de 40 significa que o produto sobrevive a uma desaceleracao de pico de 40 vezes a gravidade; acima disso, algum componente interno falha. Determinar a fragilidade com rigor exige um ensaio de limite de dano (damage boundary), descrito na ASTM D3332, que submete o produto a choques crescentes ate encontrar o ponto de falha. Quando esse ensaio nao esta disponivel, usam-se faixas de referencia por tipo de produto, e a ferramenta traz um seletor de classe que preenche o fator G para voce.

As faixas classicas, alinhadas com o MIL-HDBK-304C, vao das mais delicadas as mais robustas. Extremamente fragil, de 15 a 25 G, cobre instrumentos de precisao e sensores. Muito fragil, de 25 a 40 G, cobre equipamentos medicos e discos rigidos. Fragil, de 40 a 60 G, cobre laptops e telas. Moderadamente fragil, de 60 a 85 G, cobre TVs e impressoras. Moderadamente robusto, de 85 a 115 G, cobre eletrodomesticos e ferramentas eletricas. Robusto, acima de 115 G, cobre maquinas e pecas fundidas. Escolher a faixa certa e o passo mais importante do projeto, porque a fragilidade entra no denominador da espessura: um erro para baixo desperdica espuma, e um erro para cima deixa o produto sem protecao suficiente. Na duvida, adote a faixa mais conservadora e deixe o fator de seguranca cuidar do resto.

A altura de queda a partir do peso

A altura de queda define a energia que a espuma precisa absorver, e ela nao e um numero arbitrario: sai do peso do pacote, porque o modo como um pacote e manuseado depende de quanto ele pesa. Um pacote leve e jogado, empurrado e derrubado de alturas maiores, enquanto um pacote pesado e movimentado com carrinho, empilhadeira ou duas pessoas, e por isso cai de mais baixo. A regra classica que a ferramenta aplica no modo automatico traduz isso em numeros: de 0 a 10 lb, 30 in; de 10 a 40 lb, 24 in; de 40 a 60 lb, 18 in; de 60 a 80 lb, 15 in; de 80 a 100 lb, 12 in; de 100 a 120 lb, 10 in; e acima de 120 lb, de 6 a 8 in.

A altura de queda entra direto na formula da espessura, t = C x h / G_permitido, de forma linear: dobrar a altura de queda dobra a espessura necessaria para o mesmo produto e o mesmo material. Por isso um item leve, que cai de 30 in, precisa de muito mais espuma que o mesmo item se caisse de 6 in. Se voce conhece o perfil real de manuseio da sua cadeia, use o modo manual e informe a altura de queda medida ou especificada, por exemplo a partir de um ensaio de queda da ASTM D5276 ou de um perfil de distribuicao da ASTM D4169. A altura automatica e uma boa primeira aproximacao, mas o valor real do seu canal de transporte sempre manda mais que a tabela generica.

A carga estatica e a area de apoio

A carga estatica e a ponte entre o peso do produto e a espuma, e ela decide se a espuma trabalha no seu melhor ou na beirada. A carga estatica e sigma = W / A, o peso do produto dividido pela area de apoio da espuma, ou seja, a area de espuma que de fato suporta o produto sob ele. Em psi no imperial ou em kPa no metrico (1 psi = 6,895 kPa), a carga estatica diz quanto peso cada unidade de area da espuma esta aguentando. E ela, e nao a espessura, que posiciona o produto ao longo da curva de amortecimento em U.

Cada material tem uma carga estatica otima, o ponto em que a sua curva atinge o minimo de choque transmitido. Os valores tipicos sao: EPE cerca de 1,0 psi, com faixa de 0,7 a 1,4 psi; EPS cerca de 0,9 psi, faixa de 0,5 a 1,5 psi; PU cerca de 1,2 psi, faixa de 0,7 a 2,0 psi; EPP cerca de 0,4 psi, faixa de 0,15 a 0,6 psi. A area ideal sai invertendo a conta: A = W / sigma_otima. No modo automatico, a ferramenta calcula essa area para voce, e no modo manual voce informa a area real dos coxins ou dos cantos de espuma que vai usar, e a ferramenta verifica se a carga estatica resultante cai dentro da faixa. Se ela sair da faixa, como no exemplo da area pequena de mais, o projeto precisa de mais area de apoio ou de uma espuma diferente, ainda que a espessura pareca suficiente.

A curva de amortecimento e a sua forma de U

A curva de amortecimento e a impressao digital de cada espuma, e entender a sua forma de U e o que separa um projeto que funciona de um que so parece funcionar. A curva relaciona o choque transmitido, no eixo vertical, com a carga estatica, no eixo horizontal em escala logaritmica, para uma dada espessura e altura de queda. Ela tem forma de U porque nas duas pontas a espuma protege mal e no meio protege bem. Com carga estatica baixa de mais, ou seja, area de apoio grande de mais, a espuma fica dura e mal se comprime, entao transmite o choque quase inteiro, e o lado esquerdo do U sobe. Com carga estatica alta de mais, area de menos, a espuma comprime tudo e bate no fundo, o produto sente o piso duro por baixo da espuma, e o lado direito do U dispara.

No fundo do U esta a carga estatica otima, onde a espuma usa toda a sua espessura para desacelerar o produto sem bater no fundo nem ficar rigida. O objetivo do projeto e colocar o ponto de trabalho nesse vale, dentro da faixa do material, e e por isso que a ferramenta desenha a curva com a linha da fragilidade atravessada e o ponto de projeto marcado. Se o ponto cai no vale e abaixo da linha de fragilidade, o projeto passa com folga. Se o ponto sobe por uma das beiradas, mesmo abaixo da fragilidade, o projeto e fragil: uma pequena variacao de peso ou de area pode joga-lo acima da linha. A curva ensina que amortecer nao e so por espuma, e por a espuma certa na carga certa.

O metodo da energia e a espessura

O coracao do calculo e o metodo da energia, e vale entender por que ele funciona. Quando o pacote cai de uma altura h, o produto chega ao chao com uma energia cinetica proporcional ao peso e a altura. Essa energia precisa ir para algum lugar, e a espuma a converte em trabalho de compressao ao longo da sua espessura. Quanto mais espessa a espuma, maior a distancia em que a energia e dissipada, e menor a forca de pico, ou seja, o choque transmitido. E a mesma razao pela qual pular sobre os joelhos flexionados doi menos que pular de pernas rigidas: a distancia de frenagem maior reduz a forca.

Disso sai a relacao G transmitido = C x h / t, e rearranjando para a espessura minima com o fator de seguranca, t = C x h / G_permitido, com G_permitido = fragilidade / FS. O fator de amortecimento C e uma propriedade do material que resume a eficiencia com que ele absorve energia; valores tipicos sao cerca de 2,2 para a EPE, 2,5 para a EPS, 3,0 para a PU e 2,3 para a EPP. Um C menor significa uma espuma mais eficiente, que exige menos espessura para o mesmo desempenho. A eficiencia e simplesmente 1 / C, e por isso a espessura tambem pode ser escrita como t = h / (G_permitido x eficiencia). Esse metodo, baseado no metodo tensao-energia da ASTM D1596, e o que a ferramenta calcula internamente em imperial, em lb, in e psi, convertendo depois para metrico, em kg, cm ou mm e kPa, para exibir o resultado no sistema que voce escolher.

Como escolher o material da espuma

A escolha do material vem junto com a conta, porque cada espuma ocupa uma faixa diferente da curva e serve a um perfil diferente de produto. A EPS, o isopor, e rigida, barata e de uso unico: ela absorve bem uma unica queda severa e por isso serve a produtos pesados e a embalagens que nao serao reutilizadas, mas quebra e perde desempenho apos o primeiro impacto grande. A EPE, o polietileno expandido, e resiliente e recupera a forma entre impactos, o que a torna ideal para itens que passam por varias movimentacoes e para eletronicos de consumo. A PU, o poliuretano, e as espumas de baixa densidade sao macias e trabalham em carga estatica baixa, perfeitas para itens leves e muito frageis que precisam de uma almofada gentil. A EPP, o polipropileno expandido, combina resiliencia e leveza e recupera bem entre multiplas quedas, o que a faz a preferida da distribuicao com muitos manuseios.

Na pratica, olhe primeiro a carga estatica que o seu produto produz sobre a area de apoio disponivel e escolha a espuma cuja faixa contenha esse valor. Um produto leve espalhado numa area grande cai em carga estatica baixa, terreno da PU ou da EPP; um produto pesado numa area pequena cai em carga estatica alta, onde a EPS e a PU de maior densidade trabalham melhor. Depois pese o reuso, o custo e a sustentabilidade: a EPS e a mais barata mas de uso unico, enquanto EPE e EPP custam mais e duram mais. A ferramenta deixa voce trocar o material e ver na hora como a espessura, a area e o ponto na curva mudam, para comparar as opcoes com numeros e nao com achismo.

O fator de seguranca e o ensaio

O fator de seguranca existe porque o mundo real nunca entrega a queda unica e limpa que a formula assume. As quedas variam em altura, angulo e face de impacto; a espuma perde desempenho com a temperatura, a umidade e o tempo; e o produto pode chegar ja com alguma fadiga. Aplicar um fator de seguranca em torno de 1,3 sobre a fragilidade, ou seja, projetar para G_permitido = fragilidade / 1,3, cria a margem que absorve essa variacao. No exemplo padrao, os 40 G de fragilidade viram um alvo de projeto mais apertado, e por isso o choque transmitido de 31 G, e nao 40 G, e o resultado desejado: sobra folga para o dia ruim.

Nenhum calculo substitui o ensaio, e o projeto responsavel termina numa mesa de teste. O ensaio de queda da ASTM D5276 valida o desempenho do amortecimento em quedas controladas; o ensaio de fragilidade e limite de dano da ASTM D3332 confirma o fator G do produto; e os perfis de distribuicao da ASTM D4169 e da ASTM D4168, junto com as series ISTA 1A, 2A e 3A, reproduzem o que o pacote sofre no canal real de transporte. No Brasil, a ABNT NBR 9474 trata do ensaio de queda para embalagens e e a referencia local para verificar o desempenho. Use a calculadora para chegar ao projeto de primeira aproximacao, depois monte um prototipo e ensaie: a curva na tela orienta a escolha, mas a queda real confirma.

Normas e referencias

O metodo desta ferramenta segue o conjunto de normas consagrado no projeto de amortecimento de embalagens. O calculo da espessura pelo metodo da energia se baseia no metodo tensao-energia e nas curvas de amortecimento dinamico da ASTM D1596; a fragilidade e o limite de dano vem da ASTM D3332; o ensaio de queda vem da ASTM D5276; e os perfis de distribuicao vem da ASTM D4169 e da ASTM D4168, complementados pelas series ISTA 1A, 2A e 3A. As faixas de fator G por tipo de produto seguem o MIL-HDBK-304C. No Brasil, a ABNT NBR 9474 e a referencia de ensaio de queda para verificar o desempenho da embalagem. Os valores de carga estatica otima, faixa e fator de amortecimento por material (EPE, EPS, PU e EPP) sao dados tipicos de projeto e devem ser conferidos com a folha tecnica da espuma que voce vai usar de fato.

Dois pontos de bom senso fecham o uso responsavel da ferramenta. Primeiro, os resultados sao estimativas precisas para projeto e educacao, nao um substituto do ensaio fisico: a fragilidade real, o desempenho da espuma sob a sua temperatura e umidade, e o perfil real de quedas do seu canal so aparecem no teste. Segundo, confirme sempre o fator G do produto e as propriedades da espuma antes de fechar uma especificacao de embalagem, porque um erro na fragilidade ou no material se propaga direto para a espessura. Depois de dimensionar o amortecimento, lembre que o produto amortecido vai dentro de uma caixa: dimensione a chapa exata na calculadora de medidas de caixa RSC e confira quanto o volume vai custar de frete na calculadora de peso cubado, porque a espuma adiciona tamanho a caixa e o tamanho vira peso faturado.

Calculadoras de engenharia de embalagens relacionadas

Esta e a ultima das seis calculadoras do silo de Engenharia de Embalagens, e todas as outras cinco ja estao no ar e conversam com esta pagina: aqui voce dimensiona a espuma que protege o produto, na de medidas de caixa RSC voce projeta a chapa da caixa que envolve o produto amortecido, na de peso cubado voce ve quanto o volume dessa caixa custa de frete, na de resistencia da caixa voce confirma quanto peso ela aguenta empilhada, na de caixas por palete voce ve quantas caixas cabem no estrado e na de filme stretch voce dimensiona a amarracao do palete. O silo esta completo. Volte ao hub de Engenharia de Embalagens para ver todas as ferramentas, ou explore o hub de Cadeia de Suprimentos, tambem no ar.

Perguntas frequentes sobre amortecimento e espessura de espuma

Como calcular a espessura de espuma para amortecimento?

A espessura minima sai do metodo da energia: t = C x h / G_permitido, onde C e o fator de amortecimento do material, h a altura de queda e G_permitido = fragilidade G / fator de seguranca. Primeiro voce define a fragilidade do produto (o fator G que ele sobrevive), depois a altura de queda pelo peso, depois divide a fragilidade pelo fator de seguranca (cerca de 1,3) para achar o G_permitido, e por fim aplica a formula. No exemplo padrao, um produto de 10 lb com fragilidade 40 G em EPE, fator de seguranca 1,3 e queda de 30 in resulta em 2,15 in (cerca de 55 mm) de espessura, com choque transmitido de 31 G, abaixo dos 40 G da fragilidade. Informe o seu produto na ferramenta para o numero exato.

O que e o fator G de fragilidade?

O fator G de fragilidade e a desaceleracao de pico maxima que um produto sobrevive, expressa em multiplos da gravidade. Um fator G de 40 significa que o produto aguenta um choque de ate 40 vezes a gravidade antes de algum componente falhar. Ele e determinado com rigor pelo ensaio de limite de dano da ASTM D3332, ou estimado por faixas de referencia do MIL-HDBK-304C: extremamente fragil 15 a 25 G (instrumentos de precisao), muito fragil 25 a 40 G (equipamentos medicos, discos rigidos), fragil 40 a 60 G (laptops, telas), moderadamente fragil 60 a 85 G (TVs, impressoras), moderadamente robusto 85 a 115 G (eletrodomesticos, ferramentas) e robusto acima de 115 G (maquinas, pecas fundidas). A ferramenta traz um seletor de classe que preenche o fator G para voce.

O que e a carga estatica no projeto de amortecimento?

A carga estatica e o peso do produto dividido pela area de apoio da espuma: sigma = W / A, em psi no imperial ou em kPa no metrico (1 psi = 6,895 kPa). Ela decide onde o produto trabalha na curva de amortecimento em U. Cada espuma tem uma carga estatica otima, o fundo do U, onde transmite o menor choque: EPE cerca de 1,0 psi (faixa 0,7 a 1,4), EPS cerca de 0,9 psi (0,5 a 1,5), PU cerca de 1,2 psi (0,7 a 2,0) e EPP cerca de 0,4 psi (0,15 a 0,6). A area ideal sai de A = W / sigma_otima. Se a carga estatica sair da faixa, a espuma fica dura de mais ou bate no fundo, e o projeto precisa de mais area ou de outra espuma.

O que e a curva de amortecimento em forma de U?

A curva de amortecimento relaciona o choque transmitido com a carga estatica para uma dada espuma, espessura e altura de queda, e tem forma de U. Nas duas pontas a espuma protege mal: com carga estatica baixa de mais (area grande de mais), a espuma fica rigida e transmite quase todo o choque, e o lado esquerdo sobe; com carga estatica alta de mais (area de menos), a espuma bate no fundo e o produto sente o piso duro, e o lado direito dispara. No fundo do U esta a carga estatica otima, onde a espuma usa toda a espessura para desacelerar sem bater no fundo. A ferramenta desenha essa curva com a linha da fragilidade e o seu ponto de projeto marcados, para voce ver se o ponto cai no vale seguro.

Como escolher a altura de queda?

A altura de queda sai do peso do pacote, porque pacotes leves sao jogados de mais alto e pacotes pesados sao movimentados de mais baixo. A regra classica que a ferramenta usa no modo automatico e: 0 a 10 lb usa 30 in; 10 a 40 lb usa 24 in; 40 a 60 lb usa 18 in; 60 a 80 lb usa 15 in; 80 a 100 lb usa 12 in; 100 a 120 lb usa 10 in; acima de 120 lb usa 6 a 8 in. A altura entra linearmente na espessura: dobrar a queda dobra a espuma necessaria. Se voce conhece o perfil real do seu canal, por exemplo de um ensaio de queda ASTM D5276 ou de um perfil ASTM D4169, use o modo manual e informe a altura medida, que sempre manda mais que a tabela generica.

Qual espuma escolher: EPE, EPS, PU ou EPP?

Depende da carga estatica, do peso e do reuso. A EPS (isopor) e rigida, barata e de uso unico, boa para produtos pesados que sobrevivem a uma unica queda severa. A EPE (polietileno expandido) e resiliente e recupera entre impactos, boa para eletronicos e itens com varias movimentacoes. A PU (poliuretano) e as espumas de baixa densidade sao macias e trabalham em carga estatica baixa, ideais para itens leves e muito frageis. A EPP (polipropileno expandido) recupera bem entre multiplas quedas, preferida da distribuicao com muitos manuseios. A regra pratica e escolher a espuma cuja faixa de carga estatica contenha a sua sigma de trabalho. A ferramenta deixa trocar o material e ver a espessura, a area e o ponto na curva mudarem na hora.

Por que um produto mais fragil precisa de mais espuma?

Porque a fragilidade entra no denominador da espessura: t = C x h / G_permitido, com G_permitido = fragilidade / fator de seguranca. Uma fragilidade menor significa um G_permitido menor, e dividir por um numero menor da uma espessura maior. Faz sentido fisico: um produto que so aguenta 22 G precisa ser desacelerado de forma muito mais suave, ao longo de uma distancia maior, que um produto que aguenta 85 G. No exemplo do item extremamente fragil, 3 lb com fragilidade 22 G em PU cai de 30 in e exige 5,32 in (cerca de 135 mm) de espuma, apesar de pesar pouco. Ja o produto robusto de 60 lb com fragilidade 85 G cai de 18 in e precisa de apenas 0,69 in (cerca de 17 mm). Menos fragilidade sempre pede mais espessura.

O que acontece se a area de apoio for pequena de mais?

A carga estatica sobe e a espuma fica carregada de mais. Como sigma = W / A, reduzir a area aumenta a carga estatica, e ela pode sair da faixa otima do material. No exemplo, o produto padrao de 10 lb em EPE com area manual de apenas 4 in2, em vez das 10 in2 recomendadas, tem carga estatica de 2,50 psi, bem fora da faixa da EPE (0,7 a 1,4 psi). A espuma corre risco de bater no fundo, e o produto sente o piso duro por baixo dela, mesmo que a conta da espessura continue em 2,15 in. A espessura sozinha nao resolve: com a espuma fora da banda, o choque transmitido real sobe acima do previsto. A saida e aumentar a area de apoio ou trocar por uma espuma mais firme cuja faixa contenha a carga estatica.

O que e o fator de amortecimento C?

O fator de amortecimento C e uma propriedade do material que resume a eficiencia com que ele converte a energia da queda em compressao. Ele aparece na formula da espessura, t = C x h / G_permitido: um C menor significa uma espuma mais eficiente, que precisa de menos espessura para o mesmo desempenho. Os valores tipicos de projeto sao cerca de 2,2 para a EPE, 2,5 para a EPS, 3,0 para a PU e 2,3 para a EPP. A eficiencia da espuma e simplesmente 1 / C, entao a espessura tambem pode ser escrita como t = h / (G_permitido x eficiencia). Esses valores sao dados tipicos e devem ser conferidos com a folha tecnica da espuma que voce vai usar, porque densidade e formulacao mudam o C real.

Qual fator de seguranca usar no amortecimento?

Um fator de seguranca em torno de 1,3 e o valor de partida usual. Ele existe porque o mundo real nunca entrega a queda unica e limpa que a formula assume: as quedas variam em altura, angulo e face, a espuma perde desempenho com temperatura, umidade e tempo, e o produto pode chegar ja com fadiga. Aplicar o fator de seguranca da o G_permitido = fragilidade / 1,3, um alvo mais apertado que deixa folga para o dia ruim. No exemplo padrao, os 40 G de fragilidade viram o alvo que produz um choque transmitido de 31 G, e nao 40 G, exatamente para sobrar margem. Produtos criticos ou canais de transporte mais agressivos podem justificar um fator maior; confirme sempre com ensaio.

A calculadora funciona em imperial e metrico?

Sim, o mesmo seletor troca entre imperial (lb, in, psi) e metrico (kg, cm ou mm, kPa). O calculo e feito internamente em imperial e convertido para o sistema que voce escolher, usando 1 psi = 6,895 kPa. O exemplo padrao imperial usa 10 lb, fragilidade 40 G, EPE, queda de 30 in, e da area de 10 in2, carga estatica de 1,00 psi, espessura de 2,15 in e choque de 31 G. O exemplo metrico usa 5 kg, fragilidade 30 G, EPE, queda de 61 cm, e da area de 71 cm2, carga estatica de 6,9 kPa, espessura de 58 mm e choque de 23 G. Voce informa o produto uma vez, escolhe o sistema, e a ferramenta mostra a espessura, a area, a carga estatica, o choque transmitido e a curva no sistema selecionado.

Preciso ensaiar a embalagem ou o calculo basta?

O calculo entrega um projeto de primeira aproximacao muito bom, mas nao substitui o ensaio. A fragilidade real do produto, o desempenho da espuma sob a sua temperatura e umidade, e o perfil real de quedas do seu canal so aparecem no teste fisico. O projeto responsavel usa a calculadora para chegar a espessura, a area e o material, monta um prototipo e ensaia: o ensaio de queda da ASTM D5276 valida o amortecimento, a ASTM D3332 confirma o fator G do produto, e as series ISTA 1A, 2A e 3A junto com a ASTM D4169 reproduzem o canal de distribuicao. No Brasil, a ABNT NBR 9474 e a referencia de ensaio de queda. A curva na tela orienta a escolha, mas a queda real confirma o projeto.

Por que um produto pesado precisa de tao pouca espuma?

Por dois motivos que se somam. Primeiro, um produto pesado e manuseado de uma altura de queda menor: a regra pelo peso derruba a altura de 30 in para itens leves ate 18 in ou menos para os pesados, e a altura entra linearmente na espessura. Segundo, produtos pesados costumam ser mais robustos, com fragilidade alta, e uma fragilidade alta tolera mais choque, o que reduz a espessura pela formula t = C x h / G_permitido. No exemplo, um produto de 60 lb com fragilidade 85 G em EPS cai de apenas 18 in e precisa de so 0,69 in (cerca de 17 mm) de espuma, com choque transmitido de 65 G abaixo dos 85 G. Colocar espuma de mais nesse caso e desperdicio de material e de volume de caixa, que ainda encarece o frete.

Esta calculadora e gratuita e guarda meus dados?

Sim, a ferramenta e gratuita e sem cadastro, e todo o calculo acontece no seu navegador. Os numeros que voce digita nunca sao enviados a um servidor, armazenados ou compartilhados. Voce ainda pode baixar um PDF limpo, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. Esta calculadora serve para estudo, projeto e verificacao de primeira aproximacao; confirme qualquer numero que embase uma especificacao de embalagem com ensaio fisico e com a folha tecnica da espuma antes de decidir. A fragilidade real do produto e as propriedades da espuma variam, e o desempenho final so se confirma no ensaio de queda, entao valide o projeto com um prototipo antes de fechar uma producao.

Fontes, aviso legal e transparencia editorial

As formulas usadas aqui seguem o metodo consagrado de projeto de amortecimento de embalagens: a espessura minima pelo metodo da energia, t = C x h / G_permitido, com G_permitido = fragilidade G / fator de seguranca; a carga estatica como sigma = W / A; e a area de apoio como A = W / carga estatica otima. O calculo da espessura se baseia no metodo tensao-energia e nas curvas de amortecimento dinamico da ASTM D1596, a fragilidade e o limite de dano vem da ASTM D3332, o ensaio de queda vem da ASTM D5276, e os perfis de distribuicao vem da ASTM D4169 e da ASTM D4168, com as series ISTA 1A, 2A e 3A. As faixas de fator G seguem o MIL-HDBK-304C, e no Brasil a ABNT NBR 9474 e a referencia de ensaio de queda. Os valores de carga estatica otima, faixa e fator de amortecimento por material (EPE, EPS, PU e EPP) sao dados tipicos de projeto. Esta calculadora e este guia sao criados e revisados pela equipe da OpsCalculators; veja a nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.

Os resultados sao estimativas precisas para projeto e educacao, nao um substituto de um ensaio fisico de embalagem. O desempenho real depende da fragilidade real do produto, das propriedades da espuma sob a sua temperatura e umidade, do perfil real de quedas do seu canal e da qualidade de fabricacao dos coxins. Confirme o fator G do produto e os dados da espuma com ensaio e folha tecnica antes de fechar uma especificacao, e valide o projeto com um prototipo em ensaio de queda antes de qualquer producao. Depois de dimensionar o amortecimento, projete a chapa exata da caixa na calculadora de medidas de caixa RSC e confira o frete do volume na calculadora de peso cubado, porque a espuma adiciona tamanho a caixa. Veja o nosso Aviso Legal completo. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD. Os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados; veja a nossa Politica de Privacidade.