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Conformidade ESG
Calculadora de CO2e por Combustao de Combustiveis (Escopo 1, Estacionaria e Movel)
A calculadora de CO2e por combustao de combustiveis converte o combustivel que a sua operacao queima, o diesel da frota, o gas natural das caldeiras, o GLP dos fornos, a lenha e o bagaco, na emissao de gases de efeito estufa que essa queima gera, o Escopo 1 do GHG Protocol. O caminho da conta e curto: a quantidade de combustivel vira energia em gigajoules pelo poder calorifico, a energia vezes o fator de CO2 da uma emissao de dioxido de carbono, e os fatores de CH4 e N2O somam o metano e o oxido nitroso da queima, tudo reunido em toneladas de CO2 equivalente. Voce digita cada combustivel, a quantidade e a unidade, escolhe se a fonte e estacionaria ou movel, e a ferramenta preenche os fatores e devolve o total de Escopo 1 em tCO2e, o CO2 fossil, o CH4 e o N2O em separado, a energia de entrada e uma equivalencia de distancia dirigida. Um grafico reparte o total por combustivel para voce ver de onde vem a maior fatia. Tudo roda no seu navegador, na hora, sem cadastro.
O que separa esta ferramenta de um formulario simples de CO2 e a separacao automatica entre a parte fossil e a parte biogenica dos combustiveis de bomba brasileiros. Desde 1 de agosto de 2025, o diesel vendido no Brasil e o B15, com 15 por cento de biodiesel, e a gasolina comum e a gasolina C, com 30 por cento de etanol anidro. Essa fracao de biocombustivel nao e um detalhe de rotulo: o CO2 dela e biogenico e, pela regra do GHG Protocol, vai para uma linha propria fora do total de Escopo 1, enquanto o CH4 e o N2O da mesma queima continuam dentro. A maioria das calculadoras trata cada litro como se fosse 100 por cento fossil e infla o Escopo 1 do inventario brasileiro. Esta calculadora ja abre com as fracoes de B15 e E30 preenchidas, carve o CO2 biogenico numa linha separada e mantem o metano e o oxido nitroso no lugar certo. Esta e a calculadora de Escopo 1 do silo de Conformidade ESG: ela detalha combustivel a combustivel o lado da queima direta que a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial fecha, e conversa com a Calculadora de CO2e de Eletricidade, que cuida do Escopo 2.
Em resumo: a emissao de um combustivel e a quantidade queimada convertida em energia (GJ) pelo poder calorifico, multiplicada pelos fatores de emissao. O CO2 fossil e a energia vezes o fator de CO2 em kg por GJ; o CH4 e o N2O sao a energia vezes os fatores deles, convertidos para CO2e pelo GWP (AR5: CH4 28, N2O 265; AR6: CH4 29,8, N2O 273). O CO2e de Escopo 1 e a soma do CO2 fossil mais o CH4 e o N2O em CO2e. O CO2 do biocombustivel e da biomassa e biogenico e fica numa linha separada, fora do total, mas o CH4 e o N2O dessa queima contam no Escopo 1. No Brasil isso pesa: 10.000 L de diesel B15 de bomba dao cerca de 22,49 t de CO2 fossil e 3,97 t de CO2 biogenico em linha separada, um total de Escopo 1 de cerca de 22,58 tCO2e; 5.000 L de gasolina C E30 dao cerca de 7,83 t de CO2 fossil e 3,36 t de CO2 biogenico separado, um Escopo 1 de cerca de 7,87 tCO2e. Os fatores ficam a vista e editaveis; confirme os fatores nacionais e os poderes calorificos para um inventario formal.
combustao de combustiveis Escopo 1
—tCO2e
- CO2 fossil
- —
- CH4 (como CO2e)
- —
- N2O (como CO2e)
- —
- CO2 biogenico (reportado a parte)
- —
- Energia de entrada (GJ)
- —
- Equivale a dirigir
- —
GHG Protocol Escopo 1. CO2e total = CO2 fossil + CH4 x GWP + N2O x GWP (AR5), fatores PBGHGP/MCTI. Diesel B15 e gasolina E30 ja com fracao biogenica; CO2 biogenico reportado a parte.
O que a ferramenta calcula
A calculadora mede o Escopo 1 do GHG Protocol, as emissoes diretas da queima de combustivel nas fontes que a empresa possui ou controla: as caldeiras, os fornos, os secadores, os geradores e a frota. Voce lista cada combustivel que a operacao queima num periodo, informa a quantidade e a unidade, litros, metros cubicos, quilos ou toneladas, e a ferramenta preenche o poder calorifico e os fatores de emissao correspondentes. Ela converte a quantidade em energia, aplica o fator de CO2 para o dioxido de carbono e os fatores de CH4 e N2O para o metano e o oxido nitroso, e soma tudo em toneladas de CO2 equivalente. Cada fator fica a vista e pode ser editado, para voce trocar um padrao pelo valor oficial do seu combustivel e da sua jurisdicao.
Alem do total de cabecalho, a ferramenta reparte o resultado em linhas que dizem de onde vem cada tonelada. Ela mostra o CO2 fossil separado do CH4 e do N2O, ja convertidos para CO2e pelo GWP que voce escolheu, e, quando ha biocombustivel ou biomassa, abre uma linha propria para o CO2 biogenico, que fica fora do total de Escopo 1 por definicao. Ela informa a energia de entrada em gigajoules, que e a espinha da conta, e traduz o total numa distancia dirigida por um carro medio, para dar escala humana a tonelada. Um grafico reparte o CO2e por combustivel, entao voce ve num relance se o peso maior esta no diesel da frota, no gas das caldeiras ou na biomassa. Voce escolhe ainda se a fonte e estacionaria ou movel, o que troca os fatores de CH4 e N2O, e qual conjunto de GWP usar, AR5 ou AR6. Tudo acontece no seu navegador, sem enviar nada a servidor nenhum, e voce pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado.
Como funciona: as formulas da combustao
A conta comeca na energia. A quantidade de combustivel vira energia multiplicando pelo poder calorifico, o conteudo energetico por unidade, entao litros, metros cubicos ou quilos viram gigajoules. Essa etapa e o que permite somar combustiveis diferentes numa mesma base: um litro de diesel e um metro cubico de gas natural carregam energias distintas, mas depois de convertidos para GJ entram na mesma soma. E por isso que os fatores de emissao de referencia sao dados por energia, em kg por GJ, e nao direto por litro, embora a ferramenta tambem aceite e mostre um fator por unidade quando ele e mais pratico.
Sobre a energia entram tres fatores, um por gas. O CO2 e a energia vezes o fator de CO2, em kg de CO2 por GJ. O CH4 e a energia vezes o fator de metano, e o N2O e a energia vezes o fator de oxido nitroso, ambos tambem em kg por GJ. O metano e o oxido nitroso saem em quantidades pequenas, mas aquecem muito mais que o CO2 por quilo, entao a conta os converte para CO2 equivalente multiplicando pelo potencial de aquecimento global, o GWP. No conjunto AR5, o CH4 vale 28 e o N2O vale 265; no AR6, o CH4 vale 29,8 e o N2O vale 273. O CO2e de Escopo 1 e a soma do CO2 fossil, mais o CH4 vezes o seu GWP, mais o N2O vezes o seu GWP.
A ultima peca e a separacao do carbono biogenico. Quando o combustivel e biomassa, como lenha e bagaco, ou tem uma fracao de biocombustivel, como o biodiesel do diesel B ou o etanol da gasolina C, o CO2 dessa parte e considerado biogenico. Pela regra do GHG Protocol, esse CO2 nao entra no total de Escopo 1; ele e reportado numa linha separada, porque se assume que o carbono foi absorvido da atmosfera pela planta pouco antes. O que continua no Escopo 1 e o CH4 e o N2O dessa mesma queima, que sao gerados pela combustao e nao fazem parte do ciclo curto do carbono. A ferramenta faz esse corte sozinha: voce informa a fracao biogenica, ela ja vem preenchida para o diesel B15 e a gasolina C E30 brasileiros, e o CO2 correspondente sai do total e vai para a linha de CO2 biogenico.
A separacao biogenica no combustivel de bomba brasileiro
Vale abrir um ponto que muda o inventario de toda empresa que abastece no Brasil. O diesel e a gasolina que saem da bomba nao sao combustiveis puros. Desde 1 de agosto de 2025, o diesel comercializado e o B15, uma mistura com 15 por cento de biodiesel, e a gasolina comum e a gasolina C, com 30 por cento de etanol anidro, a E30. Essa mistura e obrigatoria e vale para cada litro vendido no pais. O biodiesel e o etanol sao biocombustiveis, e o CO2 que eles liberam ao queimar e biogenico, porque veio de plantas que absorveram esse carbono da atmosfera pouco antes. Pela contabilidade do GHG Protocol, esse CO2 biogenico fica fora do total de Escopo 1 e vai para uma linha propria.
A consequencia pratica e grande. Se voce lancar 10.000 L de diesel de bomba como se fossem 100 por cento fosseis, o seu Escopo 1 sai inflado, porque 15 por cento daquele CO2 e biogenico e nao deveria estar no total. O mesmo vale para a gasolina C, onde 30 por cento e biogenico. Uma frota que roda com combustivel de bomba tem, por construcao, uma fatia biogenica em cada tanque, e ignorar isso significa reportar um numero de Escopo 1 maior do que o real. Ao mesmo tempo, o erro oposto tambem existe: quem simplesmente desconta a fracao biogenica e para por ai esquece que o CH4 e o N2O daquela queima continuam no Escopo 1, porque sao produtos da combustao e nao entram no ciclo curto do carbono. O corte correto separa o CO2 biogenico e mantem o metano e o oxido nitroso no total.
Por isso a ferramenta abre com as fracoes de B15 e E30 ja preenchidas nos campos de diesel e gasolina, deixa o percentual editavel, para o dia em que a mistura mudar ou para quem usa B100 ou combustivel puro, e mostra o CO2 biogenico numa linha destacada, fora do total de Escopo 1. Assim o inventario fica alinhado com o Programa Brasileiro GHG Protocol e com os fatores do MCTI, e a parte biogenica aparece de forma transparente em vez de sumir dentro do total ou de derrubar a conta pela metade. Para quem fecha o inventario inteiro, essa separacao alimenta direto a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial, que soma o Escopo 1 com o Escopo 2.
Cinco exemplos resolvidos de combustao
Exemplo 1: diesel B15 da frota
Comece pelo caso mais comum de uma operacao brasileira. Uma frota queima 10.000 L de diesel de bomba num mes, e o diesel de bomba e o B15, com 15 por cento de biodiesel ja preenchido. A ferramenta separa a mistura: a parte fossil rende cerca de 22,49 t de CO2 fossil, que entram no Escopo 1, e a parte de biodiesel rende cerca de 3,97 t de CO2 biogenico, reportado numa linha a parte fora do total. Somando o CH4 e o N2O da queima, o total de Escopo 1 fica em cerca de 22,58 tCO2e. A licao e que o diesel B da bomba nao e 100 por cento fossil: o biodiesel e biogenico, entao lancar o litro inteiro como fossil inflaria o seu Escopo 1 em quase 4 toneladas so neste exemplo. O CO2 biogenico continua a ser reportado, mas fora do total.
Exemplo 2: gasolina C E30
Agora pegue a gasolina comum, que no Brasil e a gasolina C, com 30 por cento de etanol anidro. Uma operacao queima 5.000 L de gasolina C, com a fracao biogenica de 30 por cento ja preenchida. A ferramenta separa: cerca de 7,83 t de CO2 fossil no Escopo 1 e cerca de 3,36 t de CO2 biogenico em linha separada, do etanol. Com o CH4 e o N2O, o Escopo 1 fica em cerca de 7,87 tCO2e. A licao e que a gasolina C carrega 30 por cento de etanol anidro biogenico desde agosto de 2025, uma fatia ainda maior que a do diesel, entao o erro de tratar a gasolina como combustivel puro pesa proporcionalmente mais. Repare que a parte biogenica, 3,36 t, e quase metade do tamanho da parte fossil, 7,83 t.
Exemplo 3: GLP nos fornos
Nem todo combustivel tem fracao biogenica. Um forno ou uma empilhadeira que queima 2.000 kg de GLP entra na conta como combustivel 100 por cento fossil, medido em quilos. Com o fator de CO2 de 63,1 kg por GJ e os fatores de CH4 e N2O, o total fica em cerca de 5,82 tCO2e, todo no Escopo 1, sem linha biogenica. A licao e que o GLP se mede em quilos, nao em litros, porque o fator de referencia e por energia e por massa: capturar litros como se fossem quilos, ou o contrario, e um erro classico que distorce o resultado. Aqui nao ha separacao biogenica a fazer, o combustivel e fossil por inteiro, e o total inteiro entra no Escopo 1.
Exemplo 4: biomassa e o CO2 biogenico
Leve o caso ao extremo com um combustivel totalmente biogenico. Uma caldeira queima 100 t de lenha no periodo. Pela regra, o CO2 da lenha e biogenico por inteiro: cerca de 174,72 t de CO2 biogenico, reportadas numa linha separada e fora do Escopo 1. O que entra no Escopo 1 e apenas o CH4 e o N2O da queima da biomassa, cerca de 2,96 tCO2e. A licao e que queimar lenha ou bagaco nao e zero: o CO2 e biogenico e sai do total, mas o metano e o oxido nitroso da combustao contam no Escopo 1. No Brasil, onde a biomassa e comum na industria e no agronegocio, a fracao biogenica costuma ser grande e precisa aparecer fora do total, e o CH4 e o N2O, embora pequenos, nao podem ser esquecidos.
Exemplo 5: AR5 frente a AR6
Por fim, veja o efeito do conjunto de GWP. Pegue de novo a frota de diesel e troque o conjunto de AR5 para AR6, o que muda o GWP do CH4 de 28 para 29,8 e o do N2O de 265 para 273. O total de Escopo 1 se move pouco, porque o CO2 domina a conta da combustao e o CO2 tem GWP 1 nos dois conjuntos; so a fatia de metano e oxido nitroso, ja pequena, muda de tamanho. A licao e declarar sempre qual conjunto de GWP voce usou, AR5 ou AR6, porque um auditor espera saber, mas nao se surpreender com o total: para combustao, a escolha entre AR5 e AR6 mexe pouco no resultado justamente porque o dioxido de carbono responde pela maior parte da emissao.
Tres dicas de especialista para a combustao
Separe o biogenico do fossil
O CO2 da biomassa, do etanol e do biodiesel e biogenico e vai para uma linha propria fora do Escopo 1, enquanto o CH4 e o N2O da mesma queima continuam no total. No Brasil, as misturas de bomba, o diesel B15 e a gasolina C E30, ja trazem uma fracao biogenica em cada litro, entao parte de todo combustivel que a sua frota abastece e biogenica antes mesmo de voce escolher usar renovavel. Preencha a fracao biogenica correta, deixe o CO2 biogenico visivel na linha separada e nao caia em nenhum dos dois erros: nem lancar o litro inteiro como fossil, que infla o total, nem descontar tudo e esquecer o metano e o oxido nitroso, que ficam de fora indevidamente.
Case o tipo de fonte e o GWP
Use os fatores estacionarios para as caldeiras, os fornos e os geradores, e os fatores moveis para a frota, porque o CH4 e o N2O de um motor de veiculo sao diferentes dos de um queimador parado, e o N2O movel costuma ser maior e depende da tecnologia do motor e do controle de emissao. Troque a fonte no seletor conforme o equipamento, em vez de aplicar um so conjunto de fatores a tudo. E declare qual conjunto de GWP voce adotou, AR5 ou AR6, para o inventario ficar reproduzivel, mesmo que, na combustao, a diferenca entre os dois seja pequena porque o CO2 domina.
Use fatores nacionais e poderes calorificos reais
No Brasil, os fatores vem do Programa Brasileiro GHG Protocol e do MCTI; no Mexico, do INECC e do RENE; nos Estados Unidos, do EPA. Um numero generico por litro esconde a diferenca entre o seu combustivel e o de outro pais, e o poder calorifico varia com a qualidade e a origem. Sempre que puder, use o poder calorifico do seu proprio combustivel e o fator da sua jurisdicao, e confirme o percentual de biodiesel ou etanol vigente, que muda por regulacao. Deixar o fator e o poder calorifico a vista, com a fonte anotada, e o que torna a conta defensavel diante de uma auditoria.
O que e o Escopo 1
O GHG Protocol organiza as emissoes de uma empresa em tres escopos, e o Escopo 1 e a fatia das emissoes diretas, as que saem de fontes que a empresa possui ou controla. A maior parte do Escopo 1 vem da combustao de combustivel: o diesel queimado na frota, o gas natural das caldeiras, o GLP dos fornos, a lenha e o bagaco dos geradores de vapor. Sempre que a sua operacao acende uma chama ou liga um motor movido a combustivel, a emissao daquela queima e Escopo 1. Isso separa o Escopo 1 do Escopo 2, as emissoes indiretas da eletricidade comprada da rede, que acontecem na usina e nao nas suas instalacoes, e do Escopo 3, as demais emissoes indiretas da cadeia de valor.
O Escopo 1 e onde a empresa tem controle direto, o que o torna tanto o mais mensuravel quanto o mais acionavel. O dado de atividade esta nas notas de combustivel e nos registros de abastecimento: quantos litros de diesel, quantos metros cubicos de gas, quantas toneladas de lenha. O que falta e converter cada quantidade em energia e aplicar os fatores certos, separando o fossil do biogenico e o estacionario do movel. Por ser o escopo sob controle direto, ele costuma ser o alvo das primeiras metas de reducao: trocar oleo combustivel por gas, eletrificar a frota, melhorar a eficiencia termica de um forno. Esta ferramenta detalha exatamente essa parte, combustivel a combustivel, e o resultado dela alimenta o inventario de Escopo 1 e 2 que a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial fecha.
Combustao estacionaria frente a movel
A combustao se divide em duas categorias, e a diferenca muda os fatores de CH4 e N2O. A combustao estacionaria acontece em equipamentos parados: as caldeiras, os fornos, os secadores, os geradores fixos, os queimadores de processo. A combustao movel acontece nos veiculos e maquinas que se deslocam: os caminhoes, os carros, os tratores, as empilhadeiras. O CO2 por energia e praticamente o mesmo nas duas, porque depende do carbono do combustivel, mas o metano e o oxido nitroso nao: um motor de combustao interna, com sua queima ciclica e seus dispositivos de controle, emite CH4 e N2O em proporcoes diferentes das de um queimador continuo de caldeira.
Na pratica, o N2O movel costuma ser maior que o estacionario, e depende da tecnologia do motor e do sistema de tratamento dos gases de escape, como o catalisador. Por isso a ferramenta pede que voce escolha a fonte, estacionaria ou movel, antes de aplicar os fatores: usar os fatores de uma caldeira para calcular a frota subestimaria o metano e o oxido nitroso do veiculo, e o contrario os superestimaria. Para uma operacao que tem os dois, o caminho e listar os combustiveis das caldeiras com a fonte estacionaria e os combustiveis da frota com a fonte movel, cada grupo com o seu conjunto de fatores. O CO2, que domina o total, quase nao muda entre os dois, mas a separacao mantem a parcela de CH4 e N2O correta, que e o que um inventario cuidadoso exige.
O fator de emissao e de onde ele vem
O fator de emissao mede quanto de cada gas a queima libera por unidade de energia, em kg por GJ. Ele depende da composicao quimica do combustivel: quanto carbono ele carrega por unidade de energia define o fator de CO2, e a forma como ele queima define os fatores de CH4 e N2O. Por isso cada combustivel tem os seus. Em kg de CO2 por GJ, os valores de referencia sao gas natural 56,1, GLP ou propano 63,1, gasolina 69,3, diesel 74,1, oleo combustivel 77,4, coque de petroleo 97,5, carvao betuminoso cerca de 88,4, biomassa ou lenha 112 (biogenico) e etanol 71,4 (biogenico). Os fatores de CH4 e N2O, em kg por GJ, sao menores e dependem da fonte: para o gas natural estacionario, cerca de 0,001 e 0,0001; para os combustiveis de petroleo estacionarios, cerca de 0,003 e 0,0006; para o carvao, cerca de 0,011 e 0,0016; para a biomassa, cerca de 0,03 e 0,004. Na combustao movel, esses fatores sao maiores e variam com a tecnologia.
Esses fatores tem fonte nacional. No Brasil, os fatores e os poderes calorificos vem do Programa Brasileiro GHG Protocol e do MCTI, com o diesel de bomba em torno de 2,6 kg de CO2 por litro e a gasolina A em torno de 2,2 kg de CO2 por litro antes da separacao biogenica das misturas B15 e E30. No Mexico, os fatores seguem o Acuerdo do INECC e do IMP e alimentam o RENE, com poderes calorificos da CONUEE. Nos Estados Unidos, o EPA publica os equivalentes por unidade em base HHV. A ferramenta ja traz um padrao para cada combustivel, mas o valor fica a vista e editavel de proposito: para um inventario formal, use o fator oficial da sua jurisdicao e o poder calorifico do seu proprio combustivel, e anote a fonte e o ano. Manter o fator mostrado e o que separa um Escopo 1 defensavel de um numero solto que ninguem consegue reproduzir. Para os temas de energia e eficiencia que cercam esse consumo de combustivel, o hub de Gestao Energetica reune as ferramentas do lado da demanda.
CO2, CH4 e N2O e o CO2 equivalente
A combustao nao emite so dioxido de carbono. Alem do CO2, ela gera metano (CH4) e oxido nitroso (N2O), dois gases que saem em quantidades pequenas mas aquecem muito mais que o CO2 por quilo. Para somar os tres num unico numero, o inventario converte o metano e o oxido nitroso em CO2 equivalente, multiplicando a massa de cada um pelo seu potencial de aquecimento global, o GWP, que mede quantas vezes mais aquele gas aquece o planeta em relacao ao CO2 num horizonte de tempo. O CO2e total e a soma do CO2 mais o CH4 e o N2O ja convertidos.
Os valores de GWP mudam conforme o relatorio do IPCC que voce adota. No AR5, o metano vale 28 e o oxido nitroso vale 265; no AR6, o metano vale 29,8 e o oxido nitroso vale 273. A ferramenta deixa voce escolher o conjunto, porque diferentes programas de reporte exigem versoes diferentes, e um inventario deve declarar qual usou. Para a combustao, porem, a escolha entre AR5 e AR6 mexe pouco no total, porque o CO2 responde pela maior parte da emissao e o CO2 tem GWP 1 nos dois conjuntos. O metano e o oxido nitroso, embora tenham GWP alto, saem em massa pequena na queima, entao a sua fatia do total e limitada. Onde o GWP realmente pesa e em processos com muito metano ou oxido nitroso; na combustao de combustivel, ele e um ajuste fino sobre um total dominado pelo dioxido de carbono.
CO2 biogenico e combustiveis misturados
O carbono biogenico e o que vem de material vegetal recente: a lenha, o bagaco, o etanol da cana, o biodiesel de oleos vegetais. Quando esse material queima, o CO2 que ele libera e considerado parte de um ciclo curto, porque a planta absorveu esse mesmo carbono da atmosfera pouco antes de ser colhida. Por isso o GHG Protocol pede que o CO2 biogenico seja reportado numa linha separada, fora do total de Escopo 1, em vez de somado como o CO2 fossil, que libera carbono guardado no subsolo por milhoes de anos. A separacao nao apaga o CO2 biogenico do relatorio; ela o coloca numa conta propria, para que a comparacao entre fossil e biogenico fique visivel.
Os combustiveis misturados sao onde isso mais importa no Brasil. O diesel B15 e 85 por cento fossil e 15 por cento biodiesel, entao 15 por cento do CO2 daquele litro e biogenico. A gasolina C E30 e 70 por cento fossil e 30 por cento etanol anidro, entao 30 por cento do CO2 e biogenico. Um combustivel puro, como o GLP fossil, nao tem fracao biogenica; a lenha e o etanol puro sao biogenicos por inteiro. O ponto que muitas contas erram e que, mesmo separando o CO2 biogenico do total, o CH4 e o N2O da queima biogenica continuam no Escopo 1, porque sao produtos da combustao e nao fazem parte do ciclo curto do carbono. A regra completa e clara: carve o CO2 biogenico para fora do total, mas mantenha o metano e o oxido nitroso dentro. A ferramenta aplica esse corte automaticamente pela fracao biogenica que voce informa, ja preenchida para as misturas de bomba brasileiras.
Unidades e poderes calorificos
O poder calorifico e a ponte entre a quantidade de combustivel e a energia, e acertar a unidade e a primeira fonte de erro numa conta de combustao. Combustiveis liquidos se medem em litros ou galoes, gasosos em metros cubicos ou pes cubicos, e solidos e o GLP em quilos ou toneladas. Cada um tem um poder calorifico proprio, em GJ por unidade, que converte a quantidade em energia antes de aplicar os fatores. Um erro classico e capturar o GLP em litros quando o fator e por quilo, ou trocar metros cubicos por outra unidade de volume de gas: a diferenca de densidade e conteudo energetico distorce o resultado, as vezes em quase o dobro.
Por isso a ferramenta mostra o poder calorifico e o fator ao lado de cada combustivel, e os deixa editaveis. O poder calorifico varia com a qualidade, a origem e a norma usada, e a distincao entre poder calorifico inferior e superior tambem muda o numero. Para uma estimativa de gestao, os padroes da ferramenta dao a ordem de grandeza certa; para um inventario formal, use o poder calorifico do seu proprio combustivel, tirado da ficha do fornecedor ou da medicao, e o fator da sua jurisdicao. Casar a unidade que voce digita com a unidade do fator e do poder calorifico e o cuidado que evita o erro mais comum, e deixar os dois valores a vista e o que torna a conta reproduzivel e auditavel.
Do combustivel a pegada completa
O Escopo 1 que esta ferramenta calcula e uma fatia do inventario, nao o inventario inteiro. A pegada completa de uma empresa soma o Escopo 1, a combustao direta de combustivel nas instalacoes e na frota, com o Escopo 2, a eletricidade comprada da rede, e o Escopo 3, o resto da cadeia de valor. A divisao entre o Escopo 1 e o Escopo 2 depende muito da matriz eletrica local: numa rede fossil, o Escopo 2 costuma dominar, e a alavanca de reducao esta na eletricidade; numa rede limpa como a do Brasil, dominada por hidreletricas, o Escopo 2 e pequeno e o Escopo 1 passa a dominar, e a alavanca vira para o combustivel. Por isso, no Brasil, dimensionar bem o Escopo 1 da combustao e ainda mais importante: e onde estao as maiores reducoes possiveis.
A partir desta calculadora de Escopo 1, o caminho natural e fechar o inventario completo. A Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial soma o Escopo 1 e o Escopo 2 num total unico e mostra a divisao entre eles; a Calculadora de CO2e de Eletricidade detalha o lado do Escopo 2, o kWh comprado da rede; e a Intensidade de Carbono normaliza esse total por unidade de negocio, como tCO2e por tonelada de produto ou por milhao de reais de receita, para comparar anos e plantas de forma justa. Dessas, a Pegada de Carbono Empresarial e a CO2e de Eletricidade ja estao no ar; a Intensidade de Carbono e a Taxa de Reciclagem de residuos ainda estao em construcao e por isso aparecem aqui apenas como referencia, sem link. Esta calculadora de CO2e por combustao e a peca de Escopo 1 desse conjunto, e o numero que ela produz entra direto no inventario que as outras completam.
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A Calculadora de CO2e por Combustao e a ferramenta de Escopo 1 do silo de Conformidade ESG: ela detalha combustivel a combustivel a queima direta que a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial, ja no ar, fecha somando o Escopo 1 e o Escopo 2. A Calculadora de CO2e de Eletricidade, tambem no ar, cuida do lado do Escopo 2, a eletricidade comprada da rede. As demais calculadoras do silo, a Intensidade de Carbono, que normaliza o total por unidade de negocio, e a Taxa de Reciclagem de residuos, ainda estao em construcao e por isso aparecem aqui apenas como referencia, sem link. Enquanto elas nao entram no ar, volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, ou explore o hub de Gestao Energetica, tambem no ar, para os temas de combustivel, energia e eficiencia que cercam o Escopo 1.
Perguntas frequentes sobre a combustao de combustiveis
Como se calcula a emissao de CO2e de um combustivel?
A quantidade de combustivel vira energia em gigajoules pelo poder calorifico, e sobre essa energia entram tres fatores. O CO2 e a energia vezes o fator de CO2 em kg por GJ; o CH4 e o N2O sao a energia vezes os fatores deles, convertidos para CO2e pelo GWP. O CO2e de Escopo 1 e a soma do CO2 fossil mais o CH4 vezes o seu GWP mais o N2O vezes o seu GWP. Por exemplo, 2.000 kg de GLP com fator de 63,1 kg por GJ dao cerca de 5,82 tCO2e. O CO2 do biocombustivel e da biomassa e biogenico e fica numa linha separada, fora do total, mas o CH4 e o N2O dessa queima contam no Escopo 1. Os fatores ficam a vista e editaveis para a conta ser transparente.
O diesel de bomba no Brasil e 100 por cento fossil?
Nao. Desde 1 de agosto de 2025, o diesel vendido no Brasil e o B15, com 15 por cento de biodiesel. Esse biodiesel e um biocombustivel, entao 15 por cento do CO2 daquele litro e biogenico e vai para uma linha separada, fora do total de Escopo 1. Por exemplo, 10.000 L de diesel B15 dao cerca de 22,49 t de CO2 fossil no Escopo 1 e cerca de 3,97 t de CO2 biogenico reportado a parte, com o total de Escopo 1 em cerca de 22,58 tCO2e somando o CH4 e o N2O. Lancar o litro inteiro como fossil inflaria o seu Escopo 1. A ferramenta ja abre com a fracao de 15 por cento preenchida no campo de diesel.
E a gasolina, quanto dela e biogenico?
A gasolina comum no Brasil e a gasolina C, com 30 por cento de etanol anidro desde agosto de 2025. Esse etanol e biogenico, entao 30 por cento do CO2 de cada litro sai do total de Escopo 1 e vai para a linha de CO2 biogenico. Por exemplo, 5.000 L de gasolina C E30 dao cerca de 7,83 t de CO2 fossil no Escopo 1 e cerca de 3,36 t de CO2 biogenico separado, com o Escopo 1 em cerca de 7,87 tCO2e. A fracao biogenica da gasolina, 30 por cento, e ainda maior que a do diesel, entao o erro de tratar a gasolina como combustivel puro pesa proporcionalmente mais. A ferramenta ja traz a fracao de 30 por cento preenchida.
O que e CO2 biogenico e por que fica fora do total?
O CO2 biogenico e o que vem de material vegetal recente, como a lenha, o bagaco, o etanol e o biodiesel. Quando esse material queima, o carbono liberado foi absorvido da atmosfera pela planta pouco antes, num ciclo curto, entao o GHG Protocol pede que esse CO2 seja reportado numa linha separada, fora do total de Escopo 1, em vez de somado como o CO2 fossil, que libera carbono guardado no subsolo ha milhoes de anos. A separacao nao apaga o CO2 biogenico do relatorio; ela o coloca numa conta propria para que a comparacao fique transparente. Importante: mesmo com o CO2 biogenico separado, o CH4 e o N2O da queima continuam no Escopo 1, porque sao produtos da combustao e nao fazem parte do ciclo curto.
Queimar biomassa conta como emissao zero?
Nao. O CO2 da biomassa e biogenico e fica fora do total de Escopo 1, mas o CH4 e o N2O da queima continuam no Escopo 1. Por exemplo, 100 t de lenha dao cerca de 174,72 t de CO2 biogenico reportado a parte, e o Escopo 1 e apenas o CH4 e o N2O, cerca de 2,96 tCO2e. Ou seja, a lenha nao e zero: o dioxido de carbono sai do total por ser biogenico, mas o metano e o oxido nitroso da combustao pesam no Escopo 1. No Brasil, onde a biomassa e comum na industria e no agronegocio, essa fracao biogenica costuma ser grande e precisa aparecer fora do total, sem esquecer os outros gases.
Qual e a diferenca entre combustao estacionaria e movel?
A combustao estacionaria acontece em equipamentos parados, como caldeiras, fornos e geradores fixos; a movel acontece em veiculos e maquinas que se deslocam, como caminhoes, tratores e empilhadeiras. O fator de CO2 e praticamente o mesmo nos dois, porque depende do carbono do combustivel, mas os fatores de CH4 e N2O nao: um motor de combustao interna emite metano e oxido nitroso em proporcoes diferentes das de um queimador continuo, e o N2O movel costuma ser maior e depende da tecnologia do motor. Por isso a ferramenta pede que voce escolha a fonte antes de aplicar os fatores. Liste os combustiveis das caldeiras como estacionarios e os da frota como moveis, cada grupo com o seu conjunto de fatores.
O que e o Escopo 1?
O Escopo 1 sao as emissoes diretas das fontes que a empresa possui ou controla, e a maior parte vem da combustao de combustivel: o diesel da frota, o gas das caldeiras, o GLP dos fornos, a lenha dos geradores. Sempre que a operacao acende uma chama ou liga um motor movido a combustivel, a emissao daquela queima e Escopo 1. Isso separa o Escopo 1 do Escopo 2, as emissoes indiretas da eletricidade comprada, que acontecem na usina, e do Escopo 3, o resto da cadeia de valor. Por ser o escopo sob controle direto, ele costuma ser o alvo das primeiras metas de reducao. Esta ferramenta detalha exatamente essa parte, combustivel a combustivel.
Como o AR5 e o AR6 mudam o resultado?
O AR5 e o AR6 sao conjuntos de GWP diferentes: no AR5, o metano vale 28 e o oxido nitroso vale 265; no AR6, o metano vale 29,8 e o oxido nitroso vale 273. Eles convertem o CH4 e o N2O em CO2 equivalente. Para a combustao, a troca entre os dois mexe pouco no total, porque o CO2 domina a conta e tem GWP 1 nos dois conjuntos; so a fatia ja pequena de metano e oxido nitroso muda de tamanho. Ainda assim, declare qual conjunto usou, porque diferentes programas de reporte exigem versoes diferentes e um auditor espera saber. A ferramenta deixa voce escolher AR5 ou AR6 no seletor.
Por que o GLP se mede em quilos e nao em litros?
Porque o fator de emissao de referencia do GLP e por energia e por massa, 63,1 kg de CO2 por GJ, e o poder calorifico dele e dado por quilo. Capturar litros como se fossem quilos, ou o contrario, distorce o resultado, porque a densidade do GLP e cerca de 0,54 kg por litro: um litro nao equivale a um quilo. Por exemplo, 2.000 kg de GLP dao cerca de 5,82 tCO2e. Se voce so tem o volume em litros, converta para quilos pela densidade antes de lancar, ou use o campo da ferramenta que ja espera a unidade certa. Casar a unidade que voce digita com a unidade do fator e do poder calorifico e o cuidado que evita o erro mais comum de GLP.
Que fatores devo usar para uma empresa no Brasil?
Use os fatores e os poderes calorificos do Programa Brasileiro GHG Protocol e do MCTI, com o diesel de bomba em torno de 2,6 kg de CO2 por litro e a gasolina A em torno de 2,2 kg de CO2 por litro antes da separacao biogenica, e confirme o percentual de biodiesel e etanol vigente, hoje B15 e E30. A ferramenta ja abre com esses padroes e as fracoes de bomba preenchidas, e os valores ficam editaveis para voce ajustar ao seu combustivel e ao seu ano. Para uma divulgacao formal, pegue o fator oficial da sua jurisdicao e o poder calorifico do seu proprio combustivel, tirado da ficha do fornecedor, e anote a fonte. No Brasil, o Escopo 1 da combustao costuma dominar a pegada por causa da rede eletrica limpa.
Como converto a quantidade de combustivel em energia?
Multiplicando pelo poder calorifico, o conteudo energetico por unidade, que converte litros, metros cubicos ou quilos em gigajoules. Essa etapa e o que permite somar combustiveis diferentes numa mesma base, porque cada um carrega uma energia distinta por unidade. Depois de convertida a energia, entram os fatores de CO2, CH4 e N2O, todos em kg por GJ. A ferramenta faz essa conversao para voce, mostrando o poder calorifico e o fator ao lado de cada combustivel, e deixa os dois editaveis. Para um inventario formal, use o poder calorifico do seu proprio combustivel e cuide da distincao entre poder calorifico inferior e superior, que tambem muda o numero.
Por que a combustao emite CH4 e N2O, alem de CO2?
Porque a combustao nunca e perfeita. Alem do dioxido de carbono, ela gera metano, de queima incompleta, e oxido nitroso, formado a partir do nitrogenio no processo de queima. Os dois saem em quantidades pequenas, mas aquecem muito mais que o CO2 por quilo, entao o inventario os converte para CO2 equivalente pelo GWP e os soma ao total. Na combustao, porem, a fatia de CH4 e N2O e limitada, porque o CO2 responde pela maior parte da emissao. Onde eles mais pesam e na combustao movel, onde o N2O e maior e depende da tecnologia do motor, motivo pelo qual a ferramenta separa os fatores de fonte estacionaria e movel.
O que e tCO2e?
tCO2e e tonelada de CO2 equivalente, a unidade padrao para somar gases de efeito estufa diferentes numa mesma escala. Cada gas tem um potencial de aquecimento global proprio, e o CO2 equivalente converte todos para a quantidade de CO2 que teria o mesmo efeito, o que permite somar dioxido de carbono, metano e oxido nitroso num unico numero. O Escopo 1 da combustao desta ferramenta e expresso em tCO2e: o CO2 fossil mais o CH4 e o N2O ja convertidos pelo GWP, dividido por 1000 para chegar a toneladas. O CO2 biogenico e reportado a parte, tambem em tCO2e, fora do total. E a unidade que as metas de reducao, os relatorios de divulgacao e os inventarios usam.
Como esta ferramenta se conecta com as outras do silo ESG?
Esta e a calculadora de Escopo 1 do silo de Conformidade ESG: ela detalha combustivel a combustivel a queima direta que a Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial, ja no ar, fecha somando o Escopo 1 e o Escopo 2. A Calculadora de CO2e de Eletricidade, tambem no ar, cuida do lado do Escopo 2, a eletricidade comprada da rede. A Intensidade de Carbono vai normalizar o total por unidade de produto ou de receita, e a Taxa de Reciclagem de residuos cobre outra frente do silo; as duas ainda estao em construcao. Enquanto isso, volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, ou explore o hub de Gestao Energetica para os temas de combustivel e eficiencia.
Esta calculadora serve para reporte regulatorio?
Ela e uma estimativa de gestao, util para entender a sua pegada de Escopo 1, comparar cenarios e preparar um inventario, mas um reporte regulatorio formal exige os fatores nacionais oficiais, os poderes calorificos do seu proprio combustivel e, muitas vezes, validacao por um analista qualificado. Para uma divulgacao formal, troque os padroes pelos fatores oficiais da sua jurisdicao, confirme o percentual de biodiesel e etanol vigente, decida como separar o biogenico e valide os numeros antes de divulgar. Use esta ferramenta para dimensionar o Escopo 1 combustivel a combustivel e ver o peso da separacao biogenica, e confirme os valores com as fontes oficiais para um inventario formal.
Esta calculadora e gratuita e guarda meus dados?
Sim, a ferramenta e gratuita e sem cadastro, e todo o calculo acontece no seu navegador. As quantidades de combustivel e os fatores que voce digita nunca sao enviados a um servidor, armazenados ou compartilhados. Voce ainda pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. Esta calculadora serve para estudo, planejamento e para preparar um inventario de Escopo 1; ela e uma estimativa de gestao, entao confirme as decisoes importantes e a divulgacao formal com os fatores nacionais oficiais e um analista qualificado. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD, e os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados.
Fontes, aviso legal e transparencia editorial
As formulas usadas aqui seguem o GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard, com os fatores de emissao e os poderes calorificos das fontes nacionais. A emissao de um combustivel e a quantidade convertida em energia (GJ) pelo poder calorifico, vezes o fator de CO2 em kg por GJ para o dioxido de carbono, mais o CH4 e o N2O vezes os seus fatores e convertidos por GWP (AR5: CH4 28, N2O 265; AR6: CH4 29,8, N2O 273). O CO2 do biocombustivel e da biomassa e biogenico e reportado numa linha separada fora do total, enquanto o CH4 e o N2O dessa queima contam no Escopo 1. Os fatores de CO2 de referencia, em kg por GJ, sao gas natural 56,1, GLP 63,1, gasolina 69,3, diesel 74,1, oleo combustivel 77,4, coque de petroleo 97,5, carvao cerca de 88,4, biomassa 112 (biogenico) e etanol 71,4 (biogenico). No Brasil, os fatores e poderes calorificos vem do Programa Brasileiro GHG Protocol e do MCTI, com o diesel de bomba B15 (15 por cento de biodiesel) e a gasolina C E30 (30 por cento de etanol anidro), ambos em vigor desde 1 de agosto de 2025. Esta calculadora e este guia sao criados e revisados pela equipe da OpsCalculators; veja a nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.
Os resultados sao estimativas para planejamento e educacao, e nao um inventario regulatorio validado. Esta ferramenta e uma estimativa de gestao: para uma divulgacao formal, troque os padroes pelos fatores nacionais oficiais do ano correto, confirme o percentual de biodiesel e etanol vigente, use o poder calorifico do seu proprio combustivel e valide os numeros com um analista qualificado. Como esta e a calculadora de Escopo 1 do silo, use-a para dimensionar a combustao combustivel a combustivel e ver o peso da separacao biogenica, e volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, feche o inventario de Escopo 1 e 2 na Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial, detalhe o Escopo 2 na Calculadora de CO2e de Eletricidade, ou explore o hub de Gestao Energetica para os temas de combustivel e eficiencia. Veja o nosso Aviso Legal completo. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD. Os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados; veja a nossa Politica de Privacidade.