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Conformidade ESG

Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial (Escopo 1 e 2, GHG Protocol)

A pegada de carbono empresarial mede quanto gas de efeito estufa a sua operacao emite em um ano, somando o Escopo 1, a combustao direta de combustiveis nas suas instalacoes e na sua frota, e o Escopo 2, as emissoes da rede pela eletricidade que voce compra. Esta calculadora faz essa conta de ponta a ponta e mostra o trabalho. Voce lista os combustiveis do Escopo 1 (gas natural, diesel, gasolina, GLP, oleo combustivel), cada um com a sua quantidade, a sua unidade e o seu fator de emissao editavel, informa o consumo de eletricidade em kWh e escolhe o fator da rede do seu pais, e a ferramenta devolve a pegada total em tCO2e, os subtotais de Escopo 1 e Escopo 2, a parcela biogenica reportada a parte e um grafico de rosca com a divisao entre os dois escopos. Ela abre com uma planta de exemplo ja resolvida para voce ver o metodo funcionando antes de digitar o seu proprio dado. Tudo acontece no seu navegador, na hora, sem cadastro, e os fatores ficam a vista e editaveis para o calculo ser transparente e defensavel.

O que separa esta ferramenta de um formulario simples de CO2 e a fidelidade ao GHG Protocol e o cuidado com os fatores. Os fatores de emissao vem do EPA GHG Emission Factors Hub 2024 e do DEFRA 2024, ficam mostrados por linha e podem ser trocados pelos fatores nacionais do seu pais. O fator da rede muda por regiao e por ano, e a diferenca e enorme: a media dos Estados Unidos fica perto de 0,350 kg CO2e por kWh, o FE-SEN do Mexico fica em 0,444, e o SIN do Brasil, por causa da matriz hidrica, fica em torno de 0,0385, quase dez vezes menor. Essa diferenca inverte de que lado esta a maior parte da pegada, e a ferramenta deixa isso visivel. Ela ainda separa o metodo baseado em localizacao do baseado em mercado, para creditar a energia renovavel que voce compra por certificados I-REC ou contrato verde, e trata a fracao biogenica dos combustiveis com mistura obrigatoria, como o diesel B e a gasolina C do Brasil, reportando o carbono biogenico em uma linha separada do total fossil, do jeito que o GHG Protocol exige. Esta e a ferramenta ancora do silo de Conformidade ESG: ela produz o inventario de base que as outras calculadoras de CO2e por eletricidade, de CO2e por combustao e de intensidade de carbono vao detalhar.

Em resumo: a pegada de carbono empresarial e a soma do Escopo 1 mais o Escopo 2. O Escopo 1 e a combustao direta e vale a soma, sobre todos os combustiveis, de quantidade vezes a fracao fossil vezes o fator de emissao, onde o fator esta em kg CO2e por unidade. O Escopo 2 e a eletricidade comprada: pelo metodo baseado em localizacao e kWh vezes o fator da rede, e pelo metodo baseado em mercado e kWh vezes (1 menos a fracao renovavel) vezes o fator da rede. A pegada total em tCO2e e (Escopo 1 em kg mais Escopo 2 em kg) dividido por 1000. No exemplo padrao da ferramenta, o Escopo 1 e gas natural 10.000 m3 (vezes 2,02 = 20,20 t) mais diesel 5.000 L (vezes 2,68 = 13,40 t) mais gasolina 3.000 L (vezes 2,31 = 6,93 t) mais GLP 2.000 L (vezes 1,51 = 3,02 t), o que da 43,55 tCO2e. Com 500.000 kWh de eletricidade, o total depende da rede: na media dos Estados Unidos (0,350) o Escopo 2 e 175,00 t e o total e 218,55 tCO2e; no FE-SEN do Mexico (0,444) o Escopo 2 e 222,00 t e o total e 265,55 tCO2e; no SIN do Brasil (0,0385) o Escopo 2 e apenas 19,25 t e o total cai para 62,80 tCO2e. Repare no efeito do Brasil: a mesma eletricidade quase desaparece do total, e o Escopo 1 passa a dominar a pegada. Os fatores sao editaveis e mostrados; para o diesel B (B15 = 85 por cento fossil) e a gasolina C (E30 = 70 por cento fossil), ajuste a fracao fossil para separar a parcela biogenica.

Escopo 1 – combustao de combustiveis

CombustivelQuantidadeUnidadeFator% fossil

Escopo 2 – eletricidade comprada

pegada de carbono total

62,80tCO2e

Escopo 1 (combustivel)
43,55
Escopo 2 (eletricidade)
19,25

GHG Protocol Escopo 1 mais Escopo 2. O Escopo 1 e a combustao direta de combustiveis e o Escopo 2 sao as emissoes da rede pela eletricidade comprada. Os fatores sao editaveis e mostrados por linha; para diesel B e gasolina C, ajuste a fracao fossil (B15 = 85, E30 = 70) para separar o biogenico.

O que a ferramenta calcula

A calculadora monta o inventario de gases de efeito estufa da sua empresa nos dois escopos que quase toda organizacao consegue medir a partir das proprias contas: o Escopo 1, a combustao direta de combustiveis que voce mesmo queima, e o Escopo 2, a eletricidade que voce compra da rede. Voce lista cada combustivel do Escopo 1 com a sua quantidade e a sua unidade, confere ou ajusta o fator de emissao que a ferramenta ja preenche, e informa a fracao fossil quando o combustivel tem mistura de biocombustivel. Do lado do Escopo 2, voce digita o consumo de eletricidade em kWh, escolhe a regiao da rede, que preenche o fator correspondente, e decide entre o metodo baseado em localizacao e o baseado em mercado. A ferramenta emparelha cada entrada com o seu fator, soma tudo e devolve a pegada total em toneladas de CO2 equivalente.

Alem do numero de cabecalho, a calculadora entrega tres coisas que um formulario simples nao da. Ela separa os subtotais de Escopo 1 e Escopo 2, para voce ver de que lado esta a maior parte da pegada, o que muda tudo na hora de decidir onde cortar. Ela reporta o carbono biogenico em uma linha propria sempre que voce marca um combustivel abaixo de 100 por cento fossil, mantendo essa parcela fora do total fossil como o GHG Protocol pede. E ela desenha um grafico de rosca com a divisao entre os dois escopos, para a leitura ser imediata. Tudo isso acontece no seu navegador, sem enviar nada a servidor nenhum, e voce pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. Os fatores ficam sempre a vista e editaveis, porque uma pegada so e defensavel quando os fatores estao mostrados, sourced e casados com os seus combustiveis e a sua regiao.

Como funciona: as formulas da pegada de carbono

O Escopo 1, a combustao direta de combustiveis, e a soma, sobre todos os combustiveis da lista, de quantidade vezes a fracao fossil vezes o fator de emissao. Os fatores de emissao estao em kg CO2e por unidade, e a ferramenta ja traz os padroes do EPA GHG Emission Factors Hub 2024 e do DEFRA 2024, mostrados e editaveis por linha. Os fatores de referencia, em kg CO2e por unidade, sao: gas natural 2,02 por m3 (5,306 por therm), diesel 2,68 por L (10,21 por galao), gasolina 2,31 por L (8,78 por galao), propano ou GLP 1,51 por L (5,72 por galao, 2,94 por kg) e oleo combustivel 2,68 por L. A fracao fossil e 100 por cento para um combustivel puro; para um combustivel com mistura de biocombustivel, ela e menor, e a parte restante e biogenica.

O Escopo 2, a eletricidade comprada, tem dois metodos. Pelo metodo baseado em localizacao, o Escopo 2 e a eletricidade em kWh vezes o fator de emissao da rede. Os fatores de rede variam muito por pais: a media dos Estados Unidos e cerca de 0,350, o FE-SEN do Mexico e 0,444 (2024) e o SIN do Brasil e cerca de 0,0385, uma rede limpa de matriz hidrica, todos em kg CO2e por kWh. Pelo metodo baseado em mercado, o Escopo 2 e a eletricidade em kWh vezes (1 menos a fracao renovavel) vezes o fator da rede, onde a fracao renovavel e a parte coberta por RECs, I-REC ou um contrato verde. O GHG Protocol pede que voce reporte os dois, o baseado em localizacao e o baseado em mercado, lado a lado.

A pegada total em tCO2e e (Escopo 1 em kg mais Escopo 2 em kg) dividido por 1000. A divisao entre Escopo 1 e Escopo 2 mostra onde as emissoes estao concentradas, e essa divisao depende fortemente do fator da rede: numa rede fossil, o Escopo 2 costuma dominar; numa rede limpa como a do Brasil, o Escopo 1 passa a ser a maior parte. O carbono biogenico entra quando um combustivel carrega uma fracao de biocombustivel: por exemplo, o diesel B15 do Brasil e 85 por cento fossil e a gasolina C E30 e 70 por cento fossil. Voce informa a fracao fossil, e a parte biogenica e reportada em separado, mantida fora do total fossil, seguindo o GHG Protocol. Os padroes de referencia sao o GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard mais a Scope 2 Guidance, a ISO 14064-1 e os fatores nacionais (EPA, DEFRA, FE-SEN do Mexico, SIN do Brasil). Esta ferramenta e uma estimativa de gestao; um inventario regulatorio formal deve usar os fatores nacionais oficiais.

A matriz do Brasil inverte a pegada

Vale destacar um ponto que muda a estrategia de toda empresa que opera no Brasil. O fator da rede do SIN, o Sistema Interligado Nacional, publicado pelo MCTI atraves do SIRENE, gira em torno de 0,0385 kg CO2e por kWh, um valor muito baixo porque a matriz eletrica brasileira e dominada por hidreletricas e outras fontes limpas. Compare com a media dos Estados Unidos, 0,350, ou com o FE-SEN do Mexico, 0,444: a rede brasileira emite quase dez vezes menos por kWh. A consequencia pratica e direta: no Brasil, o Escopo 2 quase desaparece do total, e o Escopo 1, a queima direta de combustiveis nas caldeiras, nos fornos e na frota, passa a dominar a pegada. Enquanto uma empresa numa rede fossil corta emissoes trocando de fornecedor de energia ou comprando renovavel, a mesma empresa no Brasil ganha muito mais cortando o consumo de combustivel: eletrificar a frota, trocar o oleo combustivel por gas, melhorar a eficiencia termica. A alavanca muda de lado por causa da matriz, e ignorar isso leva a investir esforco no escopo errado.

O Brasil traz um segundo detalhe que a ferramenta trata: a mistura obrigatoria de biocombustivel nos combustiveis de estrada. O diesel vendido no pais e o diesel B, com uma fracao de biodiesel; na mistura B15 ele e 85 por cento fossil. A gasolina vendida e a gasolina C, com etanol anidro; desde agosto de 2025 a mistura E30 a deixa em 70 por cento fossil. A parte biogenica dessa queima, o CO2 que vem do biodiesel e do etanol, e reportada a parte, separada do total fossil, porque o carbono biogenico segue uma regra de contabilizacao diferente no GHG Protocol. Para um inventario correto no Brasil, voce ajusta a fracao fossil de cada combustivel misturado (85 para o diesel B15, 70 para a gasolina C E30) e le a linha biogenica separadamente. O Programa Brasileiro GHG Protocol, a adaptacao nacional do padrao, orienta essa pratica, e a calculadora ja e construida para respeita-la.

Cinco exemplos resolvidos de pegada de carbono

Exemplo 1: a planta padrao, escopo por escopo

A planta de exemplo da ferramenta, por combustivel do Escopo 1: gas natural 10.000 m3 dao 20,20 t, diesel 5.000 L dao 13,40 t, gasolina 3.000 L dao 6,93 t e GLP 2.000 L dao 3,02 t, entao o Escopo 1 e 43,55 tCO2e. A eletricidade de 500.000 kWh na media da rede dos Estados Unidos, 0,350, acrescenta um Escopo 2 de 175,00 t, para um total de 218,55 tCO2e, dividido em 20 por cento de Escopo 1 e 80 por cento de Escopo 2. A licao esta na divisao: numa rede fossil normal, a eletricidade comprada costuma dominar a pegada, entao e ali que a maior parte do corte tem que comecar. Repare que os fatores por combustivel estao todos a vista, e cada um pode ser trocado pelo fator nacional que se aplica a sua operacao.

Exemplo 2: a mesma planta em tres redes

Agora fixe a eletricidade em 500.000 kWh e o Escopo 1 em 43,55 tCO2e, e troque apenas a rede. Na rede dos Estados Unidos (0,350), o total e 218,55 tCO2e. Na rede do Mexico, o FE-SEN (0,444), o Escopo 2 sobe para 222,00 t e o total vai a 265,55 tCO2e. Na rede do Brasil, o SIN (0,0385), o Escopo 2 cai para apenas 19,25 t e o total desaba para 62,80 tCO2e. A licao e que o fator da rede e a maior alavanca isolada do Escopo 2: a mesma eletricidade que custa 222,00 t no Mexico custa so 19,25 t no Brasil, quase nove vezes menos, por causa da matriz hidrica limpa. E na rede do Brasil, onde o Escopo 2 quase some, o Escopo 1 de 43,55 t passa a ser a maior parte da pegada, o oposto do que acontece nos Estados Unidos e no Mexico.

Exemplo 3: uma instalacao em unidades americanas

A ferramenta aceita unidades americanas ou metricas, e a conta e a mesma. Uma instalacao com gas natural 10.000 therm (53,06 t), diesel de reserva 500 galoes (5,105 t), empilhadeiras a propano 800 galoes (4,576 t), uma frota a gasolina 2.000 galoes (17,56 t) e uma frota a diesel 1.500 galoes (15,315 t) da um Escopo 1 de 95,616 tCO2e. A eletricidade de 1.200.000 kWh a 0,350 e um Escopo 2 de 420,00 t, para um total de 515,616 tCO2e, dividido em 18,5 por cento de Escopo 1 e 81,5 por cento de Escopo 2. A licao e que voce pode trabalhar em galoes e therms ou em litros e m3 sem mudar de ferramenta: basta escolher a unidade e o fator correspondente por linha, porque o fator do gas natural por therm (5,306) e o do diesel por galao (10,21) ja vem prontos.

Exemplo 4: Escopo 2 baseado em mercado

Parta do total do Mexico, 265,55 tCO2e, e compre certificados de energia limpa para metade da eletricidade. O Escopo 2 baseado em mercado passa a ser 500.000 kWh vezes (1 menos 0,5) vezes 0,444 = 111,00 t, entao o total baseado em mercado cai para 154,55 tCO2e, enquanto o total baseado em localizacao continua 265,55. A licao e que o metodo baseado em mercado credita as compras de renovavel, e o GHG Protocol pede que voce reporte os dois numeros, o baseado em localizacao, que mostra a sua exposicao fisica a rede, e o baseado em mercado, que mostra o efeito dos certificados e contratos que voce comprou. Reportar so o baseado em mercado esconde de que rede voce realmente puxa energia.

Exemplo 5: carbono biogenico num combustivel misturado

Pegue 10.000 L de diesel B15 do Brasil, que e 85 por cento fossil. O Escopo 1 fossil e 10.000 vezes 0,85 vezes 2,68 = 22,78 tCO2e, e a parte biogenica, 10.000 vezes 0,15 vezes 2,68 = 4,02 tCO2e, e reportada numa linha separada, e nao somada ao total fossil. A licao e que, para o diesel e a gasolina misturados, voce informa a fracao fossil para que a parcela de biocombustivel seja contada como carbono biogenico, do jeito que o GHG Protocol exige. No Brasil, isso significa 85 por cento fossil para o diesel B15 e 70 por cento fossil para a gasolina C E30, com a parte biogenica sempre reportada a parte do total fossil.

Tres dicas de especialista para a pegada de carbono

Acerte o fator da rede antes de qualquer coisa

O Escopo 2 costuma ser a maior parte da pegada numa rede fossil, e o fator da rede varia de cerca de 0,04 numa rede hidrica limpa a mais de 0,6 numa rede de carvao, entao um fator errado pode mover o total por uma ordem de grandeza. Use o fator do seu proprio pais e ano: a media do EPA eGRID nos Estados Unidos, o FE-SEN no Mexico ou o SIN no Brasil, e atualize a cada ano, porque a matriz muda. E preste atencao ao efeito inversao: numa rede muito limpa, como a do Brasil, a alavanca passa para o Escopo 1, entao cortar consumo de combustivel e frota importa muito mais do que trocar de fornecedor de eletricidade. Comecar pelo fator certo evita gastar esforco no escopo que nao move o ponteiro.

Reporte o baseado em localizacao e o baseado em mercado lado a lado

O metodo baseado em localizacao usa a media fisica da rede e mostra a sua exposicao real; o baseado em mercado reflete a energia limpa que voce de fato comprou por certificados ou contratos. A Scope 2 Guidance do GHG Protocol pede os dois, porque uma empresa pode parecer limpa no papel atraves de certificados enquanto a rede de onde ela puxa energia continua suja. Mostre os dois numeros para que a reducao vinda das compras de renovavel seja honesta e visivel, e para que ninguem confunda um credito de mercado com uma emissao fisica que deixou de existir. Reportar so um dos dois, qualquer que seja, esconde metade da historia.

Mantenha os fatores editaveis e cite a fonte

Uma pegada so e defensavel se os fatores estao mostrados, sourced e casados com os seus combustiveis e a sua regiao. Use os padroes do EPA ou do DEFRA como ponto de partida, mas para um inventario formal troque pelos fatores nacionais oficiais, e para o Brasil separe a fracao de biocombustivel do diesel e da gasolina misturados em carbono biogenico. Trate qualquer calculadora gratuita, inclusive esta, como uma estimativa de gestao ate que um analista qualificado valide os numeros para divulgacao. Guardar a fonte de cada fator, o ano e a unidade e o que transforma uma planilha de CO2 num inventario que resiste a uma auditoria.

O que sao o Escopo 1 e o Escopo 2

O GHG Protocol organiza as emissoes de uma empresa em tres escopos, e esta ferramenta cobre os dois primeiros, que sao os que quase toda organizacao consegue medir com as proprias contas. O Escopo 1 sao as emissoes diretas, o gas de efeito estufa que sai de fontes que a empresa possui ou controla: as caldeiras e os fornos que queimam gas natural ou oleo combustivel, os geradores a diesel, a frota propria de veiculos a diesel e a gasolina, as empilhadeiras a GLP. Se a sua empresa queima o combustivel, a emissao e Escopo 1. O Escopo 2 sao as emissoes indiretas da energia comprada, quase sempre a eletricidade que voce puxa da rede: a usina que gera essa eletricidade emite, e essa emissao e atribuida a voce na proporcao do que voce consome.

O terceiro escopo, que esta fora desta calculadora, sao as demais emissoes indiretas da cadeia de valor: os fornecedores, o transporte terceirizado, o uso dos produtos vendidos, as viagens de negocio. O Escopo 3 costuma ser o maior de todos, mas tambem o mais dificil de medir, e depende de dados que estao fora das suas contas. Por isso o ponto de partida sensato e fechar o Escopo 1 e o Escopo 2 primeiro, com dados que voce ja tem, e so depois avancar para o Escopo 3. Esta ferramenta entrega esse inventario de base, os Escopos 1 e 2 completos, que e o que a maioria dos programas de divulgacao e das metas de reducao pede como primeiro passo.

Fatores de emissao e de onde eles vem

Um fator de emissao converte uma quantidade de atividade, litros de diesel ou kWh de eletricidade, numa quantidade de gas de efeito estufa, em kg CO2e. Para os combustiveis do Escopo 1, o fator depende do combustivel e da unidade, e vem de bases oficiais: o EPA GHG Emission Factors Hub, atualizado a cada ano, e o DEFRA no Reino Unido sao as duas fontes mais usadas, e a ferramenta traz os valores de 2024 como padrao. Os fatores de referencia por unidade sao gas natural 2,02 por m3 ou 5,306 por therm, diesel 2,68 por L ou 10,21 por galao, gasolina 2,31 por L ou 8,78 por galao, propano ou GLP 1,51 por L, 5,72 por galao ou 2,94 por kg, e oleo combustivel 2,68 por L. Cada fator fica mostrado na linha do seu combustivel e pode ser trocado pelo fator nacional que se aplica a voce.

Por que deixar o fator editavel importa? Porque o fator correto depende do pais, do ano e as vezes da composicao exata do combustivel, e um inventario formal exige o fator oficial da sua jurisdicao. Os padroes do EPA e do DEFRA servem para uma estimativa de gestao e para a maioria dos combustiveis comuns, mas para uma divulgacao regulatoria voce deve confirmar o fator com a fonte nacional, seja o inventario oficial do seu pais, o fabricante do combustivel ou a agencia ambiental. Manter o fator a vista, com a fonte e o ano anotados, e o que separa uma pegada defensavel de um numero solto que ninguem consegue reproduzir nem auditar.

O fator da rede e por que ele domina

Na maioria das empresas, o Escopo 2 e a maior parte da pegada, e dentro do Escopo 2 o fator da rede e a variavel que manda. Ele mede quanto CO2e a rede eletrica emite por kWh gerado, e depende inteiramente da matriz de geracao: uma rede movida a carvao emite muito, uma rede movida a hidreletrica, eolica e solar emite pouco. Por isso o fator varia tanto entre paises, de cerca de 0,0385 no SIN do Brasil a 0,350 na media dos Estados Unidos e 0,444 no FE-SEN do Mexico, e pode passar de 0,6 numa rede de carvao. Como o Escopo 2 e simplesmente o kWh vezes esse fator, trocar um fator errado por um certo pode mover o total da pegada por uma ordem de grandeza inteira, sem que uma unica variavel da operacao mude.

A consequencia estrategica e que, antes de investir em qualquer reducao, vale garantir que o fator da rede esta certo para o seu pais e o seu ano. E vale entender de que lado a matriz coloca a sua alavanca. Numa rede fossil, comprar renovavel ou trocar de fornecedor derruba a maior parte da pegada, porque o Escopo 2 domina. Numa rede limpa como a do Brasil, o Escopo 2 ja e pequeno, entao a maior parte da pegada esta no Escopo 1, e o corte tem que vir de reduzir combustivel, eletrificar processos e melhorar a eficiencia termica. Ler o fator da rede primeiro, e depois olhar a divisao entre Escopo 1 e Escopo 2 que a ferramenta mostra, orienta onde o esforco de reducao rende mais. Para aprofundar o lado da eletricidade e do consumo de kWh, o hub de Gestao Energetica reune as ferramentas de energia.

Baseado em localizacao frente a baseado em mercado

O GHG Protocol define dois metodos para o Escopo 2, e pede que voce reporte os dois. O metodo baseado em localizacao usa a media fisica da rede da sua regiao, o fator do SIN, do FE-SEN ou do eGRID, e responde a pergunta: dada a rede de onde eu puxo energia, quanto essa eletricidade emite de fato? Ele mostra a sua exposicao real, independente de qualquer contrato. O metodo baseado em mercado usa os instrumentos que voce comprou, os certificados RECs ou I-REC e os contratos de energia verde, e responde a outra pergunta: descontada a energia limpa que eu contratei, quanto sobra de emissao atribuida a mim? Ele credita as suas compras de renovavel.

Os dois numeros costumam divergir, e essa divergencia e informacao, nao erro. Uma empresa pode ter um Escopo 2 baseado em mercado baixo, por comprar muitos certificados, e ainda assim um baseado em localizacao alto, porque a rede fisica de onde ela puxa energia continua suja. Reportar so o baseado em mercado deixaria a operacao parecer mais limpa do que o sistema eletrico que ela realmente usa; reportar so o baseado em localizacao ignoraria o esforco real de comprar renovavel. Por isso o padrao pede os dois lado a lado: juntos, eles mostram a exposicao fisica e o efeito das compras, e tornam a reducao vinda de certificados honesta e verificavel. Na calculadora, o metodo baseado em mercado abre o campo de fracao renovavel, e o Escopo 2 passa a descontar essa fracao antes de aplicar o fator da rede.

Carbono biogenico e combustiveis misturados

Nem todo o CO2 que sai de uma chamine conta da mesma forma. O carbono fossil vem de combustiveis que estavam presos no subsolo ha milhoes de anos, e queima-los adiciona carbono novo a atmosfera. O carbono biogenico vem de biomassa recente, o etanol da cana, o biodiesel da soja, e o CO2 que ele libera foi capturado pela planta pouco antes, num ciclo curto. O GHG Protocol trata os dois de forma diferente: o carbono fossil entra no total de emissoes, e o carbono biogenico e reportado a parte, numa linha separada, porque a sua contabilizacao segue uma logica distinta. Misturar os dois num numero so distorce tanto a pegada fossil quanto o papel do biocombustivel.

E aqui o Brasil e um caso central, porque os combustiveis de estrada vendidos no pais ja vem misturados por lei. O diesel B contem biodiesel; na mistura B15, ele e 85 por cento fossil e 15 por cento biogenico. A gasolina C contem etanol anidro; desde agosto de 2025, a mistura E30 a deixa em 70 por cento fossil e 30 por cento biogenico. Para um inventario correto, voce informa a fracao fossil de cada combustivel misturado, e a ferramenta calcula o Escopo 1 fossil sobre essa fracao e reporta a parte biogenica separadamente, sem soma-la ao total fossil. Assim, uma frota que roda com diesel B15 e gasolina C E30 tem a sua pegada fossil corretamente reduzida pela parcela de biocombustivel, e essa parcela aparece como carbono biogenico, do jeito que o Programa Brasileiro GHG Protocol orienta. Ignorar a mistura superestima a pegada fossil; joga-la toda no total fossil apaga o beneficio do biocombustivel.

Da pegada a intensidade e a reducao

O total em tCO2e responde quanto a sua empresa emite, mas por si so ele nao diz se voce esta melhorando ou piorando, porque uma empresa que cresce emite mais em termos absolutos mesmo ficando mais eficiente. Por isso o passo seguinte natural e a intensidade de carbono, a pegada dividida por uma unidade de negocio: tCO2e por tonelada de produto, por unidade produzida, por milhao de reais de receita ou por metro quadrado. A intensidade normaliza pelo tamanho e permite comparar anos, plantas e concorrentes de forma justa, e e a metrica que a maioria das metas de reducao usa, porque separa o efeito de crescer do efeito de emitir menos por unidade. A pegada absoluta e a intensidade sao as duas leituras que andam juntas num programa de reducao.

A partir do inventario que esta calculadora produz, o caminho de reducao segue a divisao entre os escopos. Se o Escopo 2 domina, a alavanca e a eletricidade: eficiencia energetica para consumir menos kWh, e compra de renovavel ou contrato verde para reduzir o fator efetivo pelo metodo baseado em mercado. Se o Escopo 1 domina, como acontece numa rede limpa, a alavanca e o combustivel: eletrificar processos e frota, trocar combustiveis mais sujos por mais limpos, melhorar a eficiencia termica das caldeiras e fornos. Esta ferramenta e a ancora do silo de Conformidade ESG, e o inventario que ela fecha alimenta as leituras seguintes: a CO2e por eletricidade detalha o lado do Escopo 2, a CO2e por combustao detalha o lado do Escopo 1, e a intensidade de carbono normaliza o total pela unidade de negocio. Essas tres ainda vao ganhar ferramentas dedicadas; por enquanto, a base delas e o inventario de Escopo 1 e 2 que voce fecha aqui.

Preparando os dados de atividade para um inventario

A qualidade da pegada depende da qualidade dos dados de atividade, os litros, os m3, os galoes e os kWh que alimentam os fatores, e alguns cuidados evitam numeros enganosos. Primeiro, cubra o mesmo periodo em tudo: um inventario anual soma o combustivel e a eletricidade dos mesmos doze meses, sem misturar um ano de gas com outro ano de eletricidade. Segundo, use o consumo medido, das notas fiscais de combustivel e das contas de energia, e nao uma estimativa de memoria; a conta da distribuidora traz o kWh exato e a nota do posto traz o litro exato. Terceiro, confira a unidade de cada combustivel antes de aplicar o fator: um erro entre galao e litro, ou entre therm e m3, muda o resultado por um fator grande, e a ferramenta so acerta se a unidade da linha bate com o fator da linha.

Quarto, trate a mistura de biocombustivel onde ela existe: no Brasil, informe a fracao fossil do diesel B e da gasolina C para separar o biogenico; em outros paises, confirme se o combustivel e puro ou misturado. Quinto, escolha o fator da rede certo para o ano do inventario e guarde a fonte: o fator do SIN, do FE-SEN ou do eGRID muda a cada ano com a matriz, e usar o fator de um ano antigo num inventario recente introduz um erro sistematico. Sexto, decida desde o inicio o metodo de Escopo 2 que voce vai reportar e reuna os dados dele: para o baseado em mercado, junte os certificados e contratos que comprovam a fracao renovavel. Com dados do mesmo periodo, medidos, com a unidade certa, a mistura tratada e o fator da rede atual e sourced, a pegada mede a emissao real da operacao, e nao um artefato da preparacao do dado.

Ferramentas de Conformidade ESG relacionadas

A Calculadora de Pegada de Carbono Empresarial e a ferramenta ancora do silo de Conformidade ESG: ela fecha o inventario de Escopo 1 e 2 que as outras ferramentas do silo detalham. As demais calculadoras do silo, a CO2e por Eletricidade, a CO2e por Combustao, a Intensidade de Carbono, a Taxa de Frequencia e Gravidade de acidentes e a Taxa de Reciclagem de residuos, ainda estao em construcao e por isso aparecem aqui apenas como referencia, sem link. A CO2e por Eletricidade vai detalhar o lado do Escopo 2 a partir do fator da rede; a CO2e por Combustao vai detalhar o lado do Escopo 1 combustivel a combustivel; e a Intensidade de Carbono vai normalizar o total desta pagina por unidade de produto ou de receita. Enquanto elas nao entram no ar, volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, ou explore o hub de Gestao Energetica, tambem no ar, para os temas de kWh e eficiencia energetica que alimentam o Escopo 2.

Perguntas frequentes sobre a pegada de carbono empresarial

O que sao o Escopo 1 e o Escopo 2?

O Escopo 1 sao as emissoes diretas de fontes que a empresa possui ou controla: a queima de gas natural, diesel, gasolina, GLP e oleo combustivel em caldeiras, fornos, geradores e na frota propria. Se a empresa queima o combustivel, a emissao e Escopo 1. O Escopo 2 sao as emissoes indiretas da energia comprada, quase sempre a eletricidade puxada da rede: a usina que gera essa eletricidade emite, e essa emissao e atribuida a voce na proporcao do consumo. O terceiro escopo, fora desta ferramenta, sao as demais emissoes da cadeia de valor, como fornecedores e uso dos produtos. Esta calculadora fecha o Escopo 1 e o Escopo 2, que sao os que voce mede com as proprias contas de combustivel e de energia.

Como se calcula a pegada de carbono da empresa?

A pegada total e a soma do Escopo 1 mais o Escopo 2, convertida em toneladas. O Escopo 1 e a soma, sobre todos os combustiveis, de quantidade vezes a fracao fossil vezes o fator de emissao em kg CO2e por unidade. O Escopo 2 baseado em localizacao e a eletricidade em kWh vezes o fator da rede. A pegada total em tCO2e e (Escopo 1 em kg mais Escopo 2 em kg) dividido por 1000. No exemplo padrao, o Escopo 1 e 43,55 tCO2e e a eletricidade de 500.000 kWh na rede dos Estados Unidos (0,350) da um Escopo 2 de 175,00 t, para um total de 218,55 tCO2e. Os fatores ficam mostrados e editaveis para o calculo ser transparente.

Que fatores de emissao a ferramenta usa?

Os padroes vem do EPA GHG Emission Factors Hub 2024 e do DEFRA 2024, e ficam mostrados e editaveis por linha. Os fatores de referencia por unidade sao gas natural 2,02 por m3 ou 5,306 por therm, diesel 2,68 por L ou 10,21 por galao, gasolina 2,31 por L ou 8,78 por galao, propano ou GLP 1,51 por L, 5,72 por galao ou 2,94 por kg, e oleo combustivel 2,68 por L. Para um inventario formal, troque esses padroes pelos fatores nacionais oficiais da sua jurisdicao. Deixar o fator a vista, com a fonte e o ano, e o que torna a pegada reproduzivel e defensavel numa auditoria.

Por que o fator da rede do Brasil e tao baixo?

Porque a matriz eletrica brasileira e dominada por hidreletricas e outras fontes limpas, entao a rede emite pouco CO2e por kWh gerado. O fator do SIN, o Sistema Interligado Nacional, publicado pelo MCTI atraves do SIRENE, gira em torno de 0,0385 kg CO2e por kWh, quase dez vezes menor que a media dos Estados Unidos (0,350) e que o FE-SEN do Mexico (0,444). A consequencia e que, no Brasil, o Escopo 2 quase desaparece do total e o Escopo 1, a queima direta de combustiveis, passa a dominar a pegada. Isso inverte a estrategia de reducao: em vez de trocar de fornecedor de energia, a alavanca maior no Brasil e cortar combustivel e frota.

Qual e a diferenca entre baseado em localizacao e baseado em mercado?

O metodo baseado em localizacao usa a media fisica da rede da sua regiao, o fator do SIN, do FE-SEN ou do eGRID, e mostra a sua exposicao real a rede de onde voce puxa energia. O metodo baseado em mercado usa os certificados RECs ou I-REC e os contratos de energia verde que voce comprou, e credita essa energia limpa: ele e a eletricidade em kWh vezes (1 menos a fracao renovavel) vezes o fator da rede. O GHG Protocol pede que voce reporte os dois lado a lado, porque uma empresa pode ter um baseado em mercado baixo por comprar certificados e ainda assim um baseado em localizacao alto, se a rede fisica continua suja. Os dois juntos mostram a exposicao real e o efeito das compras.

O que e carbono biogenico e por que ele e reportado a parte?

O carbono biogenico e o CO2 que vem de biomassa recente, como o etanol da cana e o biodiesel da soja, cujo carbono foi capturado pela planta pouco antes, num ciclo curto. O carbono fossil, ao contrario, vem de combustiveis presos no subsolo ha milhoes de anos, e queima-los adiciona carbono novo a atmosfera. O GHG Protocol trata os dois de forma diferente: o fossil entra no total de emissoes e o biogenico e reportado numa linha separada, porque a sua contabilizacao segue uma logica distinta. Por isso a ferramenta separa a parcela biogenica dos combustiveis misturados do total fossil, em vez de somar tudo num numero so.

Como trato o diesel B e a gasolina C do Brasil?

Os combustiveis de estrada vendidos no Brasil ja vem misturados com biocombustivel por lei. O diesel B contem biodiesel; na mistura B15, ele e 85 por cento fossil, entao voce informa 85 por cento de fracao fossil. A gasolina C contem etanol anidro; desde agosto de 2025, a mistura E30 a deixa em 70 por cento fossil, entao voce informa 70 por cento. A ferramenta calcula o Escopo 1 fossil sobre essa fracao e reporta a parte biogenica separadamente. Por exemplo, 10.000 L de diesel B15 dao um Escopo 1 fossil de 10.000 vezes 0,85 vezes 2,68 = 22,78 tCO2e, e uma parte biogenica de 10.000 vezes 0,15 vezes 2,68 = 4,02 tCO2e, reportada a parte. Essa e a pratica que o Programa Brasileiro GHG Protocol orienta.

A ferramenta aceita unidades americanas ou so metricas?

Aceita as duas, e a conta e a mesma. Voce escolhe a unidade de cada combustivel na sua linha e a ferramenta usa o fator correspondente: gas natural por therm (5,306) ou por m3 (2,02), diesel por galao (10,21) ou por L (2,68), gasolina por galao (8,78) ou por L (2,31), GLP por galao (5,72), por L (1,51) ou por kg (2,94). No exemplo em unidades americanas, gas natural 10.000 therm (53,06 t), diesel 500 galoes (5,105 t), propano 800 galoes (4,576 t), gasolina 2.000 galoes (17,56 t) e diesel 1.500 galoes (15,315 t) dao um Escopo 1 de 95,616 tCO2e. Basta casar a unidade da linha com o fator da linha.

Por que o Escopo 2 costuma dominar a pegada?

Porque na maioria das redes o fator de emissao da eletricidade, multiplicado por um consumo grande de kWh, gera mais emissao do que a queima direta de combustivel na operacao. No exemplo padrao numa rede dos Estados Unidos, o Escopo 2 de 175,00 t responde por 80 por cento do total de 218,55 t, contra 20 por cento do Escopo 1. Mas isso depende do fator da rede: numa rede limpa como a do Brasil (0,0385), o Escopo 2 cai para 19,25 t e passa a ser a menor parte, com o Escopo 1 de 43,55 t dominando. Por isso a divisao entre os escopos, que a ferramenta mostra no grafico, e o que orienta onde o corte rende mais.

O que e tCO2e?

tCO2e e tonelada de CO2 equivalente, a unidade padrao para somar gases de efeito estufa diferentes numa mesma escala. Cada gas tem um potencial de aquecimento global proprio, e o CO2 equivalente converte todos para a quantidade de CO2 que teria o mesmo efeito, o que permite somar dioxido de carbono, metano e outros num unico numero. A pegada total desta ferramenta e expressa em tCO2e: os fatores de emissao ja trazem essa conversao embutida, entao o resultado em kg CO2e dividido por 1000 da a pegada em toneladas de CO2 equivalente. E a unidade que as metas de reducao, os relatorios de divulgacao e os inventarios usam.

Esta calculadora serve para reporte regulatorio?

Ela e uma estimativa de gestao, util para entender a sua pegada, priorizar reducoes e preparar um inventario, mas um reporte regulatorio formal exige os fatores nacionais oficiais e, muitas vezes, validacao por um analista qualificado. Para uma divulgacao formal, troque os fatores padrao do EPA e do DEFRA pelos fatores oficiais da sua jurisdicao, confirme o fator da rede do ano correto e, no Brasil, trate a mistura de biocombustivel do diesel B e da gasolina C conforme o Programa Brasileiro GHG Protocol. Use esta ferramenta para fechar o inventario de Escopo 1 e 2, ver a divisao e decidir onde cortar, e valide os numeros antes de divulgar publicamente.

O que e o carbono biogenico no total, muda a pegada fossil?

Nao muda o total fossil, e esse e justamente o ponto. Quando voce informa a fracao fossil de um combustivel misturado, a ferramenta aplica o fator apenas sobre a parte fossil e joga a parte biogenica numa linha separada, que nao entra no total fossil. Assim, uma frota que roda com diesel B15 tem a sua pegada fossil corretamente reduzida pela parcela de biodiesel, e essa parcela aparece como carbono biogenico reportado a parte. Somar o biogenico ao total fossil superestimaria a pegada e apagaria o beneficio do biocombustivel; ignora-lo de todo tambem seria errado, porque o GHG Protocol pede que ele seja reportado, so que numa linha propria.

Como esta ferramenta se conecta com as outras do silo ESG?

Esta e a ferramenta ancora do silo de Conformidade ESG: ela fecha o inventario de Escopo 1 e 2 que as outras detalham. A CO2e por Eletricidade vai aprofundar o lado do Escopo 2 a partir do fator da rede, a CO2e por Combustao vai aprofundar o lado do Escopo 1 combustivel a combustivel, e a Intensidade de Carbono vai normalizar o total desta pagina por unidade de produto ou de receita, para comparar anos e plantas de forma justa. Essas ferramentas ainda estao em construcao. Enquanto isso, volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, ou explore o hub de Gestao Energetica para os temas de kWh e eficiencia que alimentam o Escopo 2.

Como preparar os dados de atividade para o inventario?

Cubra o mesmo periodo em tudo, somando combustivel e eletricidade dos mesmos doze meses. Use o consumo medido, das notas de combustivel e das contas de energia, e nao uma estimativa. Confira a unidade de cada combustivel antes de aplicar o fator, porque um erro entre galao e litro ou entre therm e m3 muda o resultado por um fator grande. No Brasil, informe a fracao fossil do diesel B e da gasolina C para separar o biogenico. Escolha o fator da rede certo para o ano do inventario e guarde a fonte, porque o fator muda a cada ano. E decida desde o inicio se vai reportar o Escopo 2 baseado em localizacao, em mercado ou os dois, reunindo os certificados que comprovam a fracao renovavel.

Esta calculadora e gratuita e guarda meus dados?

Sim, a ferramenta e gratuita e sem cadastro, e todo o calculo acontece no seu navegador. Os dados de combustivel e eletricidade que voce digita nunca sao enviados a um servidor, armazenados ou compartilhados. Voce ainda pode baixar um PDF, exportar um CSV ou compartilhar o resultado. Esta calculadora serve para estudo, planejamento e para preparar um inventario de Escopo 1 e 2; ela e uma estimativa de gestao, entao confirme as decisoes importantes e a divulgacao formal com os fatores nacionais oficiais e um analista qualificado. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD, e os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados.

Fontes, aviso legal e transparencia editorial

As formulas usadas aqui seguem o GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard e a sua Scope 2 Guidance, a ISO 14064-1 e os fatores de emissao nacionais. O Escopo 1 e a soma de quantidade vezes fracao fossil vezes fator de emissao, com os fatores do EPA GHG Emission Factors Hub 2024 e do DEFRA 2024 (gas natural 2,02 por m3, diesel 2,68 por L, gasolina 2,31 por L, GLP 1,51 por L, oleo combustivel 2,68 por L, e as equivalencias em unidades americanas). O Escopo 2 baseado em localizacao e o kWh vezes o fator da rede (media dos Estados Unidos 0,350, FE-SEN do Mexico 0,444, SIN do Brasil 0,0385), e o baseado em mercado desconta a fracao renovavel antes de aplicar o fator. O carbono biogenico dos combustiveis misturados e reportado a parte do total fossil. No Brasil, o fator do SIN vem do MCTI atraves do SIRENE, a mistura obrigatoria do diesel B (B15 = 85 por cento fossil) e da gasolina C (E30 = 70 por cento fossil desde agosto de 2025) e tratada conforme o Programa Brasileiro GHG Protocol. Esta calculadora e este guia sao criados e revisados pela equipe da OpsCalculators; veja a nossa Politica Editorial para saber como cada ferramenta e pesquisada, construida e testada.

Os resultados sao estimativas para planejamento e educacao, e nao um inventario regulatorio validado. Esta ferramenta e uma estimativa de gestao: para uma divulgacao formal, troque os fatores padrao pelos fatores nacionais oficiais, confirme o fator da rede do ano correto, trate a mistura de biocombustivel onde ela existe e valide os numeros com um analista qualificado. Como esta e a ferramenta ancora do silo, use-a para fechar o inventario de Escopo 1 e 2 e ver a divisao entre os escopos, e volte ao hub de Conformidade ESG para ver o silo completo, ou explore o hub de Gestao Energetica para os temas de eletricidade e eficiencia. Veja o nosso Aviso Legal completo. OpsCalculators.com e operado por MAFHH INTERNATIONAL LTD. Os seus dados sao processados no seu navegador e nunca sao armazenados; veja a nossa Politica de Privacidade.